Imesc aplica novas metodologias de pesquisa em municípios do Bioma Amazônico Maranhense

A Limnologia é a pesquisa científica das extensões de água doce (pântanos e lagos, por exemplo) que verifica as dimensões e concentração de sais e nutrientes presentes nas águas em relação aos fluxos de matéria e energia, além de estudar suas comunidades bióticas. O estudo é uma das linhas de frente do Zoneamento Ecológico-Econômico do Maranhão (ZEE-MA), e contou com uma equipe técnica que aplicou novas metodologias de pesquisa em dois municípios maranhenses: Rosário e Axixá.

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), que gere o ZEE-MA, recebeu o Profº Dr. Clovis Ferreira do Carmo, do Instituto de Pesca de São Paulo.

O professor apresentou à equipe técnica do ZEE-MA as novas metodologias que serão utilizadas no zoneamento do Maranhão, explicando detalhes sobre os tipos de sonda que podem ser aplicados em campo e, ainda, quais serão as análises que podem ser feitas das águas dos rios do Bioma Amazônico.

As metodologias expostas na apresentação foram aplicadas na-feira (11), nos municípios de Rosário e Axixá. Segundo o chefe do departamento de estudos ambientais do Imesc, Ribamar Carvalho, nos locais foram feitas coleta de água e análise de indicadores. “A coleta servirá para que possamos ter os indicadores necessários para identificar quais os principais contaminantes e a qualidade dessa água”, afirmou Ribamar Carvalho. A visita será estendida para todas as nove bacias pertencentes ao Bioma Amazônico Maranhense.

De acordo com o coordenador estadual do ZEE-MA, Luiz Jorge Bezerra Dias, quando o ZEE-MA apresenta possibilidades de trazer um marco analítico das águas continentais, sejam elas de ambientes de lagos ou rios [que compõem nossas bacias hidrográficas], poderá permitir que, nos próximos anos, haja condições de se tratar melhor das condições físicas, químicas e biológicas dos ambientes presentes no contexto territorial do Maranhão.

“Sem essa metodologia inovadora de criação de um marco para monitoramento, controle e fiscalização da qualidade das nossas águas, nós não teríamos condições de manter nossos rios com saúde e com quantidade de água suficiente para abastecimento público de águas para as próximas décadas”, pontuou Luiz Jorge.

O coordenador reforça o potencial inovador atrelado ao ZEE-MA e a aplicação destas novas metodologias. “O ZEE-MA traz essa possibilidade inovadora de inteligência territorial agregada ao valor social da água, para que possamos ter nesse elemento (os recursos hídricos) um potencial de integração de vários outros elementos, sobretudo socioeconômicos, num contexto que é ao mesmo tempo de uso social e econômico e de proteção destes recursos remanescentes”, acrescentou.

Sobre o ZEE

Instrumento de orientação para a formulação e espacialização das políticas públicas de desenvolvimento sócio-produtivo e ambiental do Estado, a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico produzirá o ordenamento territorial do Maranhão, assim como servirá para as tomadas de decisões de investimento dos agentes públicos e privados.

Lideranças comunitárias e gestores municipais de Rosário discutem Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado

Com o objetivo de apresentar e debater com a sociedade civil e instituições a situação atual e as relações que se estabelecem entre os municípios da Região Metropolitana da Grande São Luís, estão sendo realizadas as Oficinas de Leitura Comunitária do Plano de Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI). Nesta quinta-feira (8), foi a vez do município de Rosário participar de mais uma rodada de discussões.

Realizada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), em parceria com o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) e a Agência Executiva Metropolitana (AGEM), a Oficina de Leitura Comunitária do PDDI em Rosário contou com a participação de aproximadamente 40 pessoas, entre lideranças comunitárias, técnicos da AGEM, Imesc, Secid e gestores municipais.

Para o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos do Imesc, Dionatan Carvalho, a oficina de leitura comunitária em Rosário ocorreu conforme o planejado, e foi bastante proveitosa. “Os representantes da sociedade e gestores municipais, apontaram as questões prioritárias do município, e se sentiram contemplados diante das apresentações que foram feitas, com os dados secundários e coletados em campo através das equipes técnicas que estão trabalhando diretamente no PDDI”, apontou.

Mais de 50 técnicos e pesquisadores estão mobilizados no levantamento de dados e informações em pesquisas de campo, realização de entrevistas e aplicação de questionários, com observação direta intensiva e registro fotográfico, para organização das informações que serão discutidas e complementadas pela comunidade, construindo uma visão compartilhada dos problemas e potencialidades de cada município da Grande São Luís.

Yata Anderson Masullo, assessor especial da Secid, destacou os benefícios da oficina para o desenvolvimento da região metropolitana. “O Plano pensa não só em São Luís, mas em todos os 13 municípios da Região Metropolitana, de uma forma integrada e de como eles se relacionam. Portanto, é extremamente importante a participação da comunidade nesse momento, pois, por ser um estudo preliminar, a população ajuda a validar as informações que estão sendo desenvolvidas. Os moradores do município que podem dizer se estamos indo no caminho correto ou não, são eles que também podem dizer o que está faltando acrescentar no diagnóstico que está sendo trabalhado”, completou.

O secretário de Educação de Rosário, Joaquim Sousa Neto, que participou da oficina, falou da importância dessa discussão junto à comunidade. “A oficina torna-se importante para toda a comunidade em decorrência dos dados estatísticos e levantamentos que nos foram apresentados. A partir disso podemos discutir o que achamos que está correto e o que pode ser modificado. Assim, é importante a participação de todos, para que nós possamos contribuir para o desenvolvimento do nosso município”, explicou o secretário.

PDDI da Região Metropolitana

O Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana da Grande São Luís (PDDI – RMGSL), foi instituído pelo governador Flávio Dino por meio da Lei Complementar 174, de maio de 2015. A lei prevê que a execução das funções públicas de interesse comum aos municípios integrantes da Região ocorrerá a partir do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado. A Lei assegura aos representantes dos poderes públicos e da sociedade civil direito de participar da elaboração do PDDI.

As oficinas serão realizadas, ainda, em outros sete municípios até o dia 16 de março. São eles: Alcântara, Bacabeira, Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar, Santa Rita e São Luís.