Polícia Federal do Maranhão desarticula quadrilha de tráfico de drogas

A Polícia Federal no Maranhão, por meio da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), deflagrou na manhã de hoje, em São Luís, a 2ª Fase da Operação “MD”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas utilizando-se dos Correios.

A Polícia Federal cumpriu cinco Mandados de Prisão Temporária e quatro Mandados de Busca e Apreensão em São Luís. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Estadual do Maranhão, com o objetivo de colher provas do crime que auxiliassem nas investigações.

Na 1ª fase da operação, em abril deste ano, quatro pessoas foram presas em São Luís e uma em Teresina. A partir dos interrogatórios e da análise de algumas mídias, foram identificados os outros integrantes do grupo criminoso especializado na distribuição de ecstasy e LSD, além de cocaína, skunk e maconha, em festas na capital maranhense, especialmente em eventos de música eletrônica, onde há grande concentração de jovens.

A equipe de investigação interceptou várias encomendas contendo as substâncias entorpecentes que chegavam até os investigados, via postal, proveniente dos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.

Os envolvidos foram conduzidos à Superintendência de Polícia Federal no Maranhão, onde serão indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes previstos nos arts. 33 e 35 da Lei nº 11.343/06. Caso sejam condenados, responderão por penas que chegam até 15 anos de reclusão.

“MD” são as letras iniciais da substância (metileno-dióxido) que compõe o ecstasy, uma das principais drogas traficadas pelo grupo criminoso.

PF põe “Olhos de Lince” contra crimes eleitorais

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (24) a Operação Olhos de Lince de combate a crimes relacionados às eleições deste ano. A investigação é resultado de acompanhamento da PF de redes sociais com objetivo de identificar e de evitar possíveis crimes eleitorais, além de ameaças aos candidatos que concorrem nas eleições.

A PF apura os crimes de violação do sigilo do voto e de incitação ao crime de homicídio. Segundo investigadores, para a identificação dos alvos foram utilizadas técnicas de reconhecimento facial, por meio de critérios científicos, que possibilitam a identificação dos suspeitos de forma precisa.

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A PF também intimou investigados a prestarem depoimento. As ações fazem parte das atividades do Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral.

Ao todo, a PF deflagrou nove ações nas cidades de São Paulo e Sorocaba (SP); Uberlândia, Varginha e Juiz de Fora (MG); Caxias do Sul (RS); e Recife (PE).

URGENTE: Ricardo Murad ex-secretário de saúde é preso pela Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (18) 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva contra envolvidos em desvios de recursos públicos na Saúde. Entre os mandados de prisão, um deles em São Luís, é contra o ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad. A ordem de prisão foi expedida pela 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão. A Polícia Federal apura o desvio de cerca de R$ 2 milhões do sistema estadual de Saúde, entre 2011 e 2013.

As diligências estão sendo realizadas em seis cidades: São Luís, Imperatriz, no Maranhão, Parauapebas, no Pará, Palmas, no Tocantins, Brasília, no Distrito Federal e Goiânia, em Goiás, em duas operações simultâneas da Operação Sermão aos Peixes. Foi determinado o bloqueio judicial e sequestro de bens num valor total que supera R$ 15 milhões.

A operação conhecida como Abscondito II, foi deflagrada em 2016, na qual Polícia Federal avançou na investigação sobre o vazamento da primeira fase da operação Sermão aos Peixes e reuniu prova de que os membros da organização criminosa conseguiram cooptar servidores públicos para a obtenção de informações privilegiadas da investigação. De posse de tais informações, houve a destruição e ocultação de provas.

Além disso, violando medidas cautelares impostas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um dos investigados teria dilapidado seu patrimônio e transferido seus bens para terceiros visando impedir que fosse decretada a perda de tais bens.

As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros que possam ainda ser apurados. Após os procedimentos legais, os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Temer recebeu propina da Odebrecht, aponta PF

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Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que foram encontrados indícios de que Michel Temer recebeu vantagem indevida da construtora Odebrecht.

O inquérito no qual o relatório foi enviado se refere a um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, em que se teria acertado o repasse ilícito de R$ 10 milhões ao MDB.

No documento, o delegado Thiago Delabary aponta, ainda, suspeitas de que Temer cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O documento foi divulgado pelo Metropoles. Leia a íntegra.

PF combate fraudes envolvendo mais de R$ 297 milhões no Piauí e Maranhão

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (02/08) a Operação Topique, em parceria com o Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU), com o fim de desarticular organização criminosa responsável por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados à prestação de serviços de transporte escolar ao Governo do Estado do Piauí e Prefeituras Municipais nos Estados do Piauí e Maranhão.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 9 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Teresina/PI, São João da Serra/PI, Olho D’Água do Piauí/PI e Coelho Neto/MA. A deflagração conta com a participação de 170 policiais federais e de 9 auditores da CGU.

As empresas investigadas receberam entre 2013 e 2017 pelo menos R$ 297 milhões de 40 prefeituras municipais e do Governo do Estado do Piauí. Os serviços eram custeados com recursos do Programa de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

A investigação identificou superfaturamentos de até 40% nos valores dos serviços contratados, causando prejuízos superiores a R$ 119 milhões ao patrimônio público, inclusive contando com a participação de agentes públicos.

PF vê indícios de corrupção e lavagem de dinheiro de Edison Lobão na obra de Belo Monte

Do G1

Relatório elaborado pela Polícia Federal aponta indícios de que os senadores Edison Lobão (MDB-MA) e Jader Barbalho (MDB-PA) foram beneficiados com desvios na obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, um dos maiores empreendimentos para geração de energia do mundo.

Os agentes apontaram suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte dos parlamentares, investigados em um dos inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defensor de Edison Lobão no caso, disse que tenta autorização de acesso ao relatório. Ele afirmou que, embora desconheça o teor do documento, acompanha a investigação e diz que não há elementos capazes de incriminar o senador.

“Estamos acompanhando a investigação e tranquilos em relação ao senador Lobão. Desconhecemos o relatório. Estamos tentando desde maio ter acesso, mas infelizmente mais uma vez disseram que não poderíamos ter”, afirmou o advogado.

O senador Jader Barbalho afirmou que o relatório é uma “leviandade” e uma “barbaridade” porque não tem nenhum fundamento relacioná-lo à obra de Belo Monte.

“Nunca tive nenhum encontro sobre a obra e nunca recebi nada desta gente, nem telegrama de aniversário”.

Para o senador, quem assinou o relatório que o aponta como beneficiário de propina é “um irresponsável que está fazendo molecagem”. “Desafio quem quer que seja a apontar um ato contra mim”, afirmou Jader Barbalho.

De acordo com a Polícia Federal, o objetivo do inquérito é apurar se houve pagamento de propina para políticos, embora a investigação também tenha apontado indícios de irregularidades no leilão de Belo Monte.

A suspeita é que as empresas responsáveis recebiam dinheiro público para executar a obra, e parte dos valores era desviada para pagamento de propina a políticos

O relatório da PF, concluído em maio, está atualmente nas mãos da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que poderá denunciar os parlamentares ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas provas já coletadas. O relator do caso no STF é o ministro Luiz Edson Fachin.

Além de depoimentos de delatores das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht, investigadores identificaram e-mails, registros de entrada nos prédios, pagamentos registrados no sistema de pagamento de propina da Odebrecht – o Drousys – e informações sobre entregas dos valores.

Segundo a PF, também há indícios dos mesmos crimes por parte do filho de Lobão, Márcio Lobão, e do ex-senador Luiz Otávio Campos, aliado de Jader, que seriam os operadores da propina paga pelas empresas.

Os dois foram alvos da Operação Leviatã, em fevereiro do ano passado, que recolheu provas para o inquérito.

O advogado Aristides Junqueira, que defende Márcio Lobão, afirmou que não teve acesso ao relatório e por isso não pode comentar. Segundo ele, no ano passado, quando foram autorizadas buscas envolvendo Márcio Lobão, foi uma operação descabida e baseada apenas na palavra de um delator.

Quando foi deflagrada a Operação Leviatã, no ano passado, o ex-senador negou envolvimento.

Para a PF, há elementos que indicam que os parlamentares foram beneficiados.

“A ligação entre Luiz Otávio Campos e Jader Barbalho é indissociável, o que autoriza a conclusão, com base nos elementos já expostos, de que esse parlamentar, conjuntamente com Edison Lobão, estava por detrás das ações”, afirma o texto do relatório.

De acordo com o documento, os parlamentares “solicitaram, por seus emissários – e, ao que tudo indica, receberam – em concurso, vantagem indevida em razão da função pública que tinham”.

A Polícia Federal justificou no relatório o fato de não terem sido localizadas provas diretas contra os senadores. Segundo o documento, autoridades costumam utilizar terceiros para tratativas irregulares, sem atuar diretamente.

“O emprego de pessoas interpostas por altas autoridades é expediente habitual (…), não sendo exigível, para a imputação de responsabilidade penal (…) ser flagrado aventurando-se pessoalmente em tratativas escusas”, diz o documento.

Trecho da usina hidrelétrica de Belo Monte/GNews (Foto: Reprodução GloboNews)
Trecho da usina hidrelétrica de Belo Monte/GNews (Foto: Reprodução GloboNews) 

Filho de Lobão

Delatores e depoimentos narraram repasses por meio de Márcio Lobão, que teria supostamente sido indicado pelo pai para operacionalizar os valores.

O filho de Lobão, conforme o relatório, se apresentou aos executivos das empreiteiras do consórcio da obra em uma série de reuniões individuais em março de 2012, na sede da construtora Andrade Gutierrez, no Rio.

Essas reuniões ficaram registradas no e-mail do ex-diretor da Andrade Gutierrez Flávio Barra e na portaria do prédio onde fica a empresa.

Trecho de relatório da Polícia Federal que narra depoimento de delator sobre Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (Foto: Reprodução)
Trecho de relatório da Polícia Federal que narra depoimento de delator sobre Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (Foto: Reprodução) 

Flávio Gomes Machado, outro ex-diretor da Andrade, disse que Lobão pediu R$ 500 mil a serem entregues para o filho e relatou que providenciou R$ 250 mil.

Segundo ele, o dinheiro foi levado em caixa de camisas com uma sacola. Depois, disse ter recebido reclamação de Márcio Lobão de que faltavam R$ 10 mil.

“Há, assim, informações convergentes e de diversificadas origens a indicar a atuação contumaz de Márcio Lobão como arrecadador financeiro no interesse de seu pai e do grupo político que integrava”, afirma o relatório.

Conforme o documento, chegou a ser negociado pagamento de R$ 11 milhões a Lobão em 2012.

A PF narrou que uma das entregas teria ocorrido no final de fevereiro de 2014.

Segundo a investigação, Márcio Lobão esteve na sede da Odebrecht em 17 de fevereiro para reunião com Ênio Silva. No mesmo dia, Ênio pediu por email que fosse feito um pagamento de 500 mil reais para o codinome “Esquálido”, que segundo as investigações se trata de Edison Lobão.

Dias depois, o Drousys, sistema de pagamento de propina da Odebrecht, registrou em 26 de fevereiro de 2014 a liberação de valores com senha “Cadete”.

A operação também constou de planilha de um doleiro preso, Álvaro Novis, que contou que o pagamento foi feito por uma transportadora de valores, a Transexpert. A PF diz que foi à Transexpert e um funcionário confirmou a entrega.

Ex-senador

Segundo os investigadores, durante a construção da hidrelétrica, as construtoras pediram um reajuste no contrato, por meio de um aditivo, que aumentaria o orçamento. Para pressionar os políticos, pararam de pagar propina.

Foi quando, diz o relatório, Edison Lobão chamou Flávio Barra para uma reunião na casa dele e começou uma nova negociação, com um novo operador – o ex-senador Luiz Otávio Campos.

Flávio Barra, por orientação de Lobão, disse ter ido à casa de Luiz Otávio. O novo operador cobrou e ouviu que os pagamentos só seriam retomados com o aditivo aprovado.

Conforme a PF, apesar de ter sido indicado por Lobão, o ex-senador tinha “laços fortes com o senador Jader Barbalho e com o filho Helder Barbalho, que chegou a ser ministro do governo Dilma.

Flávio Barra apresentou Luiz Otávio Campos aos empresários em 13 e 14 de agosto de 2014 em Brasília. Encontros estavam registrados no calendário do Outlook do ex-diretor da Andrade.

Segundo as suspeitas, o dinheiro repassado ao senador chegou a ser depositado em contas de um cunhado dele. Conforme a PF, em 2014, “foram centenas de chamadas envolvendo terminais relacionados a ambos”.

Delações premiadas

No documento de 122 páginas, a PF destaca que o inquérito foi aberto a partir da delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral e que recebeu reforço das colaborações de Luiz Carlos Martins, da Camargo Corrêa; Flávio Barra e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez; Augusto Roque, Antônio Carlos Daia e Henrique Valladares, da Odebrecht.

As suspeitas são de que empresas que atuaram na obra da hidrelétrica teriam dado vantagens indevidas a PT e MDB em razão de “compromisso” fechado pela Andrade, ao ganhar a obra, com o então ministro Antônio Palocci, hoje delator da Lava Jato.

Ex-diretores disseram que políticos pediram expressamente que 1% do faturamento com a obra fosse destinado ao PT e ao MDB, dividido em partes iguais.

Dois maranhenses são presos em mega operação contra pedofilia

Os maranhenses Gustavo Carvalho Silva Campos, de 24 anos e Ozeias de Sousa Campos, de 35 anos, em São Luís e em Imperatriz, respectivamente, foram presos na manhã desta quinta-feira (17) durante uma mega operação da Policia Federal contra a pedofilia, que atingiu 24 estados do país.

Os dois homens foram identicados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e pelo Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT) da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) do Maranhão.

Cerca de 2,6 mil policiais civis cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

De acordo com nota do ministério, suspeitos já estão sendo presos em flagrante. Os alvos foram identificados por meio de material obtido em ambientes virtuais. De acordo com os investigadores, esse material representa “indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”.

 

Polícia faz operação contra pedofilia no Maranhão e mais 23 estados

O Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MESP) deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Luz na Infância 2. Cerca de 2,6 mil policiais civis cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

De acordo com nota do ministério, suspeitos já estão sendo presos em flagrante. Os alvos foram identificados por meio de material obtido em ambientes virtuais. De acordo com os investigadores, esse material representa “indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”.

A operação está sendo deflagrada em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de 24 estados.

Coronel da PM, primo de Sarney, é preso pela PF em São Luís

Carlos Roberto Lima (Coronel Betão) foi preso, na manhã dessa terça-feira (15), em sua residência, no Renascença, numa ação da Polícia Federal.

O coronel reformado da PMMA é primo do ex-presidente José Sarney e tio da ex-governadora Roseana. O juiz César Artur Cavalcante de Carvalho, da 13ª Vara Federal de Pernambuco, decretou a prisão do Coronel Betão.

O primo de Sarney é acusado de desvio de recursos públicos, peculato, pagamento de propina relacionado a contratos do Corpo de Bombeiros do Estado do Maranhão e tráfico de influência.

O envolvimento do Coronel Betão tem origem em uma operação criada ainda no governo de Roseana Sarney para socorrer os atingidos pela estiagem que atingiu o interior do Maranhão em 2013.

O esquema funcionava da seguinte forma: algumas empresas foram habilitadas para fornecimento de cestas básicas e filtros de polipropileno. Betão seria proprietário de uma dessas empresas. Dois contratos foram feitos com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, na época comandado pelo Coronel Vanderley, que foi preso recentemente pela Polícia Federal.

Esta é a segunda passagem do Coronel Betão pela Polícia Federal. O primo de Sarney já havia sido conduzido coercitivamente à sede da PF, que cumpriu um mandado de busca e apreensão e recolheu dois carros e 50 cheques que se encontravam em poder do oficial reformado.

Betão foi preso hoje em sua residência, e conduzido para a superintendência da PF, no final da tarde. O primo de Sarney foi transferido para a carceragem do Comando Geral da PM, no Calhau.

Do Marrapá

Delator da Lava-Jato é preso em ação contra tráfico internacional de drogas

Um dos presos na Operação Efeito Dominó, da Polícia Federal, é o doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará. Conhecido como um dos delatores da Operação Lava-Jato, ele foi preso preventivamente em João Pessoa. Outras 7 pessoas foram alvo de mandados de prisão na operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, realizada em 6 estados e no Distrito Federal.
A Polícia destacou que Ceará havia firmado acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como delator, ele mencionou nomes de políticos como Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. Ele atuava na Lava-Jato com o doleiro Alberto Youssef.
Carlos Alexandre chamou atenção dos investigadores pelo fato de ter retornado ao crime mesmo tendo fechado um acordo de colaboração premiada. Em nota, a PF afirmou que deve comunicar tanto a PGR quanto o STF sobre a prisão do réu colaborador “para avaliação quanto a quebra do acordo firmado.”
A Operação Efeito Dominó prendeu 8 pessoas em uma investigação de tráfico internacional de drogas comandada por Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, um dos maiores traficantes da América do Sul. A ação, intitulada Efeito Dominó, uma alusão ao fato de existir um efeito em cascata no tráfico internacional de entorpecentes, é um desdobramento de investigações iniciadas em 2017, que resultaram na chamada Operação Spectrum, quando a PF desarticulou o esquema do traficante.
Cerca de 90 policiais federais cumpriram 26 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Em Brasília, foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva.
A investigação ressalta a complexa e organizada estrutura chefiada pelo Cabeça Branca, destinada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. “As investigações demonstram robustos indícios acerca do modus operandi da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos clientes dos doleiros investigados”, afirmou a PF em nota.