SES desmente notícias falsas sobre surto de meningite no Maranhão

O Secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula, chamou nesta quarta-feira (29), de FakeNews a informação de que havia surto de meningite no Maranhão. Algumas pessoas espalharam nas redes sociais o suposto surto da doença. Carlos Lula classificou de irresponsáveis aqueles que tentaram mais uma vez espalharem pânico através de fackenews. “Compartilhem com seus familiares e amigos: não há surto de meningite no estado. Esta possibilidade está descartada. É uma irresponsabilidade espalhar o pânico sob a forma de fakenews! Espalhe a verdade!”, disse Carlos Lula.

Em quatro dias, dois casos de meningite foram notificados em São Luís e causaram pânico na população. De acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) os dois casos notificados foram registrados nos municípios de São José de Ribamar e em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana da capital.

O primeiro caso é de uma criança de quatro anos que vive no bairro Araçagy em São José de Ribamar, que deu entrada no último dia 23 de maio em um hospital particular de São Luís. Após testes laboratoriais, foi confirmado o diagnóstico de meningite viral. A SES informou que o estado da criança é estável e todos os sintomas estão sendo tratados, mas ainda não há previsão de alta.

A segunda notificação foi registrada na segunda-feira (27). A mulher de 24 anos, que não teve o nome revelado, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Operária com fortes dores de cabeça, náuseas e rigidez na nuca. A jovem segue sob cuidados médicos e a SES aguarda o resultado dos exames laboratoriais. 

Em 2019, a Secretaria de Saúde do Maranhão (SES) já registrou 124 casos suspeitos de meningite, sendo 44 casos confirmados após exames laboratoriais. Segundo a secretaria, 13 pessoas morreram no estado por conta da doença, sendo cinco mortes somente em São Luís.

A SES alerta a população que por conta do período chuvoso que ocorre no Maranhão, aumentam as chances do aparecimento de doenças respiratórias como meningite e influenza. Por conta disso, a Superintendência de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, alerta professores de escolas, creches e funcionários de ambientes com muita aglomeração para adotar medidas de prevenção.

A meningite é um processo inflamatório das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas ou por infecções. As meningites virais e bacterianas são consideradas as mais importantes, já que podem ocasionar surtos. A doença é transmitida pelo contato direto e prolongado por meio das secreções respiratórias entre pessoas infectadas, assintomáticas. Entre os sintomas, estão dores de cabeça, febre alta, vômitos, rigidez na nuca, pequenas manchas avermelhadas na pele. Em crianças menores de um ano, irritações e choro constante são sintomas da meningite.

Após a constatação de alguns sintomas, os pacientes devem procurar imediatamente atendimento médico para a realização de exames laboratoriais que confirmem a doença. Assim que confirmado, o caso deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica Municipal para medidas de controle imediato.

Segundo a SES, a vacinação contra meningite para bloqueio está indicada em situações em que haja a caracterização de surto da doença.

Governo reforça orientações sobre saúde e segurança para foliões no carnaval

Com a temporada de diversão no período do carnaval, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), orienta os foliões para os perigos com o consumo de álcool e drogas, segurança e prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

O Centro de Assistência Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD Estadual) promoveu, nesta sexta-feira (9), uma roda de conversa para orientação para o período de carnaval com usuários do serviço.

Participaram o delegado titular do 1º Distrito Policial de São Luís, Joviano Furtado; juíza da 2ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Lucia Helena Heluy; gestora da Secretaria de Estado da Mulher, Erica Araújo; e enfermeiras do Caps AD Estadual.

“As pessoas acham que o carnaval é um período de diversão associado ao consumo, principalmente, de álcool. Mas sempre orientamos que a população evite o consumo exagerado de bebidas. E se o fizer, de maneira alguma, dirija algum veículo. Evite situações que lhe tragam prejuízos após este período”, disse o diretor do Centro de Assistência Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD Estadual), Marcelo Costa.

O Caps AD Estadual, que oferece tratamento para dependentes químicos, funcionará no período carnavalesco das 8h às 18h. Já o Hospital Nina Rodrigues funcionará normalmente 24 horas para atendimento de casos de emergências psiquiátricas.

Para aqueles que não abrem mão de consumir alguma bebida alcoólica, Marcelo Costa aconselha a não proceder de forma ininterrupta. “Não consuma álcool sem ter se alimentado, intercale com o consumo de água e o faça de forma fracionada e com moderação”, orienta. Para os que estão em estado de tratamento de dependência, a orientação de Marcelo Costa é se manter longe da exposição.

Um usuário, que está em tratamento contra dependência de crack há seis meses disse que nem aumentava o consumo no período do carnaval porque já era consumidor diário e compulsivo. “Mas, a euforia aumentava, sim. Hoje, o carnaval não faz mais sentido para mim, mas minha cura é diária”, afirma.

Prevenção das ISTs

Período propício também às paqueras, no carnaval é preciso ficar atento à prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). De acordo com a enfermeira Marileide Mendes, do Caps AD Estadual, as ISTs são evitadas, na maioria dos casos, com o uso do preservativo e cuidados com a higienização.

“Relação sexual precisa ser feita com segurança, com uso de preservativo. Visualmente não tem como saber o que a outra pessoa tem. Muitas doenças não apresentam sintomas aparentes, então é preciso ter a proteção da camisinha. Se você for para o carnaval com a intenção de fazer sexo, leve sua camisinha ou receba em algum posto de distribuição. Isso vale para homens e mulheres”, frisa a enfermeira.


Combate ao assédio

A técnica da Secretaria de Estado da Mulher, Érica Araújo, destacou a campanha do Governo do Estado de combate ao assédio sexual que tem como tema “Não tô a fim. Sem permissão, não toque em mim”. Ela lembrou que as rodinhas para beijar as mulheres forçadamente e puxões de cabelo são assédios graves. “Qualquer ato em que a mulher não consente é assédio. Só quem tem permissão para tocá-la é quem ela permitir. A mulher é dona do seu próprio corpo”.

A juíza Lucia Helena Heluy ressaltou que os homens, em especial, precisam estar atentos ao comportamento em relação às mulheres. “O fato de a mulher estar no carnaval desacompanhada, com roupa curta, não implica dizer de ela está disponível, que é permitido pegar nela. Mas no momento que ela disser não é não. Se o homem avançar, pode haver caracterização de crime ou contravenção penal”.

Segurança

O delegado Joviano Furtado disse que disse que a população deve adotar algumas medidas para poder brincar no carnaval em segurança. “Ideal é evitar levar valores grandes, cordões de ouro, relógios. Se for levar algum documento, que seja uma cópia e manter a carteira no bolso da frente”, orienta. Ele indica, também, andar em grupos maiores e evitar transitar em ruas desertas.

Quem for para os pontos de folia com veículo próprio, não estacionar em ruas desertas e escuras, tampouco deixar objetos de valor no interior do veículo. “Existe uma nova prática que é o bloqueador das travas. Ao sair do caso, se certifique que o carro realmente travou as portas”, orienta Joviano Furtado.

Saúde e segurança no carnaval 

– Não abuse das bebidas alcoólicas

– Não use drogas ilícitas

– Se beber, não dirija

– Beba bastante água e alimente-se bem

– Use camisinha

– Não se automedique

– Respeite as mulheres e só faça o que ela permitir

– Só leve para a folia valores que irá usar

– Não use joias, relógios ou objetos de valor

– Evite passar por ruas desertas

– Ande sempre em grupos maiores

– Leve uma cópia plastificada de um documento de identificação

– Não deixe objetos de valor dentro de veículos

– Certifique-se que as travas do veículo foram acionadas