Em carta, Lula pede “todo o apoio possível” dos maranhenses para reeleger Flávio Dino

O ex-presidente Lula enviou uma carta ao governador Flávio Dino e aos maranhenses falando sobre a disputa eleitoral no Estado. Ele pediu que os eleitores ajudem Flávio a continuar “governando o Maranhão e ajudando o nosso país a ser mais justo”.

Na carta, Lula lembra que esteve no ano passado com Flávio em um ato na Praça Dom Pedro II, em São Luís. “Confirmo o que disse a vocês: Flávio Dino faz um governo sério, com trabalho firme em favor dos mais pobres e das causas sociais”, afirma o petista.

Lula diz que o governador sempre lutou contra a prisão dele. “Flávio Dino também tem demonstrado muita coragem para defender a democracia, lutando contra a violência de que eu tenho sido vítima.”

“Por isso, me dirijo carinhosamente a vocês pedindo todo o apoio possível para que o companheiro Flávio Dino continue governando o Maranhão e ajudando o nosso país a ser mais justo”, acrescenta Lula.

Veja a íntegra da carta de Lula:

Amigos e amigas do Maranhão,

Estive recentemente aí, quando finalizei a nossa Caravana pelo Nordeste com um belo Ato Político na Praça Pedro II. Confirmo o que disse a vocês: Flávio Dino faz um governo sério, com trabalho firme em favor dos mais pobres e das causas sociais.

Mas não é só isso: Flávio Dino também tem demonstrado muita coragem para defender a democracia, lutando contra a violência de que eu tenho sido vítima.

Por isso, me dirijo carinhosamente a vocês pedindo todo o apoio possível para que o companheiro Flávio Dino continue governando o Maranhão e ajudando o nosso país a ser mais justo.

Abraço do Lula

Lula: “Quero pedir a todos que votariam em mim, que votem em Haddad para presidente”

Revista Fórum

Em ato realizado na tarde desta terça-feira (11) na vigília de apoiadores do ex-presidente Lula em Curitiba (PR), representantes da coligação “O Povo Feliz de Novo” leram uma carta redigida por Lula em que o ex-presidente dá o aval para que Fernando Haddad, até então o candidato a vice da chapa, assuma o posto de candidato à presidência, dada a impugnação da candidatura de Lula imposta pela justiça eleitoral.

No texto, Lula reivindica sua inocência, explica as circunstâncias que o fizeram tomar a decisão e afirma que Haddad será o seu representante na corrida eleitoral. “Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad”, escreveu Lula.

Confira, abaixo, a íntegra da carta.

Vocês já devem saber que os tribunais proibiram minha candidatura a presidente da República. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do país.

Nunca aceitei a injustiça nem vou aceitar. Há mais de 40 anos ando junto com o povo, defendendo a igualdade e a transformação do Brasil num país melhor e mais justo. E foi andando pelo nosso país que vi de perto o sofrimento queimando na alma e a esperança brilhando de novo nos olhos da nossa gente. Vi a indignação com as coisas muito erradas que estão acontecendo e a vontade de melhorar de vida outra vez.

Foi para corrigir tantos erros e renovar a esperança no futuro que decidi ser candidato a presidente. E apesar das mentiras e da perseguição, o povo nos abraçou nas ruas e nos levou à liderança disparada em todas as pesquisas.

Há mais de cinco meses estou preso injustamente. Não cometi nenhum crime e fui condenado pela imprensa muito antes de ser julgado. Continuo desafiando os procuradores da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e o TRF-4 a apresentarem uma única prova contra mim, pois não se pode condenar ninguém por crimes que não praticou, por dinheiro que não desviou, por atos indeterminados.

Minha condenação é uma farsa judicial, uma vingança política, sempre usando medidas de exceção contra mim. Eles não querem prender e interditar apenas o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Querem prender e interditar o projeto de Brasil que a maioria aprovou em quatro eleições consecutivas, e que só foi interrompido por um golpe contra uma presidenta legitimamente eleita, que não cometeu crime de responsabilidade, jogando o país no caos.

Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar. Perdi minha companheira Marisa, amargurada com tudo o que aconteceu a nossa família, mas não desisti, até em homenagem a sua memória. Enfrentei as acusações com base na lei e no direito. Denunciei as mentiras e os abusos de autoridade em todos os tribunais, inclusive no Comitê de Direitos Humanos da ONU, que reconheceu meu direito de ser candidato.

A comunidade jurídica, dentro e fora do país, indignou-se com as aberrações cometidas por Sergio Moro e pelo Tribunal de Porto Alegre. Lideranças de todo o mundo denunciaram o atentado à democracia em que meu processo se transformou. A imprensa internacional mostrou ao mundo o que a Globo tentou esconder.

E mesmo assim os tribunais brasileiros me negaram o direito que é garantido pela Constituição a qualquer cidadão, desde que não se chame Luiz Inácio Lula da Silva. Negaram a decisão da ONU, desrespeitando o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos que o Brasil assinou soberanamente.

Por ação, omissão e protelação, o Judiciário brasileiro privou o país de um processo eleitoral com a presença de todas as forças políticas. Cassaram o direito do povo de votar livremente. Agora querem me proibir de falar ao povo e até de aparecer na televisão. Me censuram, como na época da ditadura.

Talvez nada disso tivesse acontecido se eu não liderasse todas as pesquisas de intenção de votos. Talvez eu não estivesse preso se aceitasse abrir mão da minha candidatura. Mas eu jamais trocaria a minha dignidade pela minha liberdade, pelo compromisso que tenho com o povo brasileiro.

Fui incluído artificialmente na Lei da Ficha Limpa para ser arbitrariamente arrancado da disputa eleitoral, mas não deixarei que façam disto pretexto para aprisionar o futuro do Brasil.

É diante dessas circunstâncias que tenho de tomar uma decisão, no prazo que foi imposto de forma arbitrária. Estou indicando ao PT e à Coligação “O Povo Feliz de Novo” a substituição da minha candidatura pela do companheiro Fernando Haddad, que até este momento desempenhou com extrema lealdade a posição de candidato a vice-presidente.

Fernando Haddad, ministro da Educação em meu governo, foi responsável por uma das mais importantes transformações em nosso país. Juntos, abrimos as portas da Universidade para quase 4 milhões de alunos de escolas públicas, negros, indígenas, filhos de trabalhadores que nunca tiveram antes esta oportunidade. Juntos criamos o Prouni, o novo Fies, as cotas, o Fundeb, o Enem, o Plano Nacional de Educação, o Pronatec e fizemos quatro vezes mais escolas técnicas do que fizeram antes em cem anos. Criamos o futuro.

Haddad é o coordenador do nosso Plano de Governo para tirar o país da crise, recebendo contribuições de milhares de pessoas e discutindo cada ponto comigo. Ele será meu representante nessa batalha para retomarmos o rumo do desenvolvimento e da justiça social.

Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad.

Ao lado dele, como candidata a vice-presidente, teremos a companheira Manuela D’Ávila, confirmando nossa aliança histórica com o PCdoB, e que também conta com outras forças, como o PROS, setores do PSB, lideranças de outros partidos e, principalmente, com os movimentos sociais, trabalhadores da cidade e do campo, expoentes das forças democráticas e populares.

A nossa lealdade, minha, do Haddad e da Manuela, é com o povo em primeiro lugar. É com os sonhos de quem quer viver outra vez num país em que todos tenham comida na mesa, em que haja emprego, salário digno e proteção da lei para quem trabalha; em que as crianças tenham escola e os jovens tenham futuro; em que as famílias possam comprar o carro, a casa e continuar sonhando e realizando cada vez mais. Um país em que todos tenham oportunidades e ninguém tenha privilégios.

Eu sei que um dia a verdadeira Justiça será feita e será reconhecida minha inocência. E nesse dia eu estarei junto com o Haddad para fazer o governo do povo e da esperança. Nós todos estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo.

Quero agradecer a solidariedade dos que me enviam mensagens e cartas, fazem orações e atos públicos pela minha liberdade, que protestam no mundo inteiro contra a perseguição e pela democracia, e especialmente aos que me acompanham diariamente na vigília em frente ao lugar onde estou.

Um homem pode ser injustamente preso, mas as suas ideias, não. Nenhum opressor pode ser maior que o povo. Por isso, nossas ideias vão chegar a todo mundo pela voz do povo, mais alta e mais forte que as mentiras da Globo.

Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República. E peço que votem nos nossos candidatos a governador, deputado e senador para construirmos um país mais democrático, com soberania, sem a privatização das empresas públicas, com mais justiça social, mais educação, cultura, ciência e tecnologia, com mais segurança, moradia e saúde, com mais emprego, salario digno e reforma agrária.

Nós já somos milhões de Lulas e, de hoje em diante, Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros.

Até breve, meus amigos e minhas amigas. Até a vitória!

Um abraço do companheiro de sempre,

Luiz Inácio Lula da Silva

 

Barroso contraria Lei Eleitoral e exige retirada de Lula de campanha do PT

RBA

São Paulo – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Roberto Barroso, atendeu ao pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e, no domingo (9), exigiu a retirada das imagens de Lula da propaganda eleitoral presidencial da coligação “O Povo Feliz de Novo”, formada pelo PT, PCdoB e PROS, sob ameaça de suspender todas as transmissões da coligação no rádio e na televisão.

O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), um dos autores da Lei de Ficha Limpa, criticou, através do Twitter, a decisão do magistrado. “O mais incrível é que tal decisão ignora a lei eleitoral (Lei 12.034/2009), que expressa e claramente determina exatamente o contrário, em seu artigo 16-A:  o candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral”, O protesto foi publicado no perfil de Dino no Twitter.

O MPE diz que os partidos da coligação estariam desrespeitando a decisão da maioria do plenário do TSE, proferida no dia 1º de setembro, que negou o registro de candidatura do ex-presidente. Em sua decisão, Barroso afirmou que o TSE, por 5 a 2, suspendeu também a propaganda com a imagem de Lula como candidato. “As sucessivas veiculação de propaganda eleitoral em desconformidade com o decidido revelam que a atuação da coligação se distanciou dos compromissos por ela assumidos, a exigir uma atuação em caráter mais abrangente”, argumentou o ministro.

Por outro lado, o mesmo tribunal aceitou um recurso da defesa do candidato petista para que fossem impedidas apenas propagandas de atos de campanha mostrando Lula como candidato. Portanto, Lula poderia continuar participando das propagandas, desde que não mais como presidenciável.

Candidatos ao Legislativo pelo PT também criticaram a decisão do magistrado. “É impressionante. A posição de Barroso é uma explícita violação de direitos e uma violação gritante da lei”, publicou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Se acham que vão esconder Lula destas eleições estão enganados”, acrescentou o ex-ministro Alexandre Padilha (PT).

Em artigo publicado na CartaCapital, o sociólogo e diretor do Instituto Vox Populi Marcos Coimbra afirma que Barroso encarna uma entidade sem voto e sem razão. “Suas ideias não vão além de uma espécie de neoautoritarismo, que preserva e atualiza, com menos brilho, a obra de autores como Oliveira Vianna, Azevedo Amaral e Francisco Campos, personagens do debate jurídico e político na República Velha, ideólogos das restrições à democracia e da ditadura estado-novista”, diz.

No STF, Fachin confronta a ONU e nega recurso em favor da candidatura de Lula

RBA

São Paulo – O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ontem (5) pedido dadefesa do ex-presidente Lula para suspender sua inelegibilidade e manter sua candidatura à Presidência da República. Fachin tinha sido a única divergência ao voto do ministro Luis Roberto Barroso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que afrontou decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, de que Lula deve ter seus direitos políticos e respeitados e participar das eleições como candidato, até que sejam esgotados todos os recursos pela sua defesa. Com isso, Fachin admite que seu voto no TSE, alusivo à ONU, foi apenas uma encenação.

O pedido negado por Fachin era para que o STF concedesse efeito suspensivo ao recurso extraordinário apresentado em abril deste ano contra a condenação de Lula na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente está preso em Curitiba. Segundo os advogados Cristiano e Valeska Zanin , “não cabe aos órgãos judiciários brasileiros sindicar as decisões proferidas pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, mas, sim, dar cumprimento às obrigações internacionais assumidas pelo Brasil”.

Havia a expectativa de que Fachin, único voto a favor de Lula no TSE justamente defendendo a recomendação da ONU (o placar foi de 6 a 1), levasse o caso ao plenário, e não tomasse uma decisão monocrática.

O trecho do voto de Fachin, agora pelo STF (Supremo Tribunal Federal) chama a atenção pela total discordância com seu próprio voto no TSE: “O pronunciamento do Comitê dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas não alcançou o sobrestamento do acórdão recorrido (do TRF-4), reservando-se à sede própria a temática diretamente afeta à candidatura eleitoral; ii) as alegações veiculadas pela defesa não traduzem plausibilidade de conhecimento e provimento do recurso extraordinário, requisito normativo indispensável à excepcional concessão da tutela cautelar pretendida”.

Nesta quarta, os advogados da área eleitoral fizeram o segundo pedido de liminar ao STF, desta vez para que se suspenda a decisão do TSE até o julgamento do recurso que a contesta. O pedido foi distribuído para o ministro Celso de Mello.

Com apoio de Lula, Haddad lidera disparado com 47% no Maranhão

Revista Fórum

O ex-prefeito de São Paulo e atual candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula, Fernando Haddad, lidera com folga as intenções de voto no estado do Maranhão. Pesquisa Exata, contratada pelo Jornal Pequeno, aponta que ele é o preferido entre os eleitores maranhenses na disputa presidencial, com 47%.

De acordo com o Exata/JP, para o eleitorado do Maranhão o candidato apoiado por Lula, Fernando Haddad, venceria as eleições no primeiro turno com uma diferença de 30 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que aparece com 17% no levantamento.

Na sequência, aparecem Marina Silva (Rede), com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 2%. Álvaro Dias (Podemos), Vera Lúcia (PSTU) e Henrique Meirelles (MDB) têm 1% cada um. Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram.  Brancos e nulos somaram 13% e 4% disseram que não sabem ou não responderam.

O Instituto Exata projetou, também, cenário com Lula candidato. Nesse caso, o ex-presidente ganharia também no primeiro turno, com 67% das intenções de votos, mais de 50 pontos à frente de Jair Bolsonaro, que aparece com 15%.

Fernando Haddad: candidato do Lula é Flávio Dino à reeleição

O candidato a vice na chapa liderada pelo ex-presidente Lula, Fernando Haddad, afirmou na noite desta sexta-feira, 24, que o governador Flávio Dino é o candidato apoiado por Lula no Maranhão.

“O candidato do Lula é Flávio Dino à reeleição”, discursou o ex-prefeito de São Paulo, durante ato em apoio a Lula, no Centro Histórico de São Luís.

Haddad disse durante entrevista a jornalistas que o ex-presidente Lula é um entusiasta do governo Flávio Dino. “Ele está na tua campanha. É um entusiasta de sua candidatura, acha que você está fazendo um governo brilhante e tem o desejo de governar o país com você governador porque aí as forças vão poder se somar pelo Maranhão”, afirmou.

Por meio de sua conta nas redes sociais, o governador Flávio Dino disse que ato Lula Presidente, com Haddad e Manuela, foi um dos mais marcantes da vida dele. “No lindo cenário do encontro da Rua Portugal com a Rua da Estrela, na Praia Grande, falei sobre a bandeira da minha vida: o combate às absurdas desigualdades sociais.”, escreveu Dino.

Lula dispara no Datafolha e pode vencer no primeiro turno

Revista Fórum

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece disparado na liderança com 39% das intenções de voto na primeira pesquisa Datafolha realizada após os registros das 13 candidaturas ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro aparece com 19% no segundo lugar. Aparecem embolados no terceiro posto Marina Silva (Rede, com 8%), Geraldo Alckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%).

Com o petista no páreo, brancos e nulos somam 11%, com 3% de indecisos. Sem ele, os índices sobem respectivamente para 22% e 6%.

Já no cenário sem Lula, quem lidera é o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 22%. Neste cenário, o vice Fernando Haddad (PT), conta com 4%, empatado com o senador Alvaro Dias (Podemos). O Datafolha aponta que 31% dos eleitores votaria em um candidato indicado por Lula, enquanto 48% não votaria e 18% anotam um talvez.

A pesquisa diz ainda que Haddad não é conhecido por 27% dos eleitores, contra 59% que já ouviram falar do ex-prefeito paulistano. Em comparação, Lula é conhecido de 99% dos ouvidos, Marina, por 93% e Alckmin, por 88%. Assim, Haddad registra baixa rejeição: 21%.

Sem Lula, Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando atrás de Bolsonaro com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe para 9%, empatando na margem com Ciro.

Bolsonaro é o candidato mais rejeitado, com 39% de eleitores dizendo que nunca votariam nele. É seguido por Lula (34%) e, num patamar mais abaixo, Alckmin (26%), Marina (25%) e Ciro (23%).

Leia a pesquisa completa aqui

Assim como Lula, Fernando Haddad encerra Caravana pelo Nordeste no Maranhão

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), escolheu o Maranhão como destino final da caravana que fará pelo Nordeste brasileiro a partir de amanhã (21). Haddad é candidato a vice-presidente na chapa de Luís Inácio Lula da Silva (PT) e segue os passos do ex-presidente, que percorreu o Nordeste por 18 dias, entre os meses de agosto e setembro de 2017, e também finalizou a caravana no Maranhão.

No Maranhão, Haddad será recebido pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Candidato à reeleição, Dino é um dos maiores entusiastas da candidatura de Lula e crítico ferrenho da sentença que condenou o ex-presidente a 12 anos de prisão. Além disso, o PT integra a coalizão dos 16 partidos que apoiam a reeleição de Dino.

Durante sua passagem por terras maranhenses, Lula foi aclamado pela população em grande ato público que lotou o centro de São Luís. Na época, Dino fez questão de expressar apoio incondicional ao petista.

Haddad chega ao Maranhão e cumprirá agenda na próxima sexta (24) e sábado (25), e deve receber acolhida similar a de Lula. Na capital maranhense, o petista fará ato na Praça Nauro Machado, na sexta. Já na Baixada Maranhense, o evento será na manhã de sábado, na cidade de Viana.

Lula dispara na frente com 37,3% em pesquisa CNT/MDA

Revista Fórum

Levantamento feito pelo instituto MDA e encomendado pela CNT (Confederação Nacional de Transportes, divulgada nesta segunda-feira (20), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar na disputa presidencial, com 37,3% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (PSL) aparece em segundo lugar, com 18,8%.

A pesquisa é a primeira realizada após o início oficial da campanha. Foram testados os 13 candidatos que pediram registro ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Veja o resultado:

Lula (PT) – 37,3%

Jair Bolsonaro (PSL) – 18,8%

Marina Silva (Rede) – 5,6%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 4,9%

Ciro Gomes (PDT) – 4,1%

Alvaro Dias (Podemos) – 2,7%

Guilherme Boulos (PSOL) – 0,9%

João Amoêdo (Novo) – 0,8%

Henrique Meirelles (MDB) – 0,8%

Cabo Daciolo (Patriota) – 0,4%

Vera (PSTU) – 0,3%

João Goulart Filho (PPL) – 0,1%

José Maria Eymael (DC) – 0%

Branco/Nulo – 14,3%

Indeciso – 8,8%

Transferência de votos

Considerando apenas o universo de eleitores que inicialmente declararam voto em Lula, Haddad ficou em primeiro lugar, com 17,3% das intenções de voto, seguido de Marina Silva e Ciro Gomes, com 11,9% e 9,6%, respectivamente. Somados, votos brancos e nulos e índice de indecisos representam 47,9% do total.

Fernando Haddad (PT) – 17,3%

Marina Silva (Rede) – 11,9%

Ciro Gomes (PDT) – 9,6%

Jair Bolsonaro (PSL) – 6,2%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 3,7%

Guilherme Boulos (PSOL) – 0,8%

Alvaro Dias (Podemos) – 0,7%

Henrique Meirelles (MDB) – 0,7%

Vera (PSTU) – 0,5%

Cabo Daciolo (Patriota) – 0,3%

João Amoêdo (Novo) – 0,3%

João Goulart Filho (PPL) – 0,1%

José Maria Eymael (DC) – 0%

Branco/Nulo – 31,3%

Indecisos – 16,6%

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre a última terça-feira (14) e este domingo (19), em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Com informações do UOL

ONU decide que Lula tem pleno direito de ser candidato

Comitê Internacional de Direitos Humanos determinou hoje que Lula deve ter livre acesso à mídia e não pode ter sua candidatura barrada antes de julgamento justo

Nota dos advogados do presidente Lula

Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final” (tradução livre).

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

Por meio do Decerto Legislativo 311 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.

Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.

Valeska Teixeira Zanin Martins

Cristiano Zanin Martins