OPINIÃO | Pré-candidatura de Roseana Sarney agoniza

A 90 dias do fim do prazo de registro de candidaturas para as eleições de 7 de outubro, um mar de incertezas ronda a oposição sarneysista sobre o candidato que enfrentará o governador Flávio Dino na disputa pelo governo do Estado.

Há meses, escrevi neste espaço que o embate entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney é improvável. Tese que se consolida à medida em que se aproxima o pleito.

A razão é simples. Sem apoio popular, político e aliada de Michel Temer, presidente mais rejeitado do país pós-ditadura, Roseana Sarney aposta as últimas fichas no poderio midiático do clã. E partiu para um festival de ataques Fake news ao governo Flávio Dino. Tentaram transformar em escândalo e envolver o governo no suicídio do médico Mariano Castro; no suposto monitoramento de políticos e a nomeação legal de capelães da Polícia Militar. Com baixa credibilidade e nenhum amparo na realidade, as investidas midiáticas da oposição sarneysista fracassaram, conforme atestam pesquisas.

A rejeição experimentada nas andanças pelo interior fez a emedebista recuar das aparições públicas. Aos defensores da candidatura de Roseana Sarney resta torcer por um ‘inusitado’ escândalo envolvendo o governo. Uma espécie de novo ‘Reis Pacheco’ para dar o mínimo de oxigênio ao projeto sarneysista de voltar ao poder. Chances remotas se considerarmos que o governo Flávio Dino se destaca como o mais eficiente do país, combate a corrupção e cuja transparência e controle dos gastos públicos saltou de zero para dez na escala da CGU (Controladoria Geral da União).

E na ausência de Roseana Sarney, qual será o posicionamento do clã? Apoiar Roberto Rocha? Estimular a candidatura de Eduardo Braide? Nenhuma coisa, nem outra. Ser a segunda força política do Estado não é a pior situação dos mundos. Menos ainda considerando que daqui a quatro anos haverá novo embate pelo governo e este não terá como candidato o governador Flávio Dino.

Por isso mesmo, Sarney não pensa na hipótese de transferir o espólio. Sabendo disso, o deputado estadual Eduardo Braide anunciará, nas próximas semanas, sua candidatura a deputado federal. Manterá, assim, o projeto de disputar a prefeitura de São Luís em 2020.

Pois bem, e o que faria o grupo Sarney? A prioridade do clã é eleger um senador. Com o olhar voltado para a eleição de 2022. A evidência aponta para a candidatura de Sarney Filho (PV). Mas, este poderá ser uma vez mais sacrificado e ceder a vaga para a irmã.

Qual seria a justificativa e quem substituiria Roseana Sarney? A explicação já começou a ser ensaiada. Roseana só aceitaria ser candidata ao governo no comando do MDB. Proposta, de pronto, recusada pelo senador João Alberto. Com a desistência de Roseana Sarney resta como alternativa a candidatura do fiel escudeiro de Sarney, João Alberto. Candidatura que cumprirá a tarefa de manter minimamente coeso os 25% orgânicos do grupo.

Aos demais candidatos do consórcio sarneysista restará resignarem-se à condição de linha auxiliar do projeto coronelista. E Flávio Dino segue com amplo favoritismo para conquistar o segundo mandato.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Lições do Maranhão

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) visitou o Maranhão e com ar professoral discorreu sobre soluções para o crescimento, segurança, educação e saúde do Estado e da região Nordeste. Noutros tempos, impressionaria a muitos com propostas, que mais parecem poções mágicas, para a resolução de problemas crônicos enfrentados pela população.

A retomada do crescimento prometida pelo tetra governador de São Paulo passou a ser experimentadapelo Maranhão, nos últimos anos, apesar da maior crise econômica e política enfrentada pelo país. Sob o governo Flávio Dino, nosso estado se destacou como estado brasileiro, que mais cresceu em 2017, segundo estudo feito pelo Itaú Unibanco e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo. Menos de 24 horas após a visita do ex-governador paulista, outro veículo nacional, o portal G1, com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, informa que o Maranhão é o segundo estado do país com maior investimento em escolas, hospitais, infraestrutura, saneamento básico, segurança.

A seriedade com que são promovidas as políticas públicas coloca o governo Flávio Dino como referência nacional. O Maranhão paga o maior salário do país para professores em início de carreira. Duas vezes mais que o rico estado de São Paulo. A rede escolar passa pela mais profunda reestruturação da história e está em pleno funcionamento, com inédita rede de educação em tempo integral e profissionalizante com 40 unidades em todas as regiões do Estado. Além de escolas dignas, contribuem para o bom momento da educação professores capacitados, gestão escolar democrática e alunos com oportunidade para adquirir novas experiências e conhecimentos em outros países.

Na saúde, o Maranhão ampliou a rede de hospitais regionais como nenhum outro estado do país. Eram apenas duas unidades: em Presidente Dutra e Coroatá. Agora, são nove hospitais regionais de alta complexidade com a inauguração e funcionamento dos hospitais nos municípios de Pinheiro, Imperatriz, Caxias, Balsas, Bacabal, Santa Inês e o Hospital de Ortopedia e Traumatologia (HTO) em São Luís. A população ganhou um hospital exclusivo para o tratamento do câncer, o Hospital Geral, e, pela primeira vez, pacientes de Imperatriz e Caxias passaram a ter atendimento oncológico nas respectivas cidades. A Força Estadual de Saúde (Fesma) é outra inovação, que cuida da saúde preventiva nos municípios mais pobres do Estado. Maranhenses que jamais tiveram acesso aserviços médicos recebem “anjos” em suas casas para combater diabetes, mortalidade materna e infantil; hipertensão e hanseníase.

Com facções criminosas atuando nacionalmente como o PCC (Primeiro Comando da Capital), São Paulo está longe, não parece o melhor exemplo de combate à violência.. Aqui, em três anos e meio, o estado deixou para trás o colapso na segurança, a barbárie dentro e fora dos presídios. Com a maior tropa da história das polícias, mais viaturas, descentralização do Centro Tático Aéreo, valorização e capacitação dos policiais, por meio do Pacto pela Paz, São Luís deixou a lista de 50 cidades mais violentas do planeta.

O Maranhão está no rumo certo ao conciliardesenvolvimento, responsabilidade fiscal e combate às desigualdades. Nossa gente voltou a sonhar. Não émágica! É trabalho!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Jornalismo aético

 

A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas. Isto é o que preconiza o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros em seu Artigo 1º, Inciso I.

A prática de parte da mídia é o oposto. No Maranhão, há muito, a linha política de proprietários de vários meios de comunicação tem feito vítimas. Entre estas, gente íntegra e honrada, mas, sobretudo, a verdade e o jornalismo.

Temos, nos dias atuais, um moderno e midiático tribunal da inquisição que acusa, julga e condena com impressionante velocidade. A comunicação deixou de ser o quarto poder e parece reunir todos num só. Um escárnio!

Faço este prelúdio, para mencionar a aberração jornalística veiculada pela TV Mirante de São Luís, afiliada à Rede Globo, nesta segunda-feira, 16. A despeito de envolver o secretário Carlos Lula (Saúde) no suicídio do médico Mariano Silva Castro, acusado de envolvimento em suposto esquema de corrupção na saúde do Estado, a emissora repercutiu mentira plantada em blog e deu a esta ares de verdade.

A reportagem (des)informou que o secretário de Saúde teria pedido Habeas Corpus no mesmo dia em que o médico cometeu suicídio. Rápida consulta aos órgãos ou ao processo na Justiça Federal constataria tratar-se de informação inverídica.

Mas, a produção do telejornal optou por questionar a Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap) e a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Ambas responderam que a informação não procedia. O instrumento jurídico solicitado pelo secretário Carlos Lula é datado do ano passado. Época, da operação da Polícia Federal. Nada tendo a ver com o evento relatado na reportagem.

É sabido por todos, no meio jornalístico, que tal informação seria suficiente para derrubar a pauta. Não foi o que ocorreu. Não bastasse a divulgação da notícia falsa, a TV foi além e afirmou que a Secap e a SES não responderam até as sete horas da manhã. A farsa rapidamente foi desmascarada. E-mail publicizado pela Secap mostra que as informações foram, sim, enviadas e o recebimento confirmado pela produção da TV, na tarde do último domingo, 15.

É creditado às redes sociais a proliferação das fake news, as notícias falsas. Tavestidas de novidade, nada mais são que as mentiras há muito disseminadas por parte dos veículos de comunicação com o fito de auferir dividendos políticos.

A recente investida guarda muita semelhança com o Caso Reis Pacheco e outros mais recentes. Aquele, em 1994, versou sobre um suposto assassinato às vésperas das eleições para o governo do Estado. Prática utilizada pela mesma emissora de TV, que envolveu então o senador e candidato Cafeteira como mandante do falso crime. Pouco tempo depois, restou provado que a vítima estava viva. Tarde demais! O estrago já estava feito. Cafeteira perdeu a eleição.

É inaceitável que o jornalismo cometa suicídio para atender às pressões políticas de quem quer que seja. A ética deve prevalecer.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Mais uma etapa vencida

Mais um ciclo pré-eleitoral foi encerrado. O fim dos prazos de trocas partidárias e novas filiações, além das desincompatibilizações para disputar as eleições de outubro, deixou mais nítido o cenário da sucessão estadual.

A disputa pelo governo do Estado mantém amplo favoritismo do governador Flávio Dino. As ‘profecias’ dos adversários não se materializaram.
Nenhum partido do arco de alianças liderado pelo PCdoB deixou de apoiar o projeto de reeleição do governador comunista. Tampouco houve loteamento de cargos para atrair novos aliados, nem para manter os atuais como pregou a oposição oligárquica.
Nem mesmo as mudanças de legenda feita por políticos com mandato favoreceram a pré-candidatura do grupo Sarney. Ao contrário, até o vice-prefeito de Caxias deixou a nau sarneísta para se filiar ao PP, que integra a base de apoio ao governo Flávio Dino.
Se por um lado, o PSDB ganhou sobrevida com filiações de dois deputados federais pré-candidatos ao Senado, a pré-candidatura de Eduardo Braide (PMN) subiu no telhado. Sem tempo de televisão, estrutura partidária e aliados que lhe garantam sustentação para uma campanha competitiva, o deputado deve disputar a eleição para a Câmara Federal. Com isso, minguam as chances de segundo turno como atestam todas as pesquisas.
Cenário, por óbvio, pouco atraente para a confirmação da candidatura de Roseana Sarney ao governo. Corroboram para isto outras profecias apocalípticas alardeadas pelo sarneísmo, que não se concretizaram. O estado do Maranhão vai muito bem administrativamente, com investimentos, inaugurações diárias, serviços públicos e servidores valorizados, além de amplo reconhecimento de instituições nacionais e internacionais. Portanto, muito distante daquilo que desejavam os pregadores do caos.
O governador Flavio Dino goza de uma das maiores aprovações do país com mais de 60% de popularidade e praticamente o mesmo percentual de intenções de votos.
Como as eleições deste ano ocorrerão em ambiente de tensão após a prisão política do ex-presidente Lula, há outro componente que terá grande importância. Enquanto Flávio Dino tem o apoio do ex-presidente, cuja aprovação beira os 80% no estado, seus adversários terão que carregar o peso da desaprovação acima de 80% do governo Michel Temer, defendido por eles.
A seis meses das eleições muito ainda por acontecer, mas o ambiente político eleitoral está pouco propício a reviravolta. Por tudo isto, parece cada vez mais improvável o embate entre Flavio Dino e Roseana Sarney. Os sinais são visíveis. Esperemos para conferir.
Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Obra estruturante

Há um mantra entre opositores do governador Flávio Dino acerca de qual obra estruturante foi construída pela gestão. Tem sido esta a principal crítica feita ao governo mais eficiente do Brasil, segundo o portal de notícias G1.

Há quem veja em viadutos as obras estruturantes. Recorramos às sagradas escrituras e veremos que uma das maiores obras de Deus foi a criação do ser humano. Coerente, pois, que entre nós pobres mortais, a valorização de homens e mulheres esteja entre os atos mais nobres.

Neste contexto, não há obra mais estruturante do que valorizar o ser humano e combater a desigualdade social. E não há forma mais eficaz de praticar isto que investir em educação.

São programas e ações que asseguram às crianças, jovens, adultos e idosos dignidade e conhecimento. Só pode entender a grandiosidade da obra do atual governo quem se sensibiliza ao ver crianças estudando descalças; escrevendo com toco de lápis; em palhoças, sem carteiras, onde o banheiro é o mato.

É disso que cuida o governador Flávio Dino quando oferece o Bolsa Escola para que as famílias de baixa renda possam adquirir material escolar para os filhos; ao construir, reconstruir e reformar escolas abandonadas por décadas e substituir escolas de taipa, barro e palha por prédios em alvenaria; ao oferecer oportunidade para jovens pobres de ingressarem em escolas de tempo integral e profissionalizantes com padrão de escola particular; ao proporcionar intercâmbio em outros países para alunos egressos de escola pública ou expandir e construir universidade pública e de qualidade.

A obra em construção no Maranhão é viva, perene, luminosa. Constrói o presente, prepara o futuro, mas tem ainda uma dimensão restauradora. É maravilhoso ver idosos, vítimas de um sistema opressor, com lágrimas nos olhos, sentados num banco escolar comemorando a alfabetização. Mais que correção de um modelo injusto e excludente, cada idoso e idosa que realiza o sonho de ler e escrever pela primeira vez, por meio do programa “Sim, eu posso!” dão exemplo de perseverança e crença num mundo melhor e mais justo.

Decerto, não deve ser fácil, para quem deixou o Maranhão com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, enxergar nas políticas públicas que visam melhorar os indicadores sociais, obra estruturante.

Basta lembrar que em pleno século 21, os tais críticos deixaram o Maranhão com ensino médio em apenas 58 dos 217 municípios do estado; um dos maiores índices de analfabetismo do país; escolas de taipa; professores com calendário regular de greves, para reivindicar melhores condições de trabalho e um tele-ensino de triste lembrança, que custou aos cofres públicos mais de R$ 100 milhões.

Para os doutos que se regozijavam com a pobreza do povo maranhense deve ser apavorante ver o Maranhão se destacar na melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb); ter os professores mais bem remunerados do país; rede de escolas com ensino em tempo integral profissionalizante; gestão democrática nas escolas; Bolsa Escola; Cidadão do Mundo; Escolas Dignas. Esta é a obra que legará ao Maranhão crescimento com justiça social.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | A marcha da insensatez não pode prevalecer

A bárbara execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) mostra as piores faces do país. A trágica morte da jovem liderança social e política causou comoção e indignação da maioria dos brasileiros. Pela violência e frieza com que foi planejado o crime, que ceifou a vida, mas não matou sonhos por ela acalentados de uma sociedade melhor, mais inclusiva e menos injusta.

É dilacerante ver quão doente está o Brasil. A repercussão da tragédia demonstrou os níveis de desumanidade e intolerância manifestadas, sobretudo, nas redes sociais.

É estarrecedor ver ‘seres humanos’ tripudiarem da morte de semelhante. É ultrajante ver a tentativa de linchamento da imagem da vítima. Mais grave é constatar que autoridades disseminaram notícias falsas sobre a vida de Marielle à guisa de manifestar seu ódio, provavelmente de classe.

Não pode ficar impune a ação criminosa de inescrupulosos, que se escondem sob togas, ternos e gravatas. Acusar irresponsável e mentirosamente apenas por não admitir a ascensão social, por meio da educação, e o protagonismo da cena política em um dos estados mais importantes do país, é tão inaceitável quanto absurdo.

Criaram as mais criminosas versões sobre a vida e atuação de Marielle Franco. Do casamento com traficante à eleição financiada pelo crime organizado. Tudo comprovadamente falso.

No mais raso dos argumentos dos desumanos defensores da morte o fato desta ser de esquerda e defender a legalização das drogas. Como se apenas políticos de casta superior pudessem fazê-lo. Quanta estupidez!

A intolerância e o ódio se retroalimentam. Indivíduos que criam argumentos para justificarem atos extremos deveriam raciocinar que ao defender a extinção de quem pensa diferente dar ao outro o direito de ter entendimento análogo. Seria a luta de todos contra todos. Guerra da qual não há vencedores.

Vivemos ou deveríamos viver num estado democrático de direito. Ninguém é obrigado a concordar com o posicionamento político, ideológico ou religioso de quem quer que seja. Contudo, é princípio básico que todos devemos respeitar os direitos de outrem.

Àqueles que se julgam palmatória do mundo basta rápida leitura de Eclesiastes: “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” (Ec 7:16)

Mais que obrigação, ser tolerante é um exercício. Jesus em sua passagem terrena deu incontáveis exemplos. A convivência pacífica com os samaritanos, povo que era tido como indigno pelos judeus, é um deles.

O Brasil é maior e melhor que essa barbárie. Aqueles que ceifaram a vida de Marielle não imaginavam o quão forte era a ativista social e política. Suas idéias não apenas vivem, mas se fortaleceram e fizeram nascerem milhões de Marielles.

Ela personifica a origem humilde da maioria dos brasileiros. Gente que com muita luta ascende pelo conhecimento. Atributos que deixam em polvorosa a elite parasita e preconceituosa do país.

São brasileiros que estarão mais fortes na luta por direitos, justiça, igualdade e tolerância. Não, os filhos do ódio não são maioria e jamais serão. A marcha da insensatez não prevalecerá. Os assassinos da esperança não passarão! Marielle, presente! Hoje e sempre!

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Juventude: colapso e esperança

É trágico o resultado do relatório divulgado pelo Banco Mundial, na semana passada, sobre os jovens brasileiros. O estudo mostra que metade da juventude brasileira corre risco de desperdiçar seu potencial econômico.

São 25 milhões de jovens em risco. É calamitosa e revoltante a constatação de que 45% dos jovens nem estudam nem trabalham.

Outros 35% só trabalham, mas sem carteira assinada; enquanto 11% estudam e trabalham, também sem carteira assinada.

A pesquisa é ainda mais desalentadora quando se observa que os 9% que só estudam estão atrasados. E apenas quatro em cada dez pessoas com mais de 25 anos completaram o equivalente ao ensino médio.

Há um dado ainda mais assustador. Segundo o Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o assassinato de jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos corresponde a 47,85% do total de óbitos registrados no país.

Que tiro foi esse que dilacera quase uma geração inteira? O que fazer para mitigar os danos desta ação criminosa contra nossos jovens?

Até onde a vista alcança só há uma alternativa: educação.

É esta a receita que tem sido adotada no Maranhão pelo governador Flávio Dino. É com educação e políticas sociais, que envolvam a juventude, o caminho para reverter essa tragédia social.

Pela primeira vez, está em execução programa de educação em tempo integral profissionalizante com a rede de Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMAs). Alunos aprendem o conteúdo regular e são preparados para o mercado de trabalho em nove unidades plenas. Serão 23 até o fim deste ano. Somadas às escolas da rede regular em tempo integral são 40 estabelecimentos de educação integral no Estado.

A prioridade à educação vai muito além. Os estudantes e professores têm condições dignas de aprendizado. O Maranhão é referência nacional com a melhor remuneração de professores.

Os investimentos em educação, feitos pelo governo Flávio Dino, contemplam desde a educação infantil com a substituição de casebres de taipa por escola dignas em alvenaria até a criação da Universidade Estadual do Sul do Maranhão (UemaSul).

Aliado a isto, pôs em prática o programa Cidadão do Mundo. Nele, alunos egressos de escolas públicas participam de intercâmbio cultural em outros países. Enriquecem seus conhecimentos e compartilham suas experiências nas salas de aulas e nas comunidades.

Outro programa de notável relevância é o Cartão Transporte Universitário, que oferta a estudantes bolsa auxílio para assegurar o acesso à faculdade.

No âmbito da educação infantil e fundamental, o Bolsa Escola contribui para estimular a permanência dos alunos nas salas de aulas. Crianças e adolescentes beneficiados com recursos para aquisição de material escolar.

Os frutos da semente plantada começam a brotar com a melhoria do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Maranhão.

A maior lição dada pelo Maranhão ao Brasil é fazer renascer a esperança nos corações dos nossos jovens.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Fiscalização que salva vidas

Nos últimos dias, um debate tão estranho quanto estéril tem sido pautado em parte da imprensa e no Legislativo estadual. Estranho, pois beiram o surrealismo as críticas ao simples fato do município e do Estado cumprirem a legislação e fiscalizarem o trânsito.

Os críticos, pasmem, condenam as blitzen do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPRV) e o sistema de monitoramento de trânsito implantado pela Prefeitura de São Luís sob o frágil argumento de suposta “indústria das multas”. Pregam a desobediência às leis e o mais grave: desrespeitam a vida.

As reclamações sobre o sistema de videomonitoramento de São Luís envolvem aspectos inusitados como eventual invasão de privacidade. Tudo isso porque entre outras irregularidades o sistema é capaz de identificar a não utilização do cinto de segurança ou uso indevido de celular pelo(a) condutor(a) enquanto dirigem o veículo.

Sobre o trabalho do Detran-MA (Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão) e do BPRV recaem o “absurdo” de fiscalizarem o cumprimento da Lei Seca e a regularidade da documentação dos veículos. Custa crer que, em pleno século 21, há quem defenda o desrespeito às leis, o estado anárquico.

Não bastasse o argumento de que todos precisam obedecer as leis trata-se de uma política pública, que tem contribuído significativamente para a redução da violência no trânsito. Por muitos anos, a ausência das blitzen da Lei Seca, por exemplo, contribuiu para centenas, talvez milhares de mortes e casos de invalidez no trânsito.

A redução dos casos de mortes e feridos entre o governo passado e o atual é notável. Dados divulgados pelo Detran-MA mostram redução de 25% de mortes e de 55% de casos de invalidez em acidentes no trânsito. Isto significa vidas salvas, sofrimentos e perdas de famílias evitados.

Estatísticas do sistema de segurança pública mostram que a imprudência e o desrespeito às leis de trânsito são responsáveis pela maioria das mortes, feridos e casos de invalidez. Entre as principais infrações estão uso de celular; velocidade acima do limite permitido; direção após ingestão de bebida alcoólica; não uso de cinto de segurança.

São incontáveis os casos de acidentes com vítimas fatais resultado da explosiva mistura álcool e direção. São vidas ceifadas, famílias marcadas indelevelmente pela dor da perda de seus filhos e entes queridos vítimas de imprudência que pode ser evitada também a partir da correta política pública de trânsito.

É relevante observar que a fiscalização reduz a violência no trânsito, mas não só. Face às abordagens da polícia muitos criminosos que usam veículos, sobretudo, motocicletas para praticar crimes já foram presos nestas operações. O procedimento adotado pelas autoridades estadual e municipal, portanto, são fundamentais para a redução da violência em vários níveis.

É inadmissível, pois, que sob inconsistente justificativa de combate à “indústria de multas” a atuação correta e necessária dos órgãos disciplinadores do trânsito seja posta em xeque.

A fiscalização do trânsito é essencial para salvar vidas. Isto é fato concreto comprovado cientificamente. Só desconhecimento ou má fé para se contrapor a esta realidade.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Desfile dos vampiros

A quem interessa o caos no Brasil? A escola de samba Paraíso do Tuiuti interpretou com maestria a alma brasileira e deixou claro que a crise política, econômica e institucional não interessa, nem agrada ao povo. Este, aliás, tem demonstrado com todas as letras de samba ou não, que não suporta mais pagar pela irresponsabilidade de vampiros inclementes capazes de sugarem até a última gota de sangue da população, para satisfazer sua sanha de poder.

A evolução da Tuiuti na passarela com muita felicidade mostrou a ala dos manifestoches e os criadores, manipuladores do ambiente de caos, que parecem não ter limites para disseminar a política de terra arrasada no país.

Desde outubro de 2014, não há um só dia em que os brasileiros não sejam bombardeados com toda sorte de ‘crises, escândalos’, comissão de frente do espetáculo de insanidades políticas, administrativas.

Após o golpe parlamentar, que ensejou o impeachment da presidenta Dilma, a maioria esperava que o país tivesse o mínimo de estabilidade política e retomada econômica. Isto foi o que venderam à população, mas não entregaram. Começou então célere e agudo processo de desnacionalização de setores estratégicos como o energético, petrolífero e espacial.

As políticas sociais, que por mais de uma década retiraram da extrema pobreza mais de 30 milhões de brasileiros, começaram a ser atacadas. Tudo isso sob o dogma neoliberal de reduzir o tamanho e a participação do Estado e atender aos desejos do mercado, um deus para muitos que defendem a manutenção do status quo e da desigualdade social.

Pois bem, não bastassem a deformação da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) com a aprovação da reforma trabalhista, prejudicial aos trabalhadores e indutora da informalidade; da PEC que reduz por 20 anos os investimentos em saúde e educação; da ameaça de aprovação da reforma da Previdência, sacam agora da cartola esdrúxula intervenção federal sob discutível argumento de descontrole da violência no Rio de Janeiro.

Só para lembrar: o Rio recebeu os dois maiores eventos do planeta a Copa do Mundo e as Olimpíadas em 2014 e 2016, respectivamente. O governo federal reforçou o combate ao crime no Estado, sem, contudo, chegar ao extremo de intervir no sistema de segurança.

Qual seria o pano de fundo da intervenção? Há várias hipóteses. A primeira atenderia a medida meramente midiática, a depender do resultado, capaz de eleger um presidente da República do consórcio centro-direita. Seria a saída honrosa para a derrota na votação da reforma da Previdência ou ainda um flerte com a ditadura jurídico-midiática-militar.

Caso não seja bem sucedido o plano softpower, entraria em campo o modelo hardpower movido a intervenções e caso haja reação popular como ensaiaram movimentos como os vistos na Marquês de Sapucaí, a vampiresca elite não hesitaria recorrer a forças externas.

Em meio ao triste enredo apenas uma certeza: a insegurança política, econômica e institucional do país segue desfilando. Até “o dia em que o morro descer e não for carnaval, ninguém vai ficar para assistir o desfile final”, como escreveu Wilson das Neves.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.