Ninar registra mais de 30 mil atendimentos em 2017

“Minha bebê não levantava nem o pescoço. Hoje, da cintura para cima, ela é normal. A hidrocefalia não se desenvolveu. Tenho muito a agradecer”. O relato é da dona de casa Claudinete Santos do Patrocínio, de 36 anos, mãe da Maria Eduarda, de 1 ano e 7 meses, que nasceu com mielomeningocele e hidrocefalia. A criança faz acompanhamento no Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), equipamento da rede de cuidados de doenças neurológicas infantis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que tem feito o Maranhão se destacar no Brasil na assistência em saúde. Em 2017, foram 30.351 atendimentos.

O Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), que funciona no Complexo Materno-Infantil Dr. Juvêncio Mattos, em São Luís, promove a reabilitação dos pacientes com equipe multiprofissional em um espaço moderno e tecnologicamente estruturado.

Do total de consultas especializadas feitas no Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), 2.172 foram com pediatra, 1.612 com neuropediatra, 782 com geneticista, 368 com oftalmologista e 244 com cirurgião plástico, totalizando 5.178 consultas.

“O centro, assim como a Casa de Apoio Ninar, lança um atendimento resolutivo para crianças com doenças neurológicas e suas famílias. É um serviço especializado que exige atenção e sensibilidade. Com a estrutura de ponta e os profissionais dedicados, temos conseguido dar assistência para este público”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Segundo a mãe da Maria Eduarda, a luta agora é para reverter a hipotonia [diminuição do tônus muscular] da criança, trabalho que já é desenvolvido pela equipe de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Claudinete Santos do Patrocínio recebeu o diagnóstico da filha ainda aos seis meses de gestação, junto a ele, todas as informações sobre onde e como cuidar da pequena. “Quando você recebe a notícia, você se sente perdido e não sabe a quem recorrer. Fica no escuro. Mas recebi uma aula quando vim para cá. Saí mais entendida do que eu precisava fazer”, conta.

O técnico em mecânica, Eduardo Sena Sousa, pai da criança, relata que a empresa que trabalha paga um tratamento em domicílio para ela, porém o casal não abre mão de continuar com o acompanhamento multidisciplinar do centro de referência. “Achamos o tratamento aqui muito avançado. Nos dias que precisamos vir, paramos o trabalho em casa e trazemos ela”, comenta.

Assistência em saúde 

Hilmar Hortegal, diretor do Complexo Materno-Infantil Dr. Juvêncio Mattos, reforça que o centro cumpre seu papel e preenche um vazio assistencial no tratamento de doenças neurológicas infantis. “O Ninar só tem crescido desde que inaugurou. Atendemos a demanda de todo o estado e até de outros estados. O Maranhão ganhou muito com esse equipamento”, avaliou.

Entre as consultas consideradas multiprofissionais, foram feitos 25.173 atendimentos, dos quais 6.047 em fisioterapia; 5.951 em Terapia Ocupacional; 5.351 em Fonoaudiologia; 2.951 em enfermagem; 2.298 em Serviço Social; 1.324 em Psicopedagogia; e 1.251 em Psicologia. O Centro também realizou 1.224 exames de tomografia, 1.912 de audiologia e 720 eletroencefalograma (EEG).

Governo alerta para importância do diagnóstico e tratamento da hanseníase

Manchas brancas ou avermelhadas na pele com perda de sensibilidade são sinais da hanseníase, doença crônica, infectocontagiosa que atinge a pele e os nervos periféricos.

Para alertar a população da importância do diagnóstico precoce da hanseníase, o enfrentamento do estigma e da discriminação, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza, neste mês, o Janeiro Roxo, diversas ações de promoção e prevenção à doença.

A partir desta segunda-feira (15) até o dia 26 de janeiro, o Hospital Aquiles Lisboa – referência no tratamento da hanseníase da rede estadual de saúde – realizará programação voltada para ações preventivas. “O objetivo é alertar a sociedade para os sinais e sintomas da hanseníase e incentivar a procura pelos serviços de saúde; mobilizar os profissionais de saúde quanto à busca ativa de casos novos e exame de contatos, visando interromper a cadeia de transmissão de forma precoce e oportuna”, explicou o diretor da unidade de saúde, Raul Fagner da Silva.

No Hospital Aquiles Lisboa, 203 pacientes foram diagnosticados com hanseníase em 2017, 34 casos a mais se comparado com o ano anterior. Carlos foi um dos casos confirmados. Aos 30 anos, o paciente recebeu o diagnóstico positivo para a doença.

“Quando descobri que eu tinha a doença, fiquei muito abatido. Descobri as informações sobre a hanseníase durante as ações do ano passado. É preciso ter muita força para superar os problemas do corpo e da mente, mas eu vim buscar tratamento e, hoje, estou curado”, relembrou o paciente que ainda lida com as reações da doença.

Para a coordenadora do Programa de Dermatologia do Hospital Aquiles Lisboa, Priscila Martins, o caso de Carlos reflete a importância das ações informativas realizadas ao longo dos anos. “As campanhas ajudam na conscientização da população que passa a buscar os serviços de saúde. Com mais informação sobre os sintomas e sobre o tratamento e o que é a hanseníase, as pessoas começam a procurar pelo serviço oferecido, o que nos faz diagnosticar mais casos”.

Casos registrados

De acordo com o Departamento Estadual de Epidemiologia, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), somente em 2016, foram registrados 3.247 casos da doença. Destes, 314 em menores de 15 anos. Em 2017, com as ações de mobilização, 2.900 pacientes procuraram unidades de saúde para a realização dos exames.

“Após a busca ativa sempre há identificação de novos casos. Com as abordagens queremos que as pessoas despertem para a observação da pele, pois a partir da existência de algo diferente já fica o alerta. A conscientização é a melhor forma de mostrar que a doença existe, e apesar de ter diminuído o índice de 74 para 47 casos a cada 100 mil habitantes nos últimos dez anos, a taxa ainda é considerada endêmica no Maranhão”, explica a chefe do Departamento de Epidemiologia da SES, Léa Márcia Melo da Costa.

No Hospital Aquiles Lisboa, 203 pacientes realizam tratamento especificamente da hanseníase. Além da unidade, os pacientes podem buscar tratamento nas unidades básicas de saúde, e os casos mais sérios são direcionados aos centros de referência, como Hospital Aquiles Lisboa e o Centro de Saúde Genésio Rêgo, ambos do Estado.

Sobre a hanseníase

A doença infectocontagiosa é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, e que, se tratada, tem cura. A transmissão se dá pelas secreções das vias aéreas superiores e por gotículas de saliva. Embora seja uma doença basicamente cutânea, pode afetar os nervos periféricos, os olhos e, eventualmente, alguns outros órgãos.

Os principais sintomas são as manchas espalhadas pelo corpo. Outros sintomas são comprometimento dos nervos periféricos e aparecimento de caroços ou inchaço nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos.

O tratamento da hanseníase é feito por via oral, com poliquioterapia (PQT), um coquetel de antibióticos, fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde nas Unidades Básicas de Saúde sob a supervisão de médicos ou enfermeiros.

Programação do janeiro roxo
Terça-feira (16)
Palestra: Aspectos Históricos da Hanseníase e HAL
Local: Ambulatório do Hospital Aquiles Lisboa
Horário: 7h30 e 14h
Pintura em tela (Grupo de Autocuidados)
Local: Internação do Hospital Aquiles Lisboa
Horário: 9h

Quarta-feira (17)
Palestra: Aspectos Clínicos da hanseníase (mitos e verdades)
Local: CRAS da Vila Nova
Horário: 8h

Quinta-feira (18)
Palestra: Aspectos Clínicos da hanseníase (mitos e verdades)
Local: Ambulatório do Hospital Aquiles Lisboa
Horário: 7h30 e 14h

Sexta-feira (19)
Panfletagem
Local: Entrada do Anjo da Guarda
Horário: 7h30

Dia 22
Palestra: Direitos e Deveres Sociais das pessoas atingidas pela hanseníase
Local: Ambulatório do Hospital Aquiles Lisboa
Horário: 7h30 e 14h

Dia 23
Pintura em tela (Grupo de Autocuidados)
Local: Auditório Darcy Vargas
Horário: 9h

Dia 25
Ação social
Local: Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga (ACIB)
Horário: 15h

Dia 26
Cineminha
Local: Auditório Darcy Vargas
Horário: 15h

Municípios maranhenses recebem ‘Mutirão do Glaucoma’

Vinte e cinco municípios maranhenses distribuídos nas regionais de saúde de Zé Doca, Balsas e Santa Inês receberão, entre os dias 11 e 17, o Mutirão do Glaucoma. A ação do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), atenderá também em janeiro a população das regiões de São João dos Patos, Açailândia, Pedreiras e Pinheiro, alcançando sete regionais de saúde no primeiro mês do ano.

Nesta edição do Mutirão do Glaucoma, serão beneficiados os municípios de Araguanã, Maranhãozinho, Nova Olinda do Maranhão, Santa Luzia do Paruá, Zé Doca, Santa Luzia, Santa Inês, Pindaré, Monção, Igarapé do Meio, Bom Jardim, Alto Parnaíba, Balsas, Carolina, Feira Nova do Maranhão, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Nova Colinas, Riachão, Sambaíba, São Félix de Balsas, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras e Tasso Fragoso.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) já contabilizou 6.112 consultas realizadas nas Unidades Regionais de Saúde de Zé Doca, Santa Inês e em Balsas – que foi incluída no programa em outubro. Os dados são de 2017. A equipe do mutirão realiza consultas e exames e, nos casos diagnosticados de glaucoma, a SES, em parceria com o Ministério da Saúde (MS), realiza a entrega do medicamento (colírio) para o paciente.

De acordo com a secretária adjunta de Assistência à Saúde da SES, Carmem Belfort, os mutirões tem como objetivo reduzir a incidência da doença em todo o estado. “O programa tem o intuito de promover o acesso ao tratamento e disseminar mais informações para a prevenção do glaucoma. O compromisso do Governo e da Secretaria de Estado da Saúde é com o bem-estar e com a garantia dos direitos da população maranhense, especialmente a mais carente”, explicou.

A ação favorece o diagnóstico precoce do glaucoma, que pode não apresentar sintomas aparentes e, inclusive, causar cegueira irreversível. Os mutirões são voltados para atender o público em geral, incluindo os pacientes do grupo de risco – formado por pessoas acima de 40 anos, com a pressão intraocular elevada, histórico familiar de glaucoma e portadoras de doenças como diabetes, hipertensão e hipertireoidismo.

Nos atendimentos realizados nesses mutirões são realizados todos os exames necessários para o diagnóstico preciso de glaucoma, dentre eles a campimetria, que avalia, com alta precisão, falhas no campo de visão central e periférico do paciente; a tonometria, processo de medição da pressão interna do globo ocular; e o fundoscopia, exame que utiliza luz e lentes de aumento para avaliar as estruturas do fundo do olho, como vasos, retina e nervo óptico em área central.

Glaucoma
O glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro. A pressão intra-ocular elevada é um fator de risco significativo para o desenvolvimento do glaucoma, não existindo contudo uma relação direta entre um determinado valor da pressão intra-ocular e o aparecimento da doença, ou seja, enquanto uma pessoa pode desenvolver dano no nervo com pressões relativamente baixas, outra pode ter pressão intra-ocular elevada durante anos sem apresentar lesões. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

MUTIRÃO DO GLAUCOMA

REGIONAL DE BALSAS – 11 a 17/01

Dia 11/01
Carolina: Hospital Municipal de Carolina (a partir de 8h)
Riachão: Unidade Integrada Governador Luís Rocha, localizada na Praça Parsondas de Carvalho, 3, Centro (a partir de 14h)

Dia 12/01
Feira Nova do Maranhão: Unidade Mista Luso Rocha, localizada na Rua Tocantins s/n, Centro (a partir de 8h)
Balsas: Hospital Macrorregional (a partir de 14h)

Dia 13/01
Alto do Parnaíba: Hospital Municipal de Alto Parnaíba, na Av. Governador José Sarney, s/n (a partir de 8h)
Tasso Fragoso: Colégio Estadual Enéas Maia Filho, Rua Gonçalves Dias, 264, Centro (a partir de 14h)

Dia 14/01
Formosa da Serra Negra: Prédio do CAPS/UBS Cademiel, Av. Roseana Sarney, Bairro Vila Viana (a partir de 8h)
Nova Colinas: Posto de Saúde José Novato, Av. Aeroporto, Bairro Recreio (a partir de 8h)

Dia 15/01
São Pedro dos Crentes: Centro de Saúde Maria Libânia, Rua Jerusalém, s/n, Praça da Independência (a partir de 8h)
Fortaleza dos Nogueiras: Unidade de Saúde José Novato, Av. Aeroporto, Bairro Recreio (a partir de 14h)

Dia 16/01
Sambaíba: Unidade de Saúde Josefa Brito, Bairro Vila Tião (a partir de 8h)
São Raimundo das Mangabeiras: UBS Alice Farias, posto da Vila Cardoso (a partir de 14h)

Dia 17/01
Loreto: Secretaria Municipal de Saúde, Praça Barão do Rio Branco, Centro (a partir de 8h)
São Félix: UBS José Piauí, Rua Tito Martins (a partir de 14h)

REGIONAL DE SANTA INÊS – 12 a 14/01
Dia 12/01
Santa Luzia do Tide: Centro de Especialidades Médicas Jonas Neres, Av. Nagib Haickel, s/n, Centro (a partir de 8h)
Bom Jardim: UBS do Alto dos Praxedes, próx. à escola Dinari Feitosa (a partir de 14h)

Dia 13/01
Santa Inês: Centro de Saúde Dr. Djalma Marques (a partir de 8h)
Pindaré-Mirim: Hospital e Maternidade José Sarney, Av. Elias Haickel, 21, Centro (a partir de 14h)

Dia 14/01
Monção: Posto de Saúde do Bairro de Fátima (a partir de 8h)
Igarapé do Meio: Posto de Saúde São Marcos (a partir de 14h)

REGIONAL DE ZÉ DOCA – 12 a 14/01

Dia 12/01
Zé Doca: Centro de Saúde Dr. Luís Henrique Polary, ao lado da delegacia (a partir de 8h)
Araguanã: Posto de Saúde de Araguanã (SESP), Rua da Assembleia, 51, Centro (a partir de 14h)

Dia 13/01
Nova Olinda do Maranhão: Centro de Saúde 2, antigo SESP, Rua do SESP, s/n, Centro (a partir de 8h)
Santa Luzia do Paruá: Centro de Saúde Antônia Fontes Câmara, Av. Prof. João Moraes de Sousa, Centro, ao lado do Paraíba (a partir de 14h)

Dia 14/01
Maranhãozinho: Hospital Municipal Raimundo Sousa Lima, Rua 1º de novembro, s/n, Centro (a partir de 8h)

Governador em exercício vistoria instalações de novo serviço odontológico e gratuito do Maranhão

Com previsão de inauguração para os primeiros meses deste ano, a Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão – Sorrir foi vistoriada nesta sexta-feira (5) pelo governador em exercício, Carlos Brandão. Ele conheceu as instalações que atenderão cerca de 10 mil maranhenses por mês, sendo uma média de 600 por dia, oferecendo tratamentos como canal, implantes de próteses dentárias, entre outras, ainda não oferecidas na rede pública estadual.

“Acima de tudo é dignidade, cidadania para as pessoas que precisam e não tem dinheiro para contratar esse serviço”, afirmou Brandão, que também destacou o esforço do Governo. “Na situação do estado hoje, é difícil fazer, mas é muito importante. É o maior centro do Nordeste, é o segundo maior do Brasil e com certeza vai avançar para outros municípios”, concluiu.

O centro vai mudar a realidade dos maranhenses na área odontológica, ao oferecer atendimento especializado e atuar como referência estadual para o diagnóstico precoce do câncer bucal. As obras já estão 98% concluídas e a previsão de entrega é para o primeiro trimestre deste ano.

“Quem chegar aqui vai ter acesso a 17 gabinetes, funcionando 12 horas por dia, todos ao mesmo tempo. Vai ter tratamento desde o convencional, até o tratamento do canal, ou mesmo de uma prótese, inclusive tratamento pediátrico”, informou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Ele também comentou o avanço que a clínica vai representar para o estado: “Há um grande represamento de pessoas que precisam de serviços odontológicos e não tem acesso por conta dessa falha de prestação de serviço em todos esses anos. A ideia é que seja o primeiro Sorrir, para avaliarmos o funcionamento e que dele vá se expandindo também para o interior do estado”, completou Carlos Lula.

A clínica vai oferecer serviços especializados em áreas como periodontia especializada, cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros, endodontia, atendimento a portadores de necessidades especiais e odontopediatria. São 17 gabinetes de atendimento odontológico, salas de raio-X e tomografia.

O novo equipamento funcionará ao lado da Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (Feme), em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande.

Casa de Apoio Ninar realiza exame de retinografia em crianças com microcefalia

A Casa de Apoio Ninar, ligada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), está realizando um exame especial de retinografia em crianças com microcefalia cujas mães contraíram o Zika Vírus na gravidez.

O aparelho retinógrafo, segundo do Nordeste do tipo, pertence à Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e foi adquirido para ser usado em uma pesquisa em saúde pública sobre a Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZv).

O equipamento ficará na Casa de Apoio por tempo indeterminado. “A parceria com a UFMA nos permite unir a pesquisa à assistência. Ele serve para documentar as alterações oftalmológicas em crianças com SCZv. Contudo, seu uso também foi aberto para todas as outras síndromes ou patologias do sistema nervoso”, destacou a diretora da Casa de Apoio Ninar, Patrícia Sousa, neuropediatra que também integra a equipe de pesquisadores que estuda a SCZv na universidade federal.

Elaine de Paula Fiod Costa, oftalmologista da Casa de Apoio Ninar e especialista em retina, explica que de 40% a 50% das crianças com microcefalia, independente da causa, apresentam lesões na retina e nervo óptico, que, por sua vez, podem resultar na diminuição da visão ou até mesmo em cegueira. Em pacientes com SCZv, o número aumenta para cerca de 55%.

O exame é um registro fotográfico do fundo de olho da criança, no qual são avaliados nervo ótico e retina. O retinógrafo usado na Casa de Apoio Ninar tem um campo de visão de 130 graus, maior, inclusive, que muitos equipamentos para adultos.

“Diferente dos adultos, que ficam parados olhando para um foco, as crianças são menos colaborativas. Por isso, ele é específico para as crianças. Ele faz um filme e, baseado nele, conseguimos as fotos que precisamos para a análise”, explicou Elaine de Paula Fiod Costa.

Até agora, cerca de 40 exames foram feitos. Um deles foi em Raellen Rocha dos Santos, de 1 ano e 11 meses, natural de São Benedito do Rio Preto. Para a mãe da criança, Ranielle de Sousa, o exame disponível na Casa de Apoio Ninar pode ajudar no tratamento da filha. “Sabendo diagnosticar cedo, tem como tratar precocemente essas lesões. E isso tem um resultado muito grande no desenvolvimento da criança”, afirmou.

Segundo Patrícia Sousa, uma das preocupações dos pesquisadores é que a SCZv não seja uma doença estática, mas sim progressiva. “Com a documentação das imagens, poderemos acompanhar a evolução ou não das lesões e, com isso, antecipar a assistência”, reforçou.

Número de leitos sobe 42% no Maranhão em comparação com 2014, aponta Governo

Desde 2015, o Maranhão vem aumentando progressivamente o número de leitos na rede pública estadual. Em três anos, a quantidade de leitos passou de 1.862 para 2.636, um salto de 42%, de acordo com o DATASUS, do Ministério da Saúde.

Isso só foi possível por causa da abertura de grandes hospitais espalhados pelo Maranhão. Entre eles, são seis macrorregionais. Esse tipo de hospital oferece atendimento de alta complexidade – ou seja, consegue fazer tratamentos, serviços e cirurgias considerados difíceis.

Antes de 2015, os maranhenses tinham que se deslocar para a capital a fim de conseguir atendimentos assim. Agora, a necessidade de viagens foi reduzida significativamente.

Esses seis hospitais macrorregionais atendem uma população de cerca de 140 cidades no Estado. São mais de 500 leitos nessas unidades, que já fizeram milhões de atendimentos.

Os hospitais são o Regional de Balsas; o Tomás Martins, em Santa Inês; o Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias; o Dra. Laura Vasconcelos, em Bacabal; o Drª Ruth Noleto, em Imperatriz; e o Dr. Jackson Lago, em Pinheiro.

“Expandir os serviços de saúde por todo o estado para garantir o acesso ao atendimento especializado perto da casa das pessoas. Este é o legado que estamos a construir para o povo do Maranhão ao longo desses anos. Superamos atrasos históricos para assegurar que vidas sejam salvas”, diz o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Mais leitos na capital

O aumento dos leitos também se deve aos investimentos na Grande São Luís. Um dos principais destaques é o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, na capital. A unidade quintuplicou a capacidade de cirurgias da rede estadual em São Luís, chegando a 400 por mês.

São mais de 300 profissionais que têm à disposição equipamentos de alta tecnologia para fazer cirurgias de alta complexidade. O HTO vem fazendo procedimentos difíceis como alongamento ósseo e implante de próteses articulares.

Com o HTO, o Maranhão passou a ter um hospital exclusivo para o tratamento do câncer. Antes, o antigo Hospital Geral também fazia atendimento ortopédico. Agora, tornou-se efetivamente o Hospital do Câncer.

E em dezembro de 2017, a capital também recebeu uma Casa de Apoio para os pacientes e suas famílias, vizinha ao hospital.

Pioneirismo

São Luís também passou a abrigar uma iniciativa pioneira em todo o país. Trata-se do Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças – ou simplesmente Ninar, como é conhecido. O local é voltado para crianças com problemas de neurodesenvolvimento.

Depois, veio a Casa de Apoio Ninar, também na capital e que funciona na antiga Casa de Veraneio, devolvendo à população um importante prédio público que era usado para festas para poucos antes de 2015.

Centros e especialidades

O Maranhão também deu um salto de qualidade na área de doação de órgãos. Em 2017, foi inaugurada a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Maranhão. A central passou a ser de responsabilidade do Estado para capacitar ainda mais as equipes de saúde, ampliar os serviços e dobrar por todo o Maranhão o número de notificações de doadores em potencial.

Desde 2015, o apoio do poder público estadual tem contribuído para um aumento no número de doadores efetivos, que subiu de 0,3 para 2,6 por milhão de pessoas.

Inaugurado em 2017 na capital, o Centro de atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro do Autista (TEA) é outra inovação importante. Com foco nas crianças e nos adolescentes, o novo ambiente tem atendimento personalizado e contínuo, todos os dias da semana, com equipe técnica de referência.

Imperatriz

Segunda maior cidade do Maranhão, Imperatriz concentrou boa parte dos esforços da Saúde estadual desde 2015. Além do Hospital Macrorregional, a cidade recebeu outros serviços inéditos.

É o caso da Unidade de Oncologia Pediátrica, uma parceria com o Hospital São Rafael para tratar crianças que enfrentam o câncer e antes tinham que viajar para ser atendidas. A unidade tem 12 leitos para oncologia pediátrica clínica, cinco para a cirúrgica e dois leitos de UTI. A capacidade instalada é de 54 atendimentos por mês nos leitos clínicos e 25 no cirúrgico.

Entregue em 2016, a Casa da Gestante garante a aproximação entre mãe e bebê em momentos difíceis. As mães têm um teto garantido enquanto aguardam a alta dos filhos que precisam de internação hospitalar após o parto.

O Governo do Maranhão também equipou a UPA do bairro São José, além de custear a unidade. E houve investimento na reforma e na modernização do Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz.

Ambulâncias

O Maranhão tem atualmente o maior programa de entrega de ambulâncias na história do estado. Até agora foram 132 veículos entregues para melhorar a rede de saúde dos municípios. A meta é chegar a todas as 217 cidades do Maranhão.

Com investimento de R$ 160 mil por cada unidade entregue, o equipamento pode ser utilizado como unidade básica ou Unidade de Suporte Avançado (USA). E dispõem de estrutura adequada para o transporte de pacientes e contam com duas macas, duas pranchas, um umidificador, cadeira de rodas, cilindro e bala de transporte para oxigênio.

Campanha Parto Adequado irá reduzir cesarianas desnecessárias

Com 136 maternidades participantes, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia em janeiro a segunda etapa da Campanha Parto Adequado. A meta é reduzir o número de cesarianas desnecessárias, ou seja, que não tenham indicação clínica e sejam feitas apenas por conveniência das partes envolvidas, podendo, inclusive, causar prejuízos à saúde do bebê. No ano passado, 35 maternidades fizeram parte da primeira fase da campanha.

O projeto é desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement. Sessenta e oito operadoras de planos de saúde manifestaram interesse em apoiar o projeto.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, no período de festas de fim de ano, o problema das cesarianas desnecessárias agrava-se um pouco. “Por conta das festas, a tendência é haver uma antecipação da data do parto, e o agendamento em períodos que variam entre uma a duas semanas da data adequada para que o parto fosse realizado.”

Rodrigo Aguiar disse que a antecipação do parto pode causar consequências negativas para a saúde da mãe e, principalmente, do bebê. Entre os problemas mais frequentes, o médico destacou as complicações respiratórias, considerando que o recém-nascido não está com o sistema respiratório amadurecido o suficiente para lidar com o mundo exterior.

Por causa disso, aumenta a incidência de internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, o que afasta o bebê da mãe nos primeiros dias de vida. “Só essas duas consequências já são suficientes para a gente desincentivar essa prática”, disse o diretor da ANS.

Quando o parto ocorre de forma natural, há uma série de benefícios para o bebê. Além da relação mais aproximada que já se estabelece com a mãe, Rodrigo Aguiar ressaltou que existe uma indução muito maior ao aleitamento materno. “A mãe produz melhor o leite, e o bebê recebe, aceita e absorve melhor aquele leite”.

A criança nascida de parto normal consegue também se preparar melhor para se adaptar ao mundo externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis, acrescentou o médico. Ele lembrou que há ainda uma recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.

Dados

Na primeira fase da campanha, denominada fase “piloto”, os hospitais participantes conseguiram evitar a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias. O número de partos normais cresceu 76%, ou o equivalente a 16 pontos percentuais, passando de 21%, em 2014, para 37%, em 2016.

Ocorreram avanços também em outros indicadores de saúde, disse Rodrigo Aguiar. Ele citou a redução do número de entradas em UTI neonatal em 14 dos 35 hospitais que participaram da campanha – as internações as passaram de 86 por mil nascidos vivos para 69 por mil nascidos vivos.

Com a adesão de mais maternidades ao projeto, Aguiar espera “resultados bem mais significativos” na segunda fase. Ele informou que, no momento, os hospitais que aderiram à campanha estão passando por uma aprendizagem presencial, em que são treinados para melhor organizar sua estrutura de parto para que eles se deem de forma natural. “Acreditamos que, até o final do ano [de 2018], consiga apresentar os resultados”.

De Agência Brasil.

Socorrão II recebe reconhecimento federal por investimentos em Segurança do Paciente

O Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II), da Prefeitura de São Luís, é um dos hospitais brasileiros a ser beneficiado com o projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, do Governo Federal. Pelo projeto, a unidade de saúde receberá assessoria especial do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

A escolha, realizada pelo Ministério da Saúde, é o reconhecimento de um trabalho que vem sendo implementado na unidade de saúde pelos núcleos de Segurança do Paciente e de Acesso à Qualidade Hospitalar.

O trabalho das equipes visa ao desenvolvimento de ações e medidas que fortaleçam a cultura de segurança na unidade de saúde, a fim de evitar infecções e outros riscos ao paciente. Entre as iniciativas, está a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital; e a implantação de protocolos como os de Prevenção de Queda, de Cirurgia Segura, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura. O trabalho inclui a execução de um plano de ações estratégicas, com atividades como a campanha de higienização das mãos, além de palestras e outras ações que serão intensificadas na unidade de saúde.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, enfatizou os investimentos da gestão do prefeito Edivaldo nessa área. “A segurança do paciente é um requisito indispensável no processo de cuidados em saúde, porque através dela se pode reduzir o tempo de hospitalização, diminuir complicações no quadro e até evitar morte. Por isso, a Prefeitura está capacitando os profissionais da saúde para o cumprimento dos protocolos, e realização de ações que contribuam para eliminar os riscos”, destacou o secretário.

“Esse é o reconhecimento de um trabalho. Essa questão da segurança depende da qualidade dos processos de trabalho. Focar nas pessoas e nos processos é o que tem feito a grande diferença. A gente já percebe uma mudança na cultura de segurança no hospital, que é transversal a todos os processos de trabalho, pois a ideia é fazer, através dessas ações, com que todos os profissionais se sintam responsáveis pela segurança do paciente”, ressaltou a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente, Érica Brandão.

PROJETO

As ações do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” contam com a orientação de uma das seis unidades de saúde brasileiras consideradas de excelência, o Hospital Sírio-Libanês, que adota a metodologia Institute for Healthcare Improvement (IHI) para a melhoria do cuidado. O projeto foca especialmente na prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Uma das principais metas é reduzir as IRAS em 50%.

O Hospital Socorrão II se compromete, entre outras ações, a assegurar a implementação dos pacotes de intervenções propostos no projeto colaborativo, que diz respeito a iniciativas para redução de casos de pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção primária da corrente sanguínea associada a cateter venoso central e a infecção de trato urinário associado a cateter vesical de demora.

“As ações relacionadas ao projeto focam principalmente nos processos de trabalho, ou seja, na forma como é executada a assistência ao paciente, visando principalmente à prevenção dessas infecções. Trabalhando essa prevenção, reduzimos a necessidade do uso de antibióticos, minimizando os custos do hospital. Então, além de benefícios para o paciente, também favorece a gestão”, acrescentou a coordenadora do Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar, Manuela Dias.

SAIBA MAIS

Pelo reconhecimento do trabalho realizado no Socorrão II, as coordenadoras dos núcleos de Segurança do Paciente e de Acesso à Qualidade Hospitalar, Érica Brandão e Manuela Dias, respectivamente, foram convidadas para integrar a equipe de membros fundadores da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP). A sociedade conta com a participação de representantes da área de instituições públicas e privadas que contribuíram com a elaboração do estatuto da organização.

De Agência São Luís.

Presidente do TJMA garante aumento no valor dos auxílios saúde e alimentação de servidores

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, garantiu aumento no valor mensal referente aos auxílios saúde e alimentação dos servidores do Poder Judiciário do Maranhão.

O valor do auxílio-saúde passará a ser de R$ 365,00 (trezentos e sessenta e cinco reais); e do auxílio-alimentação será de R$ 885,00 (oitocentos e oitenta e cinco reais), com efeito a partir de dia 1º de janeiro de 2018.

O desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos destacou que a medida é um reconhecimento do Tribunal de Justiça do Maranhão ao trabalho sério e comprometido desenvolvido pelos servidores da Justiça estadual.

“A dedicação dos servidores no labor diário tem engrandecido o Poder Judiciário. Nesse sentido, nada mais justo que garantir esse incentivo como reconhecimento ao importante papel que eles exercem na prestação de serviços à Justiça e à sociedade maranhense”, ressaltou o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

A medida considerou a desvalorização da moeda para custeio do pagamento de alimentação e saúde, frente a elevação corrente de preços praticados nos restaurantes, supermercados e afins; e a necessidade de preservar os vencimentos dos servidores para manutenção das despesas com saúde e alimentação, conforme a disponibilidade orçamentária do TJMA.

O auxílio-saúde será o valor desembolsado pelo beneficiário para o pagamento de suas despesas e de seus dependentes com plano privado de assistência à saúde, limitado a R$ 365,00 conforme a Resolução Nº 64/2008.

O auxílio-alimentação será concedido a todos os servidores civis ativos dos quadros de pessoal do Poder Judiciário, independentemente da jornada de trabalho, desde que efetivamente em exercício nas atividades do cargo, destinado a subsidiar as despesas com a refeição do servidor, conforme a Resolução Nº 65/2008.

Maternidade Benedito Leite fortalece rede de transplante de medula no Brasil

A Maternidade Benedito Leite, em São Luís, ligada à Secretaria de Estado da Saúde, está fortalecendo a rede nacional de doadores e transplante de medula óssea. A unidade recebeu um posto de coleta de células do cordão umbilical do Centro de Processamento Celular, que beneficia pessoas que necessitam de um transplante em todo o país. A mais nova divisão de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) foi inaugurada no dia 15 deste mês, no Centro de Hematologia do Maranhão (Hemomar).

“Contribuir para ampliar o alcance dos bancos públicos de sangue de cordão umbilical, aumentando as chances de cura dos brasileiros que precisam de um transplante, é um passo importante para o Estado”, comentou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

A unidade, destaque pelo atendimento humanizado às gestantes, bebês e puérperas, é a única referenciada no Maranhão para a coleta do material celular que servirá ao Registro de Unidades de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Renacord), relacionado diretamente ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

“O Centro de Processamento Celular vai receber o material colhido na Maternidade Benedito Leite, fazer o processamento para saber se tem quantidade e qualidade, preparar para ser colocado sob criogenia, congelar e armazenar”, destacou o diretor geral do Centro de Processamento Celular, Marcelo Arruda.

A escolha da Maternidade Benedito Leite levou em consideração o perfil do local.  “A Benedito leite é uma maternidade de baixo risco e tem cerca de 70% dos partos normais, o que a deixa com perfil perfeito para ser unidade coletora”, frisou Marcelo Valente.

Para o diretor geral da Maternidade Benedito Leite, Hilmar Hortegal, a escolha da maternidade reflete o trabalho de excelência que a unidade presta, garantindo mais um serviço que vai unir as mães maranhenses ao país todo. “É mais um serviço que oferecemos à população, o posto de coleta para mães que quiserem ser doadoras e, assim, contribuir com a cura de outras pessoas”, comentou.

Armazenamento

Segundo Marcelo Arruda, o Centro de Processamento Celular pode armazenar células da medula óssea, as chamadas células progenitoras do sangue, que possuem três origens: cordão umbilical, sangue periférico e medula óssea. Em um primeiro momento, apenas aquelas provenientes da placenta e cordão serão coletadas.

O posto de coleta está instalado dentro do ambiente pré-parto. As gestantes da maternidade vão passar por uma triagem para ver se possuem perfil para doar. Existem critérios que habilitam ou não a doação. “A doação é voluntária, gratuita e altruísta. Não há remuneração, nenhum tipo de coerção ou obrigatoriedade em doar”, comentou Marcelo Arruda.

Primeiro, a gestante é convidada a fazer a doação, assina um termo de consentimento no pré-parto. Para então ser encaminhada para uma entrevista com uma enfermeira obstetra, dedicada ao processo de coleta de cordão.

“Quando a placenta é removida, ela é levada para dentro do centro de coleta, onde é feita a pulsão do cordão e coletado o material, que é colocado em uma bolsa semelhante à de doação de sangue. Em seguida, ela é enviada para o Centro de Processamento para ser analisada e congelada, se tiver qualidade”, explicou Marcelo Arruda.

O posto na Maternidade Benedito Leite funciona em uma sala com bancada, sistema de informática, equipamentos de coleta, insumos e geladeira de sangue, própria para esse tipo de armazenamento.

Centro de Processamento Celular

O Centro de Processamento Celular compõe a Rede BrasilCord, que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP). O objetivo é armazenar amostras de sangue de cordão umbilical, material rico em células-tronco hematopoéticas (capazes de produzir os elementos fundamentais do sangue), essenciais para o transplante de medula óssea.

Em São Luís, o centro tem capacidade de armazenamento de 3.623 cordões. “O sangue do cordão umbilical fica armazenado por tempo indeterminado, fica congelado a -196°C. Tem estudos que apontam cordões sendo descongelados depois de 15 anos e viáveis”, ressaltou Marcelo Arruda, diretor geral do Centro.

A função é células progenitoras do sangue para transplante de medula óssea. “O conceito de armazenar células para posteridade é de bancos privados. O material disponível no banco público fica disponível para toda população do Brasil que necessite de transplante”, frisou.

O Centro de Processamento Celular – RedeBrasil Cord é uma unidade ligada diretamente ao Centro de Transplante de Medula Óssea (Cemo), do Ministério da Saúde. A construção foi custeada com recursos do BNDS, o projeto e execução é da Fundação do Câncer.

A maternidade

A Maternidade Benedito Leite é reconhecida pelo atendimento humanizado dos profissionais de saúde e, ainda, a assistência oferecida aos acompanhantes. O local realiza o Teste do Coraçãozinho, que permite detectar precocemente se o recém-nascido apresenta cardiopatia congênita; o Teste do Pezinho, que pode identificar doenças como hipotireoidismo congênito, entre outras; e o teste da orelhinha, que é feito no primeiro mês de nascimento da criança e o teste do olhinho.

A unidade conta com o projeto Primeiro Olhar, fotos do bebê em um ensaio fotográfico realizado por um fotógrafo profissional, o Projeto Pequeno Maranhense que estimula a realização do pré-natal na atenção básica e oferece orientações sobre gestação, parto e pós-parto para mulheres. A unidade possui também um Posto Avançado de Registro Civil de Nascimento.

De Secap.