Flávio Dino: grupo Sarney quer usar PF para criar novo factóide

Revista Fórum

Em seu Twitter, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) denunciou mais um ataque contra ele vindo da família Sarney. “Avisaram-me que o grupo Sarney está tramando um novo factoide querendo usar a Polícia Federal. Não quero crer que um delegado se preste a esse tipo de armação. Seria mais uma desmoralização”, escreveu Dino em seu perfil na rede social.

Nesta quarta-feira, uma juíza eleitoral de primeira instância decretou a inelegibilidade de Dino por “abuso de poder econômico”. De acordo com a juíza Anelise Nogueira Reginato, da cidade de Coroatá, Dino teria usado o programa de asfaltamento de ruas do governo do estado para beneficiar o atual prefeito da cidade, Luís da Amovelar Filho (PT). Na decisão, a magistrada também decretou a cassação do mandato do prefeito.

A ação que culminou na sentença da juíza é de 2016 e só veio à tona agora, a dois meses das eleições e com Flávio Dino liderando todas as pesquisas de intenção de voto para o governo. A autora é Teresa Murad (MDB), derrotada nas eleições de 2016. Teresa é esposa do empresário Ricardo Murad, que é cunhado da ex-governadora Roseana Sarney, adversária de Dino nas eleições deste ano.

Em nota divulgada nas redes sociais, Flávio Dino mostrou saber que a sentença da juíza se trata de uma “armação” do clã Sarney para inviabilizar sua reeleição. “Fui juiz federal por 12 anos, sou professor de Direito Constitucional há 25 anos e, por isso, não levo a sério armações do grupo Sarney/Murad”, escreveu o governador. 

Como trata-se de uma decisão em primeira instância, cabe recurso na justiça eleitoral local e em instâncias superiores. Flávio Dino, no entanto, já informou que fará o registro de sua candidatura normalmente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

OPINIÃO | DNA golpista

Por pouco mais de meio século raríssimas vezes o Maranhão teve governos opositores ao regime coronelista. Coincidentemente, todas as vezes que o Estado é governado com viés progressista, privilegiados gritam e ameaçam a estabilidade política.

Foi assim em meados da década passada, quando o ex-governador Zé Reinaldo rompeu com as políticas do atraso e priorizou o combate à pobreza. O corte de privilégios, a meta mobilizadora de elevar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e a universalização do ensino médio causou furor aos pretensos “donos do Maranhão”.

Além do massacre midiático, o grupo dominante atuou nos bastidores para o afastamento do então governador. Mas, precisavam ter o controle da Assembleia Legislativa. Foi lá onde se deu a maior e mais importante batalha política no Maranhão, no início deste século. Hábil, o ex-governador Zé Reinaldo venceu a disputa do Legislativo com a eleição do deputado estadual João Evangelista para a presidência da Casa. Assegurou a governabilidade, a despeito das investidas jurídicas utilizadas pelos poderosos, que usaram até o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) para evitar a derrota. O máximo que conseguiram foi procrastinar o revés, por pouco tempo.

Para muitos, a simbólica vitória de Jackson Lago, em 2006, seria o fim do ciclo coronelista no Maranhão. Não foi! Amparado no prestígio político junto ao governo federal e acesso aos tribunais, os derrotados pelo voto popular prepararam um absurdo processo, que culminou numa das maiores violências políticas vistas no Estado. Legitimamente eleito, Jackson Lago foi o primeiro governador cassado, no país. Pasmem, por abuso de poder político e econômico. Absurdo!

Golpe jurídico, nas palavras do ex-presidente do STF Francisco Rezek.

Pois bem. Cinco anos depois, o povo do Maranhão impôs a maior derrota ao sarneysismo, em cinco décadas, elegendo o governador Flavio Dino com mais de 63% dos votos válidos, em primeiro turno.

Afastado dos palácios e desprestigiado em âmbito nacional, o grupo oligárquico se junta aos golpistas nacionais e usa a expertise para atuar na articulação do ilegítimo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Mas, quem pensa que viu tudo se engana.

Sem votos e amplamente rejeitado pela população, as pesquisas de intenções de votos mostram isso, a dinastia Sarney passa a investir uma vez mais na tentativa de chantagear os poderes para criar dificuldades ao governador Flavio Dino. Em ritmo frenético ingressam com representações no Judiciário, ataques sistemáticos pelo império midiático e agora num ato de desespero apresentam esdrúxulo pedido de impeachment na Assembleia Legislativa.

E qual o crime cometido pelo governador Flavio Dino? Combater a corrupção, os privilégios, trabalhar com seriedade e para o bem de todos? Escolas dignas, hospitais regionais e atenção à saúde primária, garantir mais segurança, transparência são inconcebíveis para aqueles que têm DNA golpista. Governar com eficiência e seriedade é inaceitável para quem deixou o estado com os piores indicadores sociais do país e conhecido internacionalmente pela barbárie medieval nos presídios. Não passarão!

Por fim, desejo ao ex-governador Zé Reinaldo, esposa e assessores plena recuperação, depois do susto sofrido em acidente de carro.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

Estadão recorre de decisão que mantém censura imposta por Sarney no caso Boi Barrica

Blog do Garrone com informações de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O Estado de S. Paulo entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal contra decisão do ministro Ricardo Lewandowski que manteve a proibição de o jornal publicar informações no âmbito da Operação Boi Barrica envolvendo o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney (MDB-MA).

Em petição protocolada na segunda-feira, a defesa do jornal pede que o ministro reconsidere a decisão ou que o caso seja submetido à análise da Segunda Turma do Supremo.

Lewandowski não chegou a apreciar o mérito do processo ao negar o pedido no início deste mês. Segundo o ministro, o instrumento legal usado na apelação (recurso extraordinário) não é válido em casos de medidas cautelares como as liminares. Ele determinou que o processo seja encaminhado à 12.ª Vara Cível de Brasília para que julgue o mérito da ação “como bem entender”.

Ao recorrer da decisão do ministro, o Estado alega que a manutenção da censura afronta garantias e direitos assegurados pela Constituição Federal, como a livre manifestação de pensamento e a liberdade de imprensa. Os advogados também ressaltam a “estranheza” com a “teratológica situação jurídica” a que se submete o jornal, que se acha impedido de divulgar informações de “irretorquível interesse” do País.

“A decisão do ministro Lewandowski significa prorrogar ainda mais esse estado de censura que o Supremo tem condenado várias vezes. Tenho esperança de que o ministro revendo o assunto reconsidere a decisão que proferiu e mande processar o recurso extraordinário. São dois direitos conjugados: o direito da imprensa de prestar a informação e o direito da coletividade de recebê-la”, disse o advogado do Grupo Estado Manuel Alceu Affonso Ferreira. “Espero que não tenhamos de esperar mais oito anos e nove meses pela decisão a ser tomada”, afirmou Affonso Ferreira, em referência ao período de censura imposto ao Estado, que completa nesta quinta 3.166 dias.

A censura diz respeito à publicação de gravações no âmbito da Operação Boi Barrica que sugerem ligações do então presidente do Senado, José Sarney, com a contratação de parentes e afilhados políticos por meio de atos secretos. Na época, advogados do empresário Fernando Sarney alegaram que o jornal feria a honra da família ao publicar trechos de conversas telefônicas gravadas na operação com autorização judicial.

O responsável pela decisão liminar que censurou o jornal paulista em julho de 2009 foi o desembargador Dácio Vieira do TJ/DF.  Ex-consultor jurídico do Senado, o magistrado é do convívio social da família Sarney.

Boi na linha

A investigação que culminou com a “Operação Boi Barrica”, que posteriormente foi rebatiza de Faktor, teve início em 2006 quando o COAF (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) comunicou à Polícia Federal uma movimentação financeira “atípica” no valor de R$ 2 milhões, nas contas correntes de algumas pessoas físicas e jurídicas, entre elas o casal Fernando e Tereza Cristina Murad Sarney.

Segundo relatório da PF, o esquema envolvia o Grupo Mirante e a São Luís Factoring, empresa criada por Tereza Murad, com sede no mesmo local da Mirante, e que, mesmo sem nenhum cliente, chegou a movimentar R$ 11,6 milhões em 2006.

Com as escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e informações sobre a movimentação financeira, a PF abriu cinco inquéritos e apontou indícios de tráfico de influência no governo federal, formação de quadrilha, desvio e lavagem de dinheiro com as digitais do filho do ex-senador José Sarney.

Em um deles, a Polícia Federal diz ter detectado vestígios de uma organização criminosa montada por Fernando Sarney, que aproveitando-se da influência e do poder do pai, manipulava licitações e desviava dinheiro de obras públicas.

Mas em 2011, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que a notificação do COAF não é suficiente para que se autorize a quebras dos sigilos fiscal, bancário e telefônico feitas durante as investigações e anulou as provas produzidas pela Operação Barrica.

“Temer tem que aceitar seu destino de ser Sarney”, diz filósofo à BBC Brasil

Em entrevista à BBC Brasil, o filósofo Marcos Nobre, professor livre-docente da Unicamp e autor de uma das mais importantes teses sobre o emedebismo, afirmou que Michel Temer tem que aceitar destino de ser Sarney para não correr risco de ser retirado da Presidência da República, antes de concluir mandato.

”Ele (Temer) tem que aceitar seu destino de ser Sarney, é a última chance que ele tem de se recolher à sua insignificância.”, disse.

Para Nobre, a única chance de Temer concluir o mandato é deixar de gerar crises. “Ou o Temer aceita que é Sarney, submerge e não atrapalha mais, ou o sistema político não vai segurar a onda e ele vai cair.”

Ao comentar a indicação de Henrique Meireles como pré-candidato do MDB, o filósofo diz que se Temer insistir no protagonismo, vai cair.

Segundo ele, da pacificação dessa situação do Temer depende a unificação da centro-direita.

Sobre o fim do governo, o filósofo afirmou que Temer vai precisar de gente que mantenha a gestão andando num nível mínimo, morno. “A equipe não pode ter atitude ousada, é a saída Maílson da Nóbrega (ministro da Fazenda do governo Sarney que assumiu prometendo fazer uma “política econômica arroz com feijão” em meio à crise). É tocar o dia a dia até o final do mandato e deixar a eleição acontecer”.

Na interpretação de Marcos Nobre, a greve dos caminhoneiros demonstrou que a sociedade brasileira adotou uma estratégia quase suicida para demonstrar que o descontentamento com o sistema político e a condução do país é ainda mais intenso do que nas manifestações de junho de 2013. “Na minha hipótese, isso vai até o limite do estrangulamento, mas não estrangula, porque senão o movimento perde o apoio social que tem.”, avalia.

Na mira dos Sarney, blogueiros e ativistas digitais defendem a Rádio Timbira

FELIPE BIANCHI

Patrimônio do povo maranhense e símbolo dos esforços por uma comunicação mais democrática no estado, a Rádio Timbira recebeu a solidariedade de comunicadores e ativistas digitais de 17 estados do país, reunidos no 6º Encontro de Blogueir@s e Ativistas Digitais. Durante o evento,que ocorreu nos dias 25 e 26 de maio, em São Paulo, foi aprovada uma moção de repúdio aos ataques que a emissora vem recebendo por parte da oligarquia Sarney.

Nós (…) repudiamos as recentes ameaças contra a liberdade de expressão e pluralidade de vozes que representaram os recentes anúncios de ações judiciais contra a emissora pública do Maranhão, a Rádio Timbira, e contra blogues independentes no estado.

De caráter público, a Rádio Timbira AM foi recuperada durante o governo de Flávio Dino (PCdoB-MA) e encontra-se na mira de fogo da família Sarney, acostumada a dominar e monopolizar a mídia maranhense e responsável pelo sucateamento da emissora. Através do deputado Eduardo Braide (PMN-MA), o clã e seu grupo político representaram contra a Rádio Timbira na Procuradoria Regional Eleitoral.

Diretor-Geral da emissora, Robson Paz criticou duramente a tentativa de censura. Em publicação no seu perfi no Facebook, Paz relembra que a censura é uma prática do sarneysmo que vem desde a época da ditadura, assim como o uso de seu império midiático para manter o povo alienado. Leia na íntegra:

Dono de um império midiático, Sarney ameaça em seu jornal retirar a Rádio Timbira do ar apenas por esta ousar informar a população maranhense. Não admite ver a emissora, extinta por Roseana Sarney, reestruturada e fazendo comunicação plural, ética, democrática e cidadã.

A censura é prática do sarneysmo desde a época da ditadura. Não satisfeitos em sucatear e extinguir a Rádio Timbira, governo Roseana Sarney proibiu a participação de ouvintes, em 2014. Por isso, usam laranjas para tentar calar a voz do povo do Maranhão. Absurdo!

Incômodo de Sarney e áulicos é porque a Rádio Timbira leva ao conhecimento da população informações de interesse público, que o império midiático de Sarney censura diariamente para tentar manter o povo alienado.

Exonerado ilegalmente da direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) por Michel Temer, o jornalista Ricardo Melo também falou sobre o caso. Atualmente na Rádio Trianon, de São Paulo, Melo afirmou, no ar, que a Rádio Timbira está sendo ameaçada de ser fechada pela oligarquia Sarney em dobradinha com a Rede Globo, no Maranhão. “A Rádio Timbira está para o Maranhão como a Rádio Cultura está para São Paulo. É ligada ao governo do estado, mas presta imenso serviço à população não apenas na questão de entretenimento e serviços públicos, mas também no que diz respeito ao jornalismo. Não é à toa que foi sucateada durante o governo de Roseana Sarney”.

Assista na íntegra:

Carta de São Paulo

Além de aprovar moção em defesa da Rádio Timbira, o 6º Encontro de Blogueir@s e Ativistas Digitais reafirmou, no documento final do evento, a exigência pela liberdade de Lula, o esclarecimento do assassinato de Marielle Franco, a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras e a realização de eleição livre e democrática em outubro de 2018.

O evento reuniu mais de 175 comunicadores, promovendo debates e rodas de conversa sobre a luta pela democratização da comunicação e a resistência ao golpe em curso no país, amplamente sustentado pelos grandes meios de comunicação.

OPINIÃO | Caçada à liberdade de imprensa

Na semana em que o Brasil lamentou a perda de Alberto Dines, um dos mais notáveis jornalistas do país, o Maranhão foi surpreendido com anúncio feito pelo jornal “O Estado do Maranhão”, de propriedade do ex-senador José Sarney, de que o grupo político por ele liderado quer fechar a Rádio Timbira AM por até seis meses.

Com injustificado ar de regozijo, o jornal afirma que há quatro representações contra a emissora estatal na Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral e no Ministério das Comunicações, sob inconsistente argumento de que o veículo estaria sendo indevidamente usado com fins eleitorais.

Embora não seja novidade, é inusitado que o grupo que detém o maior conglomerado de comunicação do estado proponha fechar a única emissora de rádio pertencente ao povo do Maranhão.

Não há registro de qualquer desrespeito à legislação pela Nova 1290 Timbira AM. No período pré-eleitoral, a lei veda aos veículos de comunicação pedido explícito de voto, fato que jamais ocorreu na emissora.

Pelo contrário, a linha estabelecida na rádio é explícita para que todo o esforço da equipe seja voltado à prática de jornalismo ético, democrático e responsável.

O jornal do ex-senador Sarney faz referência a fato comprovadamente inexistente. A transmissão do ato político do ex-presidente Lula pela Timbira. O monitoramento da rádio exigência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) demonstra que tal evento público jamais foi transmitido. Naquele ato, houve sim cobertura jornalística, pois se tratava de fato de interesse público. Conduta adotada pela emissora em atos de outros líderes presidenciáveis que visitaram o Maranhão, como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), João Dória (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Rodrigo Maia (DEM). Aliás, pluralidade de vozes proporcionada também em nível estadual com reportagens que tiveram como protagonistas políticos de diferentes correntes ideológicas.

A Rádio Timbira, antes proibida pelo governo anterior de colocar ouvintes no ar, hoje se constitui no mais democrático espaço para a livre manifestação independentemente de ideologia, credo ou gênero em toda a programação. Isto resguardados os marcos da civilidade e do respeito ao regramento constitucional. Não cabem, pois, os argumentos das quatro representações que tentam colocar mordaça na primeira rádio do Maranhão. Isto posto, só resta uma explicação para que a emissora estatal incomode poderosos do estado: o jornalismo.

Sim, em pleno século 21, praticar jornalismo sério no Maranhão, dar voz a quem antes não tinha, é ato impensável para censuradores. Talvez porque seus arsenais midiáticos não informem a população sobre ações de interesse público nas mais diversas áreas.

A censura que tentam impor à Timbira é prática diária dos meios de comunicação sob controle daqueles que ora acusam a emissora. Por tudo isto, convido publicamente os autores das representações, os deputados Eduardo Braide (PMN), Adriano Sarney (PV), Andreia Murad (PRP) e Hildo Rocha (MDB), para entrevistas, ao vivo, em nossos estúdios. Oportunidade para demonstrar uma vez mais o caráter democrático e plural da Rádio Timbira. A Rádio de todos nós.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

Sarney quer fechar rádio no Maranhão!

Blog do Garrone

Depois de ameaçar a imprensa com denúncias à Polícia Federal por causa de um meme, a oligarquia Sarney agora parte para cima da Rádio Timbira. O PMN, do deputado estadual Eduardo Braide, atendendo aos interesses do clã, representou contra a emissora na Procuradoria Regional Eleitoral. A tentativa de censura está clara em ambos os casos.

“Dono de um império midiático, Sarney ameaça em seu jornal retirar a Rádio Timbira do ar apenas por esta ousar informar a população maranhense. Não admite ver a emissora, extinta por Roseana Sarney, reestruturada e fazendo comunicação plural, ética, democrática e cidadã”, desabafou indignado o diretor da Rádio, o jornalista Robson Paz.

“A censura é prática do sarneysmo desde a época da ditadura. Não satisfeitos em sucatear e extinguir a Rádio Timbira, governo Roseana Sarney proibiu a participação de ouvintes, em 2014. Por isso, usam laranjas para tentar calar a voz do povo do Maranhão. Absurdo!”, detonou.

“Incômodo de Sarney e áulicos é porque a Rádio Timbira leva ao conhecimento da população informações de interesse público, que o império midiático de Sarney censura diariamente para tentar manter o povo alienado”, completou Paz.

Donos de um império midiático que passa o dia a moer reputações dos seus adversários, os sarneyzistas querem que somente uma voz seja ouvida durante as eleições de outubro. Essa estratégia nada mais é do que a certeza que eles têm de que no voto não conseguirão vencer o governador Flávio Dino.

O jeito é apelar para outras formas.

Coronel da PM, primo de Sarney, é preso pela PF em São Luís

Carlos Roberto Lima (Coronel Betão) foi preso, na manhã dessa terça-feira (15), em sua residência, no Renascença, numa ação da Polícia Federal.

O coronel reformado da PMMA é primo do ex-presidente José Sarney e tio da ex-governadora Roseana. O juiz César Artur Cavalcante de Carvalho, da 13ª Vara Federal de Pernambuco, decretou a prisão do Coronel Betão.

O primo de Sarney é acusado de desvio de recursos públicos, peculato, pagamento de propina relacionado a contratos do Corpo de Bombeiros do Estado do Maranhão e tráfico de influência.

O envolvimento do Coronel Betão tem origem em uma operação criada ainda no governo de Roseana Sarney para socorrer os atingidos pela estiagem que atingiu o interior do Maranhão em 2013.

O esquema funcionava da seguinte forma: algumas empresas foram habilitadas para fornecimento de cestas básicas e filtros de polipropileno. Betão seria proprietário de uma dessas empresas. Dois contratos foram feitos com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, na época comandado pelo Coronel Vanderley, que foi preso recentemente pela Polícia Federal.

Esta é a segunda passagem do Coronel Betão pela Polícia Federal. O primo de Sarney já havia sido conduzido coercitivamente à sede da PF, que cumpriu um mandado de busca e apreensão e recolheu dois carros e 50 cheques que se encontravam em poder do oficial reformado.

Betão foi preso hoje em sua residência, e conduzido para a superintendência da PF, no final da tarde. O primo de Sarney foi transferido para a carceragem do Comando Geral da PM, no Calhau.

Do Marrapá

OPINIÃO | Pré-candidatura de Roseana Sarney agoniza

A 90 dias do fim do prazo de registro de candidaturas para as eleições de 7 de outubro, um mar de incertezas ronda a oposição sarneysista sobre o candidato que enfrentará o governador Flávio Dino na disputa pelo governo do Estado.

Há meses, escrevi neste espaço que o embate entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney é improvável. Tese que se consolida à medida em que se aproxima o pleito.

A razão é simples. Sem apoio popular, político e aliada de Michel Temer, presidente mais rejeitado do país pós-ditadura, Roseana Sarney aposta as últimas fichas no poderio midiático do clã. E partiu para um festival de ataques Fake news ao governo Flávio Dino. Tentaram transformar em escândalo e envolver o governo no suicídio do médico Mariano Castro; no suposto monitoramento de políticos e a nomeação legal de capelães da Polícia Militar. Com baixa credibilidade e nenhum amparo na realidade, as investidas midiáticas da oposição sarneysista fracassaram, conforme atestam pesquisas.

A rejeição experimentada nas andanças pelo interior fez a emedebista recuar das aparições públicas. Aos defensores da candidatura de Roseana Sarney resta torcer por um ‘inusitado’ escândalo envolvendo o governo. Uma espécie de novo ‘Reis Pacheco’ para dar o mínimo de oxigênio ao projeto sarneysista de voltar ao poder. Chances remotas se considerarmos que o governo Flávio Dino se destaca como o mais eficiente do país, combate a corrupção e cuja transparência e controle dos gastos públicos saltou de zero para dez na escala da CGU (Controladoria Geral da União).

E na ausência de Roseana Sarney, qual será o posicionamento do clã? Apoiar Roberto Rocha? Estimular a candidatura de Eduardo Braide? Nenhuma coisa, nem outra. Ser a segunda força política do Estado não é a pior situação dos mundos. Menos ainda considerando que daqui a quatro anos haverá novo embate pelo governo e este não terá como candidato o governador Flávio Dino.

Por isso mesmo, Sarney não pensa na hipótese de transferir o espólio. Sabendo disso, o deputado estadual Eduardo Braide anunciará, nas próximas semanas, sua candidatura a deputado federal. Manterá, assim, o projeto de disputar a prefeitura de São Luís em 2020.

Pois bem, e o que faria o grupo Sarney? A prioridade do clã é eleger um senador. Com o olhar voltado para a eleição de 2022. A evidência aponta para a candidatura de Sarney Filho (PV). Mas, este poderá ser uma vez mais sacrificado e ceder a vaga para a irmã.

Qual seria a justificativa e quem substituiria Roseana Sarney? A explicação já começou a ser ensaiada. Roseana só aceitaria ser candidata ao governo no comando do MDB. Proposta, de pronto, recusada pelo senador João Alberto. Com a desistência de Roseana Sarney resta como alternativa a candidatura do fiel escudeiro de Sarney, João Alberto. Candidatura que cumprirá a tarefa de manter minimamente coeso os 25% orgânicos do grupo.

Aos demais candidatos do consórcio sarneysista restará resignarem-se à condição de linha auxiliar do projeto coronelista. E Flávio Dino segue com amplo favoritismo para conquistar o segundo mandato.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

Atacar capelães evangélicos é perseguição aos cristãos, diz Eliziane Gama

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) condenou os ataques do Sistema Mirante de Comunicação, de propriedade da família Sarney, aos capelães da Polícia Militar do Maranhão.

“Atacar aos capelães evangélicos é uma clara perseguição aos cristãos evangélicos que sempre lutaram pela evangelização em presídios do Maranhão, seguindo a premissa bíblica, “estive na prisão, e foste me vê”. Um desrespeito a todos nós evangélicos!”, criticou por meio das suas redes sociais.

Os veículos de comunicação do grupo Sarney tem tratado como escândalo a criação de cargos e nomeação de capelães evangélicos para os quadros da Polícia Militar do Maranhão.

O presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, também reagiu e afirmou que os ataques demonstram a degradação da oposição sarneysista.

“Os ataques aos capelães evangélicos não agride o governador Flávio Dino, como José Sarney e seus capangas pensam, mas sim a todos os evangélicos, todos os cristãos. Realmente uma prova de degradação absoluta dessa gente”, disse.

Em nota, o governo do Maranhão informou que o número de cargos criados de capelão da Polícia Militar manteve-se na média das gestões anteriores, totalizando seis novas vagas. Diz ainda que na Polícia Civil, no Corpo de Bombeiros e no Sistema Prisional, a criação de cargos de capelania, conforme previsto na Constituição Federal, atendeu igualmente à necessidade de oferta da assistência a esses servidores, que tiveram seus quadros ampliados na atual gestão em 50%. E conclui afirmando que “as mudanças de patente efetivadas seguiram, como de praxe, regras da Corporação”.