Prefeitura de São Luís inicia nesta quarta (10) campanha de vacinação contra a gripe

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), inicia nesta quarta-feira (10), a partir das 8h, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza na capital maranhense. A meta é imunizar 254.958 pessoas contra a gripe. Em toda a cidade vão funcionar 63 postos de vacinação, em unidades de saúde, de segunda a sexta-feira. A ação é parte dos esforços do prefeito Edivaldo Holanda Junior voltados à saúde preventiva da população.

A campanha será realizada até 31 de maio, tendo como marcos dois dias “D”, um municipal, em 13 de abril e outro nacional, em 4 de maio. O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, diz que durante toda a campanha a população será sensibilizada para vacinar. “O prefeito Edivaldo determinou que sejam feitas ações extras para assegurar o cumprimento da meta; por isso, na rotina de trabalho das unidades as equipes profissionais vão fazer a abordagem dos usuários, mostrando que a melhor forma de prevenir a gripe e as complicações decorrentes dela é a vacinação”, explicou.

A gestão do prefeito Edivaldo fará do Dia D Municipal uma grande mobilização. A intenção é imunizar o maior número possível de pessoas que integram o público-alvo da campanha formados por gestantes, puérperas, crianças de um a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, além de funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Além destas estratégias, a Semus vai disponibilizar pontos de vacinação em locais públicos. Nos dias 26 e 27 de abril, e em maio (nos dias 3 e 4, 10 e 11, 17 e 18, 24 e 25), a vacina estará disponível nos shoppings Rio Anil (na avenida São Luís Rei de França, Turu), da Ilha (na avenida Daniel de La Touche, Cohama) e São Luís (na avenida Carlos Cunha, Jacarati). O horário de atendimento será das 14h às 19h. A Semus orienta a população a apresentar o cartão de vacina, para identificar se o cronograma obrigatório do Programa Nacional de Imunização está sendo cumprido.

A vacinação contra a Influenza é a medida mais efetiva para a prevenção, e a melhor estratégia para diminuir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da gripe. A vacina contra a doença tem eficácia de seis a 12 meses e protege contra os tipos A e B do vírus.

Unidade mista do Bequimão é alvo de assalto

Unidade mista do bairro Bequimão, em São Luis, foi alvo de assalto neste domingo(7), por volta das 22h30, no momento do assalto os bidos se passaram por pacientes para ter acesso a área interna do hospital, após anuncio do assalto os meliantes renderam pacientes que aguardavam atendimento e funcionários, em seguida, fugiram levando pertences, arma de fogo e colete do vigilante da unidade. De acordo com informações da Policia Militar o assaltantes ainda atiraram duas vezes dentro da unidade, mas ninguém ficou ferido.and

Devido à ação criminosa, a diretoria do hospital informou a paralisação dos serviços de urgência e emergência na manhã desta segunda-feira (8).

Serviço especializado para crianças com autismo muda vida de pais e filhos

“O que dói é que nós, pais, não somos para sempre. Meu medo é ele ficar de qualquer jeito, por isso corro para que meu filho seja independente. Quero que ele seja feliz”, a frase de Leonildes Silva Gama, de 37 anos, mãe de Pedro, de 4, reflete a preocupação da maioria de pais de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), vê-los com alguma autonomia. A assistência recebida pelo menino no serviço intensivo para Pessoas com TEA, oferecido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem tornado essa realidade mais próxima.

Nesta terça-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, Leonildes Gama comemora o avanço, que ela acredita ser um “divisor de águas” na vida da criança. “Quando Pedro entrou aqui, só fazia movimentos repetitivos e não sabia fazer nada, era isolado, agitado e sem entendimento algum. O programa trouxe a possibilidade de uma melhora significativa, ele tem resultados bons na compreensão. Hoje, ele já atende e isso graças ao serviço”, relata.

O serviço integra o Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde do Olho d’Água (CER Olho d’Água) e atende atualmente 60 crianças de até 12 anos com equipe multidisciplinar – terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogo e educador físico -, em cinco dias na semana. O serviço completa dois anos de funcionamento nesta quarta-feira (3).

Além deles, outras 35 crianças são assistidas pelo serviço semi-intensivo, com três sessões semanais – duas com a criança e uma com os pais, para repasse de orientação. Participam do serviço semi-intensivo crianças que tenham desenvolvidas habilidades de linguagem, ou seja, mais funcionais.

Abordagem ABA

O autismo é um transtorno de desenvolvimento em que ocorrem dificuldades na comunicação e interação social. Por não ter sintomas padronizados em todos as pessoas, fala-se em espectro, pois existem vários níveis de comprometimento e de funcionalidade. Em maior ou menor intensidade, pessoas com TEA podem apresentar, além da dificuldade no domínio da linguagem, padrão de comportamento restritivo e repetitivo. Quanto mais cedo a criança for estimulada, melhor será seu desenvolvimento.

Segundo a coordenadora do serviço especializado a pessoa com TEA do CER Olho d’Água, a médica Flávia Teresa Neves, a terapia baseada em ABA (Análise do Comportamento Aplicada), adotada pelo serviço no Maranhão, é a terapia mais indicada e eficaz para o tratamento do autismo.

“Não foi uma escolha aleatória. Foi uma escolha baseada em resultados de vastos estudos científicos. Os dados mostram que esse tipo de intervenção é bem-sucedido para trabalhar habilidades funcionais em crianças com autismo, mais do que qualquer outro tipo, porque promove resultados tangíveis e manutenção dos ganhos em longo prazo”, destaca Flávia Teresa Neves.

Como o tratamento é individualizado, os critérios são periodicamente redefinidos de acordo com o desenvolvimento do paciente, que é mensurado a cada seis meses.

Para a mãe da Nicole Priscila, Rayane Priscila dos Santos Garcês, de 27 anos, os resultados são perceptíveis na menina de 6 anos, que desde maio no ano passado é atendida no serviço. Alguns chegam a emocionar.

“Foi muito emocionante quando ela disse “mamãe” aos 5 anos, era o que mais eu queria. Não estava esperando. Ela falou isso quando tinha 10 meses e depois não falou mais. Eu só tenho o que agradecer. Depois que minha filha começou aqui melhorou bastante”, conta a mãe, que sequer sabia o que era autismo, antes da filha ser diagnosticada.

A moradora do residencial Paraíso, na área Itaqui-Bacanga, gostaria que os resultados e avanços em relação ao autismo também aparecem na sociedade. “Ainda existe muito preconceito. A gente percebe o olhar. As pessoas se incomodam. Falta muita informação, não conhecem”, ressalta Rayane Priscila.

Depoimentos de mães 

A DESCOBERTA 

Leonildes Silva Gama, mãe do Pedro Gama
“Comecei a desconfiar, quando percebi a verbalização diminuindo. O repertório era para ir aumentando com a idade, mas ele foi parando de falar o mamã, o papá, Tatá (prima). Depois veio o tchauzinho, que hoje eu sei que era um Flap (movimento estereotipado). Com um ano, começou a andar na ponta do pé. Até hoje eu choro, não vou mentir. A gente aceita, corre, luta para que eles sejam independentes. O que dói é que nós, pais, não somos para sempre. Meu medo é ele ficar de qualquer jeito, por isso corro para que meu filho seja independente. Hoje, só quero que ele seja feliz e viva bem”

Rayane Priscila dos Santos Garcês, mãe da Nicole Priscila
“‘Mãe, eu tenho quase certeza que sua filha é autista!’, disse a primeira pediatra da Nicolle. A princípio nem entendi, nunca tinha ouvido falar nessa palavra. Não liguei no início, porque ela estava falando e se desenvolvendo, mas um mês depois percebi que o comportamento dela era diferente das outras crianças. Voltei na pediatra e peguei os encaminhamentos e comecei a correr atrás. Com 2 anos ela começou acompanhamento no CAPSI no Turu. Com 3 anos ela teve o laudo. A partir daí fui procurar saber o que era autismo, o que me deu mais força e amor para cuidar dela. Não houve tristeza. Não são as crianças que são especiais, nós pais que somos, porque Deus escolheu a gente para cuidar deles. Minha filha é tudo pra mim”

O TRATAMENTO E RESULTADOS

Leonildes Silva Gama, mãe do Pedro Gama 
“O serviço do TEA foi um divisor de águas. Quando Pedro entrou aqui, só fazia movimentos repetitivos e não sabia fazer nada, era isolado, agitado e sem entendimento algum. O programa trouxe a possibilidade de uma melhora significativa, ele tem resultados bons na compreensão. Hoje, ele já atende e isso graças ao serviço”

Rayane Priscila dos Santos Garcês, mãe da Nicole Priscila
“Ela já foi bem mais resistente para me atender, mas hoje não é mais assim, ela me ouve. Quando digo não é não. Isso aconteceu depois que começou o tratamento aqui. Ela não falava e hoje já fala algumas coisas. Antes, ela me puxava e se irritava quando eu não atendia ou não entendia o que ela queria dizer. Foi muito emocionante quando ela disse mamãe à primeira vez, era o que mais eu queria. Não estava esperando. Ela falou isso quando tinha 10 meses e depois não falou mais”

O PRECONCEITO
Leonildes Silva Gama, mãe do Pedro Gama
“A gente vê muito preconceito, as pessoas olham achando que é um menino birrento. Não procuram entender, ou chegam e perguntam se está acontecendo alguma coisa. Falta conhecimento, as pessoas precisam ter acesso à informação. O comportamento inadequado das crianças autistas é porque não conseguem se comunicar, dizer o que querem. Ninguém tem culpa, nem pai nem a criança. Machuca viver algumas situações”

Rayane Priscila dos Santos Garcês, mãe da Nicole Priscila
“Teve um tempo que era bem complicado sair com ela, ela era muito de rotina. Chegava aqui no CER chorando. O ônibus que pego para vir para cá passava na frente de um shopping e ela queria descer, era um desespero, uma gritaria. Via as pessoas criticando. Muitos ajudam, mas muitos criticam, não entendem e acham que é birra. Eu chorava. Ainda existe muito preconceito. A gente percebe o olhar. As pessoas se incomodam. Falta muita informação, não conhecem o autismo”

Entrevista Flávia Teresa Neves 

Psicóloga, doutora em Teoria e Pesquisa do Comportamento e coordenadora do serviço especializado a pessoa com TEA do CER Olho d’Água

 

 

O que é TEA?

Flávia Neves – É um transtorno de neurodesenvolvimento que acomete diversos aspectos do nível de funcionamento do indivíduo. É diagnosticado nos primeiros anos de vida, através de sinais comportamentais, ou seja, é um diagnóstico clínico. Não existe um exame laboratorial que identifique previamente ou depois o transtorno.

Quais são as principais características?

Flávia Neves – O ponto central é o déficit na comunicação social e interesses muito restritos. Geralmente, fala-se de uma criança que tem dificuldades para se relacionar socialmente com os pares. Alguns outros comportamentos característicos são quadros de estereotipia (movimentos motores ou falas repetitivas), bem como problemas sensoriais.

Existem graus de autismo?
Flávia Neves – Nós falamos em níveis de funcionalidade. Se a criança apresenta interesses muito restritos, estereotipias, déficit de fala e socialização pode, por exemplo, ser considerada de grau severo, ou de baixa funcionalidade. Uma que tenha menos aspectos, pode ser de maior funcionalidade, por saber se comunicar. A criança pode ter diversas características e estar dentro do espectro. Não existe uma característica definidora para o autismo apenas.

Qual a importância do tratamento?
Flávia Neves – Quanto mais cedo uma criança fizer intervenção comportamental ou outras intervenções complementares, melhor será o desenvolvimento dela e melhor será sua adaptação futura.

Campanha de vacinação contra gripe começa em 15 de abril no Maranhão

A campanha nacional de vacinação contra a Influenza de 2019 acontecerá no Maranhão no período de 15 de abril a 31 de maio, sendo o Dia D em 4 de maio. Para alcançar a meta de, pelo menos, 90% de cada um dos grupos, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) está fazendo a mobilização dos gestores e técnicos das Unidades Regionais de Saúde (URS) para repassar orientações e ressaltar a importância de atingir a população alvo.

A vacina deste ano protege contra três subtipos do vírus da gripe, incluindo o vírus tipo H1N1, H3N2 e B. Em 2018, o Maranhão conseguiu atingir 94,65% de cobertura do público prioritário, com a aplicação de 1.398.309 doses.

“Faremos dois encontros de mobilização com técnicos das regionais de saúde do estado e convidados. Um deles já acontece no dia 28 de março, no Praia Mar Hotel, quando passaremos orientações sobre a campanha. O outro será no dia 4 de abril. A SES está empenhada e dará todo suporte aos municípios, que têm a responsabilidade de fazer a vacinação”, informa Helena Almeida, chefe do Departamento de Doenças Imunopreveníveis da SES.

A vacinação contra a Influenza acontece anualmente e tem o objetivo de reduzir internações, complicações e mortes entre os grupos prioritários, escolhidos com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em todo o país, serão distribuídas 64 milhões de doses contra a gripe, dos quais 2.036.900 doses serão enviadas ao Maranhão em lotes, conforme cronograma do Ministério da Saúde (MS).

Campanha

A vacinação começará com o atendimento de gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), no período de 15 a 19 de abril, que também poderão pôr em dia outras vacinas previstas nas cadernetas de saúde. Em relação a 2018, a faixa etária de vacinação das crianças foi ampliada em um ano.

A partir de 22 de abril, a vacinação contra influenza será ofertada aos demais grupos prioritários, que são as pessoas com 60 anos ou mais, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Como a transmissão da doença é potencializada pela aglomeração de pessoas ou pela proximidade das relações interpessoais, também são alvo da campanha adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

“É importante que os grupos prioritários busquem os postos para receber a dose, que é única. Ou seja, quem recebeu ano passado precisa receber novamente, porque o tipo [cepa] circulante muda de um ano para o outro, além disso, alguns vírus sofrem mutação, por isso a vacina é atualizada anualmente”, explica Helena Almeida.

Influenza

A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção.

O período de incubação dos vírus Influenza varia entre um e quatro dias. Os sinais e sintomas da doença são muito variáveis, podendo ocorrer início súbito de febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, mal-estar, dor de garganta e coriza.

Mais de 50 mil atendimentos em um ano de funcionamento do Sorrir

“Aqui recebo toda atenção que preciso”, diz estudante Suelem Marques, do bairro São Francisco, assistida na Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão – Sorrir, que completou um ano de funcionamento em fevereiro deste ano. O Sorrir é um equipamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

No primeiro ano de funcionamento, a Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir) registrou 57 mil atendimentos entre consultas e procedimentos como radiografia, endodontia, periodontia, pequenas cirurgias, para atendimentos mais complexos como prótese, punção para biopsia, cirurgia oral, buco-maxilo-facial, entre outros. Os dados são parciais.

O serviço de endodontia, chamado canal, registrou 4.161 atendimentos na unidade. Com o referenciamento da Unidade Básica de Saúde, a estudante Suelem Marques, realizou o tratamento no Sorrir. “Estou no meu segundo atendimento para o canal. Estou gostando muito. Aqui recebo toda atenção que preciso, sem precisar ir e voltar todo dia. Agora mesmo vou fazer um raio x e voltar para meu atendimento”, comemorou.

O Sorrir oferece à população atendimento de média complexidade, inclusive com serviço de diagnóstico de câncer bucal, ampliando assim o acesso ao tratamento odontológico gratuito aos maranhenses de todas as idades.

A moradora do município de Raposa, Raimunda dos Santos Teixeira, planejava colocar uma prótese dentária. Com o orçamento apertado, adiou o procedimento. Ao tomar conhecimento do serviço gratuito realizado na Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão – Sorrir, o paciente garantiu mais saúde bucal, além de economizar o recurso.

“Eu queria colocar uma prótese já tem um tempo, mas é muito caro. Fiz um orçamento de uma simples e custava mais de R$ 500. Hoje estou finalizando meu tratamento, após um pouco mais de um mês. Foi o melhor programa que o governo Flávio Dino fez”, comemorou. A próxima etapa do atendimento do paciente será o recebimento da prótese.

Atendimentos

A unidade registrou, ainda, 1.231 exames radiológicos da cabeça e do pescoço; 5.718 atendimentos de urgência; 6.083 atendimentos em dentística; 3.622 periodontia clínica; 3.852 procedimentos de moldagem e manutenção para próteses, além de 2.567 procedimentos de cirurgia oral.

“É um marco para saúde pública esse atendimento. É um número expressivo. Uma demanda que era reprimida por falta de um atendimento mais especializado”, disse o diretor administrativo do Sorrir, Fabrício Saraiva.

O governador Flávio Dino, acompanhado do secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, inaugurou a Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir) em 28 de fevereiro de 2018. O Sorrir oferece atendimento de urgência, referenciado e espontâneo, inclusive com serviço de diagnóstico antecipado de câncer bucal.

A unidade presta atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e sábado de 8h às 12h, ao lado da Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (Feme), em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande.

Disque Saúde realiza mais de 150 mil agendamentos em 2018

Iniciado em abril do ano passado, o Disque Saúde contabilizou total de 150.970 agendamentos em 2018, entre consultas e exames. O serviço, que é mediado pela Central Integrada de Regulação Ambulatorial do Maranhão (CIRAM), setor vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), é responsável por fazer os agendamentos de 30% a 40% da demanda referente às unidades públicas de saúde do estado.

De acordo com Mércia Gonçalves, coordenadora do CIRAM, entre abril e dezembro do ano passado, o Disque Saúde atendeu mais de 62 mil chamadas por mês. “Todas as ligações são gravadas e anexadas de forma on-line no Sistema Nacional de Regulação (SISREG), do Ministério da Saúde (MS). Cabe a Central Integrada de Regulação Ambulatorial a parametrização, facilitando o agendamento das respectivas demandas”, observou.

Ela acrescentou, ainda, que quando não há mais vaga devido à grande demanda, como é o caso da busca por atendimento neurológico e cardiológico, os solicitantes têm a opção de entrarem em uma lista de espera de acordo com o que necessitam.

Lista de espera

Após o paciente ter sido atendido por um dos operadores do Disque Saúde, sua demanda é inserida no SISREG, deixando-o livre da necessidade de fazer outras ligações. Todos os dias, a partir da meia-noite, o Sistema é atualizado avisando os operadores quanto à abertura de vaga para agendamento, e, caso alguém esteja na lista de espera, esta pessoa é notificada e direcionada para a unidade de saúde específica.

Atualmente estão disponíveis nove unidades de saúde para agendamento no Disque Saúde. “Antes tínhamos 11 unidades de saúde, mas diminuímos para nove devido ao tipo de serviço que era solicitado. É o caso do Hospital de Câncer do Maranhão, que faz atendimento a pacientes oncológicos. Por possuir uma maior complexidade em seu funcionamento, a triagem e o agendamento precisam ser feitos em até 60 dias. Dessa maneira, optamos por voltar com a marcação presencial”, disse Mércia.

Agendamento no Disque Saúde

O Disque Saúde conta com 80 atendentes realizando o atendimento aos usuários do SUS através do número (98) 3311-6134, sempre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Ao ligar para agendar uma consulta, o usuário deve fornecer o número do cartão do SUS e o nome do médico que deu o encaminhamento para a especialidade pretendida – com exceção de clínica geral, pediatria e ginecologia, que não é necessário o encaminhamento. O comparecimento à unidade de saúde deve ocorrer no dia e horário marcados, portando RG, cartão SUS, encaminhamento médico e o número fornecido pelo Disque Saúde.

Prefeitura implanta melhorias no Socorrão II que passa a ter mais uma ala com leitos de UTI

Desde a primeira quinzena deste mês, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, conta com novas vagas implantadas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior como parte das ações de reestruturação do sistema de saúde de São Luís. A nova ala na UTI dinamiza o atendimento hospitalar de urgência e emergência voltado à população ludovicense e maranhense, já que o pronto-socorro recebe pessoas de todo o Estado.

“A gestão do prefeito Edivaldo tem empreendido grande esforço para atender às demandas da população e ofertar a cada dia mais serviços e com mais qualidade. Apesar de todas as dificuldades e crise na saúde pública em escala nacional, São Luís tem avançado e essa nova ala, com oito leitos disponíveis, com toda certeza agilizará o atendimento de urgências e emergências. É um avanço na medida em que, em outros municípios e unidades da Federação, o que se observa são unidades fechando as portas, causando grandes transtornos para pacientes e familiares”, destaca o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, durante visita esta semana às novas instalações do Socorrão II.

Durante a visita, Lula Fylho conversou com a equipe de médicos e enfermeiros na nova ala e ressaltou que o hospital, que já disponibilizava 19 leitos, agora, com os oito recentemente colocados em atividade, terá 27 leitos de UTI funcionando plenamente. “Seguindo orientação do prefeito Edivaldo estamos trabalhando em todas as frentes, temos agora mais esses leitos da Unidade de Terapia Intensiva e vamos ampliar também os leitos clínicos, da estabilização e da ala vermelha. Atualmente no hospital temos obras executadas exclusivamente pela Prefeitura e outras em parceria com o Governo do Estado”, garantiu o secretário.

A diretora geral do hospital, Dorinei Câmara, relata que as novas vagas já ajudaram a melhorar a rotina na unidade. “Os pacientes que hoje ocupam os novos leitos, estavam na Ala Vermelha do Socorrão II. Quando foram remanejados, folgou a área e outros doentes puderam ocupar os leitos vazios, desafogando outras áreas do hospital. Acreditamos que a tendência, com o avançar das reformas, é que todo o atendimento seja aliviado”, explica a gestora.

Antes da nova ala, o hospital mantinha em funcionamento duas outras, ‘A’ e ‘B’. Coordenadora da UTI do Socorrão II, Sarah de Serra, revela que a Unidade de Terapia Intensiva do hospital recebe pacientes graves de vários municípios e o fato de ganhar mais vagas, fará toda a diferença no tratamento dos doentes. “Essa ampliação vai refletir positivamente na saúde de todos os pacientes”, esclarece a servidora.

PROJETO LEAN NAS EMERGÊNCIAS

Todas as reformas na unidade de saúde fazem parte de amplo projeto de modificação de fluxos e serviços de urgência no Hospital Municipal Dr. Clementino Moura. Para a execução dessa iniciativa, a Prefeitura de São Luís conta com a consultoria de uma equipe do Hospital Sírio Libanês, por meio do projeto Lean nas Emergências que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) para o triênio de 2018 a 2020. A iniciativa visa promover melhorias no atendimento hospitalar de urgências e emergências da população brasileira que utiliza o sistema público de saúde.

“O que fizemos no Socorrão II não foi só abrir oito novos leitos na UTI, mas otimizar o fluxo para que se tenha cada vez menos pacientes nos corredores e para que as pessoas que se encontram com a saúde precisando de tratamento, demorem cada vez menos tempo na unidade de saúde, por conta dessa otimização que influenciará diretamente em um pronto restabelecimento”, informa o secretário municipal de Saúde.

A ideia é que, por meio do assessoramento técnico de especialistas do Hospital Sírio-Libanês, o Socorrão II seja um hospital de maior eficiência no atendimento, com maior qualidade nos serviços e resolutividade para quem precisar da unidade de saúde, tanto em São Luís, como por parte de outros municípios do Maranhão.

As obras que resultaram na nova ala de UTI do hospital foram iniciadas em outubro de 2018. A Prefeitura de São Luís pretende realizar obras de reforma na unidade durante todo o ano de 2019, além da aquisição necessária de equipamentos e produtos imprescindíveis para um atendimento devidamente adequado aos pacientes que procuram atendimento no pronto-socorro.

Seletivo para diretores da Saúde é anulado após ataque cibernético, e novo processo será aberto

O processo seletivo que contrataria diretores para hospitais e unidades de Saúde do Maranhão foi anulado após uma tentativa de fraude. O sistema de inscrições sofreu um ataque cibernético, que comprometeu a segurança dos dados. A abertura de um novo seletivo vai ser feita em breve.

O caso já está sendo investigado pela polícia. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a tentativa de fraude se baseou, principalmente, na inscrição maciça de pessoas fictícias. Isso foi comprovado a partir do número de CPF inexistente. O seletivo teve mais de 5 mil inscrições no total.

A Polícia Civil está com todas as informações encaminhadas pela Secretaria para dar andamento ao inquérito. A fraude em concursos ou seletivos públicos configura crime.

Entre as inscrições fictícias, estava a de uma enfermeira italiana acusada de 38 mortes. Houve, inclusive, o preenchimento de títulos e experiências, o que tinha o objetivo de fazer uma pessoa fictícia ser aprovada na primeira fase.

É a primeira vez, em quatro anos, que um concurso da Secretaria de Saúde sofre algum tipo de tentativa de fraude.

Agora, um novo sistema será usado para garantir mais segurança aos dados cadastrados pelos candidatos. A abertura do seletivo e a data para as inscrições serão divulgadas em breve.

O seletivo

O seletivo foi lançado para preencher 53 vagas para cargo de diretor administrativo das unidades de saúde gerenciadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

Podiam participar candidatos com graduação em qualquer curso de nível superior, com experiência mínima de um ano em gestão pública. O salário é de R$ 8 mil, com carga horária de 40h em regime celetista.

Anvisa defende uso de medicamentos biossimilares

A Comissão de Seguridade Social e Família realizou audiência pública nessa quinta-feira (29) para discutir a regulamentação da intercambialidade entre medicamento biológico e o equivalente (o biossimilar). Os biológicos são produzidos a partir de organismos vivos e servem para tratar doenças como o câncer e a artrite reumatoide.

O diretor de regulamentação sanitária da Anvisa, Renato Porto, explicou que uma das maiores vantagens dos biossimilares é seu custo reduzido. Disse também que permitem que haja mais opções de tratamento para pacientes e médicos.

“Você tem menor tempo e custo de desenvolvimento. É um produto que se desenvolve mais rápido. O custo para se desenvolver um produto está veiculado a diversos testes e quando você faz menos testes, tem custos de produção menor e eficácia equivalente ao biológico inovador. Isso é importante. Nós estamos falando de equivalência, não estamos falando nem igual nem melhor”, disse. Renato Porto afirmou que no ano que vem a Anvisa vai elaborar uma cartilha sobre produtos biossimilares para profissionais da saúde.

Genéricos

Os medicamentos biológicos são diferentes dos sintéticos vendidos nas farmácias. Estes são produzidos por meio da manipulação química de substâncias em laboratório. Já os biológicos são produzidos a partir de células vivas. Porém, diferente dos genéricos, que são idênticos aos remédios sintéticos de referência, os biossimilares não são idênticos aos medicamentos biológicos. Isso faz com que a troca do biológico pelo biossimilar divida opiniões.

O deputado Geraldo Rezende (PSDB-MS), que é médico e propôs a reunião, defendeu uma socialização mais efetiva da Agência de Vigilância Sanitária quanto aos biossimilares. Atualmente, a Anvisa tem apenas uma nota de esclarecimento, onde destaca a necessidade da atenção médica e da adequação farmacêutica para uma possível troca de medicamento biológico por biossimilar.

Transparência
O consultor na área de medicamentos farmacêuticos, Valdair Pinto, disse apoiar os biossimilares, porém, com ressalvas.
“Que a aprovação regulatória dos biossimilares seja feita de forma robusta e transparente. Algumas cópias de medicamento biológicos no
mercado brasileiro não passaram por biossimilaridade, isso precisa ser revisto”, disse.
Valdair Pinto ressaltou também que a substituição de um remédio biológico por um biossimilar não deve ser recomendação das empresas
farmacêuticas, e sim dos médicos

Maranhão reduz mortes por aids no Brasil, diz boletim

O novo Boletim Epidemiológico da Aids revela que no período de 2014 a 2017 houve uma redução de 1,7% no coeficiente de mortalidade no Maranhão, que passou de 5,6 para 5,5 óbitos por 100 mil habitantes. Já em relação aos casos, desde o ano de 2014, teve um aumento da taxa de detecção de aids no estado. Eram 19,7 casos por cada 100 mil habitantes, em 2014, e, em 2017, são 21,3 para cada 100 mil habitantes, o que representa um aumento de 8,1%.

No total, os estados do Amapá, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal apresentaram redução na taxa de mortalidade.

Já os estados de Rondônia, Acre, Ceará, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul apresentaram um aumento na taxa de mortalidade por aids, de acordo com o Boletim Epidemiológico. Os estados do Piauí e Goiás mantiveram a mesma taxa de mortalidade entre 2014 e 2017.

No que diz respeito ao país, o Brasil chega aos 30 anos de luta contra o HIV e aids com queda no número de casos e óbitos. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

Campanha

O Ministério da Saúde lançou uma nova campanha publicitária contra a aids, que neste ano celebra as conquistas nos 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data foi instituída em 27 de outubro de 1988 pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde, cinco anos após a descoberta do vírus causador da aids, o HIV.

A campanha será veiculada a partir de 28 de novembro e, como parte das comemorações do dia 1º de dezembro, o Ministério da Saúde resgatará a confecção de colchas de retalhos, os chamados quilt, que traz mensagens de otimismo para quem vive com o vírus. O Ministério vai estender um mosaico, formado por essas colchas, em um dos gramados da Esplanada dos Ministérios. O material foi produzido por milhares de pessoas em várias partes do país que utilizaram uma plataforma digital para produzir a sua mensagem de apoio a causa.