Tiago Bardal deixa prisão após pagar fiança na Cidade Operária

O ex-titular da Superintendência de Investigação Criminal (SEIC) do Estado, delegado Tiago Bardal, deixou a prisão na Cidade Operária após pagar fiança de R$ 30mil, nesta sexta-feira (24). Ele saiu por volta das 19h acompanhado de seu advogado, Aldenor Filho.

O valor da fiança foi estipulado pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, em virtude da revogação de mandado de prisão preventiva referente ao esquema de contrabando do qual é acusado de participar.

Bardal foi preso em uma operação de combate ao contrabando, acusado de integrar uma milícia que estocava bebidas, cigarros e armas, em São Luís. Em um outro processo, Bardal é acusado de extorsão contra um comerciante.

Relembre os casos:

Desembargador nega habeas corpus a Tiago Bardal, ex-Seic

Justiça determina prisão de Tiago Bardal por novos crimes

Tiago Bardal deve depor sobre suposto desaparecimento de carga e extorsão

Celular e notebook são encontrados na cela de Tiago Bardal, ex-Seic

Com informações de Jornal Pequeno.

Bardal tem prisão preventiva revogada por desembargador

O ex-delegado da Superintendencia de Investigações Criminais (SEIC) Tiago Bardal, preso sob acusação de integrar uma milicia de contrabandistas, teve sua prisão preventiva revogada pelo desembargador Josemar Lopes Santos.

Bardal já havia sido beneficiado com revogação de sua prisão no mês de abril por um juiz federal, mas continuou preso por responder à outra acusação, a de extorsão de um comerciante que vendia produtos ilegais.

Bardal terá, entretanto, que se apresentar regularmente à partir do mês de junho para informar e justificar suas atividades, não poderá se ausentar de São Luís ou manter contato com outros investigados.

Ele continuará afastado de suas funções na Polícia Civil.

Prisão preventiva de Bardal e mais sete é revogada

Foi revogada, nesta segunda-feira (30), pela Justiça Federal, as prisões de 8 dos envolvidos na máfia do contrabando de bebidas, armas e cigarros no Maranhão.

Entre eles, o ex-superintendente da Secretaria de Investigações Criminais (Seic) é o único que não será solto por estar cumprindo prisão no âmbito estadual por um caso de contrabando em Viana.

O ex-vice prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia.
Delegado Tiago Mattos Bardal.
Coronel Reinaldo Elias Francalanci.
Soldado Fernando Paiva Moraes Junior .
Major Luciano Fabio Farias Rangel.
Sargento Joaquim Pereira de Carvalho Filho.
Além de Galdino do Livramento Santos e Evandro da Costa Araújo.

O juiz Luiz Régis Bomfim Filho fixou algumas condições aos envolvidos no processo para que possam sair da cadeia:

  • Com exceção de Galdino do Livramento e Evandro da Costa, a liberdade só será concedida após o pagamento de fiança. O ex-vice prefeito Rogério Sousa, o delegado Tiago Matos Bardal, o major Luciano Rangel e o sargento Joaquim Pereira deverão pagar o valor de 30 mil reais. Já o soldado Fernando Paiva e o coronel Francalanci o pagamento será de 15 mil.
  • Eles terão que se recolher em domicílio no período noturno e nos finais de semanas.
  • Com exceção de Galdino do Livramento e Evandro da Costa, todos os outros deverão ser monitorados com tornozeleira eletrônica.
  • Terão que comparecer periodicamente em juízo para informar e justificar atividades. No caso de Rogério Garcia, delegado Tiago Bardal, coronel Francalanci, major Rangel e do sargento Joaquim Pereira, o comparecimento deve ocorrer duas vezes ao mês. Para o soldado Fernando Paiva será mensal, enquanto para Galdino do Livramento e Evandro da Costa será trimestral.
  • Deverão comunicar ao Juízo sobre mudança de endereço ou ausência da residência, por mais de 15 dias.
  • Estão proibidos de manter contato com os demais denunciados e/ou eventuais investigados que tenham relação com os fatos delitivos em apuração.
  • Estão proibidos de ter acesso e/ou frequência no sítio localizado no Quebra Pote, em São Luís, onde um grupo foi flagrado em posse em posse de armas, bebidas alcoólicas e cigarros contrabandeados. A operação foi realizada pela Polícia Militar na madrugada do dia 21 de fevereiro.
  • Além disso, o delegado Bardal, o coronel Francalanci, o soldado Fernando Paiva , o major Luciano Rangel e o soldado Joaquim Pereira, deverão ter o exercício da função pública suspenso.

Foi mantida a liberdade provisória de José Carlos Gonçalves, Aroudo João Padilha Martins, Edmilson Silva Macedo e Rodrigo Santana Mendes, e o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo – que foi encontrado junto com o delegado Tiago Bardal próximo a um porto privado que servia para receber as mercadorias contrabandeadas, segundo a SSP.

Com informações do G1.

Desembargador nega habeas corpus a Tiago Bardal, ex-Seic

O desembargador José Jorge Figueiredo dos Anjos, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), negou o habeas corpus, com pedido de Tutela da Evidência, impetrado em favor de Tiago Bardal, contra ato do juiz da 3ª Vara Criminal da Capital, José Gonçalo de Sousa Filho.

O Juiz José Gonçalo de Sousa decretou a prisão preventiva do delegado por entender que, em liberdade, Bardal poderia intimidar testemunhas, destruir provas e causar embaraços ao regular seguimento do processo.

O desembargador José Jorge afirmou não ter identificado qualquer ilegalidade na prisão cautelar que ampare o pedido de habeas corpus, mantendo, assim, a decisão que decretou a custódia preventiva do delegado Tiago Bardal.

Defesa

No pedido de habeas corpus, a defesa de Tiago Bardal alegou que a prisão preventiva se deu em razão de um fato ocorrido há mais de um ano, sendo antigo para justificar o decreto de prisão. Também argumentou que o delito é insuscetível de preventiva, sendo este inferior a quatro anos, e que a possibilidade de repetição do crime de peculato é anulado com o afastamento da função.

Sustentou também que o impetrado é absolutamente incompetente e que os crimes imputados têm conexão probatória com outros a cargo da Justiça Federal. Apontou que a preventiva é excessiva, pois a soma das penas mínimas determinadas aos crimes (prevaricação e peculato) não ultrapassa os três anos, a ensejar a substituição da pena corporal por restritiva de direito. Assevera que a dosimetria virtual das penas a serem impostas revela que o regime inicial seria semiaberto e que existe interesse afetivo dos menores filhos do delegado, que estaria custodiado em local e condições inadequadas.

Análise

Contudo, os argumentos da defesa não convenceram o desembargador José Jorge Figueiredo, que após leitura da documentação sobre a participação do delegado em associação criminosa, observou que o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital declinou da competência para a Justiça Federal, tendo a 1ª Vara Federal, no dia 2 deste mês, decidido pela manutenção da prisão preventiva do delegado, por entender subsistir os motivos que ensejaram sua decretação.

Ao analisar a decisão que decretou a prisão preventiva, o desembargador José Jorge Figueiredo dos Anjos verificou que a mesma atende todos os requisitos especificados em lei, encontrando-se devidamente fundamentada, levando em consideração prova da existência do crime e indícios de autoria, não restando dúvida ao juiz de base de que em liberdade, o delegado poderia perturbar a ordem e a segurança pública com a intimidação de testemunhas, destruição de provas e embaraços ao regular seguimento do processo.

No entendimento do desembargador, o decreto de prisão preventiva do delegado se revestiu das formalidades legais, razão pela qual inexiste o alegado constrangimento ilegal que leve à revogação da prisão preventiva decretada, restando também afastada a possibilidade de aplicação de medida cautelar menos gravosa.

Em relação à afirmação de que existe interesse afetivo dos menores filhos do delegado, o desembargador enfatizou que a defesa não comprovou que o delegado é imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de seis anos de idade ou com deficiência, nem que é o único responsável pelos cuidados dos filhos menores de doze anos, argumentando apenas a questão afetiva com base na Regra de Bangkok, o que se mostra insuficiente, tendo em vista que o princípio básico da referida regra é a necessidade de considerar as distintas necessidades das mulheres presas, o que não é o caso do delegado Tiago Bardal.

Justiça determina prisão de Tiago Bardal por novos crimes

A Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor), representou pela Prisão Preventiva do Delegado Tiago Matos Bardal, que fora deferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de São Luís. A Representação da prisão do delegado Tiago Bardal, realizada pelos delegados da Seccor, com parecer favorável do Ministério Público. A nova prisão ocorreu por conta de uma carga de cigarros apreendida no município de Viana, sendo que a carga se encontra desaparecida e o inquérito não fora remetido à Justiça.

De acordo com a equipe de delegados da Seccor, as investigações levaram os policiais a descobrirem, que o delegado do município de Viana, após realizar uma apreensão no citado município em 2016, realizara a prisão e a apreensão de um veículo Fiat Ducato, onde a mesma continha uma carga de cigarros. Neste interim, o Delegado Tiago Bardal ligou para o regional de Viana, e determinou, que o delegado não autuasse o acusado, identificado por Egildo Silva Campos. O delegado Tiago Bardal, orientou ainda, que o veículo fosse devolvido ao próprio acusado, o Egildo Silva Campos e que a carga de cigarros fosse levada para a SEIC, onde o próprio delegado a recebeu.

Crimes de Peculato e Prevaricação

No ano de 2017, o próprio Delegado Tiago Bardal, recebeu na Seic, de forma pessoal, 43 caixas de cigarros. As peças cartoriais estavam de certa forma, escondidos em seu gabinete, os quais foram encontrados após o ex-superintendente ter sido exonerado do cargo, como superintendente da SEIC. Após a saída do Delegado Tiago Bardal, à frente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), a delegada Nilmar da Gama, nova superintendente da Seic, após uma checagem nas dependências da mesma, encontrou peças soltas do procedimento policial, referente ao caso da apreensão das 43 caixas de cigarros, onde o Delegado Tiago Bardal, não teria encaminhado para a Justiça.

Em contrapartida, a carga apreendida fora dada como não encontrada, e ou com destino ignorado. O Delegado Tiago Bardal está sendo inquirido para responder pelos crimes de“Peculato e Prevaricação”,de acordo com o Art. 312 e 319, do Código Processo Penal Brasileiro.

Outras investigações

No dia 12 de abril, o Ministério Público do Maranhão pediu à Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) a abertura de uma nova investigação contra o ex-superintendente da SEIC, delegado Tiago Bardal. Em 2016, três presos que foram autuados por formação criminosa apontaram que Bardal e outro policial receberam um alto valor em dinheiro para liberar investigados. A solicitação foi encaminhada à SSP-MA, para as devidas providências.

O delegado Tiago Bardal já está sendo investigado em dois casos de contrabando, sendo o primeiro deles relacionado à Operação Combate à Corrupção. Ele foi encontrado por uma patrulha da Polícia Militar (PM) em estrada onde atuava a organização criminosa que estava sendo investigada na operação.

Após a repercussão desse caso, ele foi exonerado do seu cargo na Seic e, em março deste ano, foi decretada a sua prisão preventiva.

No fim do mesmo mês, foi então divulgada uma nova investigação, sobre a suposta participação de Tiago Bardal em outro esquema de contrabando, em agosto de 2017. Uma carga apreendida, que não teve destino revelado, teria sido interceptada pelo delegado e de acordo com informações da polícia, o proprietário chegou a ser extorquido por ele, que teria cobrado R$ 100 mil para um ‘acordo’.

Bardal teria recebido R$ 240 mil para libertar assaltantes de bancos, diz site

Mais um caso de corrupção envolvendo o ex-superintendente da Seic no Maranhão, Tiago Bardal, vem à tona. Ele teria recebido R$ 240 mil para libertar assaltantes de bancos, em Imperatriz.

Segundo Blog do Domingos Costa, o caso teria ocorrido em 11 de janeiro de 2016, quando a Seic prendeu um grupo especializado em assaltos a bancos no Maranhão. À época foi apreendido junto com a quadrinha armamento pesado, dinheiro queimado de explosão, documentos falsos, roupas e maconha.

Segundo reportagem, durante o andamento do processo, três acusados declararam em interrogatórios ao Ministério Público que Bardal, então à frente da Seic, junto com outros policiais, teria recebido a quantia para liberar os demais do bando.

O MP teria entendido que a acusação seria apenas uma estratégia da defesa dos assaltantes, e não deu importância. Agora, o MP pediu à Secretaria de Segurança Pública que abra investigação para apurar a denúncia.

Justiça Federal recebe denúncia contra quadrilha de contrabando no Maranhão

A Justiça Federal recebeu do Ministério Público Federal as denúncias sobre a suposta quadrilha de contrabandistas de armas, cigarros e bebidas no Maranhão e que conta com a participação de policiais da alta cúpula da segurança pública do estado.

Foram recebidas as denúncias contra o delegado Tiago Bardal, o coronel Reinaldo Francalanci e o major Luciano Rangel, além do ex-vice prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia, que é apontado como chefe de um esquema de contrabando de cigarros e bebidas. Até o momento, todos estão presos. Também foram recebidas as denúncias contra:

  • José Carlos Gonçalves
  • Joaquim Pereira de Carvalho Filho
  • Fernando Paiva Moraes Junior
  • Aroudo João Padilha Martins
  • Ricardo Jefferson Muniz Belo
  • Edmilson Silva Macedo
  • Galdino do Livramento Santos
  • Evandro da Costa Araújo
  • Rodrigo Santana Mendes

Sem denúncia

Sete pessoas não foram denunciadas pelo MPF e para todos eles a decisão serviu como alvará de soltura. No total, não foram denunciados:

  • Eder Carvalho Pereira
  • Jonilson Amorim
  • Paulo Ricardo Carneiro Nascimento
  • Patrick Sergio Moraes Martins
  • Gleydson da Silva Alves
  • Franklin Loura Nogueira
  • Antonio Eriverton Nunes Araújo

Em prisão preventiva

O juiz Luiz Régis Bomfim Filho manteve a prisão preventiva dos denunciados:

  • Rogério Sousa Garcia
  • José Carlos Gonçalves
  • Tiago Mattos Bardal
  • Luciano Fabio Farias Rangel
  • Joaquim Pereira de Carvalho Filho
  • Fernando Paiva Moraes Junior
  • Reinaldo Elias Francalanci
  • Galdino do Livramento Santos
  • Evandro da Costa Araújo

Liberdade Provisória

O advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo segue em liberdade provisória, embora tenha a denúncia recebida pela Justiça Federal. Ao todo, foram determinadas a liberdade provisória para:

  • Ricardo Jefferson Muniz Belo
  • Edmilson Silva Macedo
  • Rodrigo Santana Mendes
  • Aroudo João Padilha Martins (Apenas com fiança de 10 mil reais)

Quadrilha de contrabandistas

No dia 22 de fevereiro, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, afirmou que policiais militares encontraram durante uma operação um porto privado localizado no Arraial, no Quebra Pote, em São Luís. Depois de abordagens, três pessoas foram identificadas como militares. Armas, bebidas alcoólicas e cigarros também foram apreendidos.

Os presos anunciados pela SSP foram o major Luciano Fábio Farias Rangel, o sargento Joaquim Pereira de Carvalho Filho, o soldado Fernando Paiva Moraes Júnior, além de Rogério Sousa Garcia, José Carlos Gonçalves, Éder Carvalho Pereira, Edmilson Silva Macedo e Rodrigo Santana Mendes.

No sítio, descobriu-se um esquema criminoso formado pelo major Luciano, que já figurava em ações de inteligência. Ele articulava outros PMs para cobertura armada através de milícia para organização criminosa, segundo informado pela SSP. Outro homem encontrado no sítio era o agenciador das atividades no sítio.

Na mesma noite da operação, o então superintendente de investigações criminais, Thiago Bardal, foi abordado por policiais nos arredores do sítio. Segundo o secretário Jefferson Portela, ao ser questionado o superintendente afirmou que estava vindo de uma festa, mas depois mudou a versão falando que procurava um sítio para compra.

Na tarde do dia 22 de fevereiro Thiago Bardal foi exonerado do cargo e depois a SSP pediu a prisão preventiva dele. No dia 23 de fevereiro, a delegada Nilmar da Gama assumiu o cargo de superintendente da Superintendência de Investigações Criminais (SEIC).

No dia 3 de março, o coronel Reinaldo Elias Francalanci se entregou, prestou depoimento e saiu preso. No mesmo dia foram presos o soldado Gleydson da Silva e o tenente Aroud João Padilha Martins. O delegado Thiago Bardal – que foi superintendente de investigações criminais – também teve a prisão preventiva decretada e se entregou no dia 02 de março.

Do G1.

Tiago Bardal deve depor sobre suposto desaparecimento de carga e extorsão

O ex-Seic, delegado Tiago Bardal, preso por envolvimento em contrabando, deve prestar depoimento nesta quarta-feira (28) sobre a acusação de desaparecimento de carga apreendida em sua administração e extorsão.

O caso teria acontecido em agosto do ano passado. após uma apreensão de carga de cigarros da Cidade Operária, Bardal teria extorquido R$ 100 mil do comerciante dono da carga, mas o homem não teria conseguido quitar o “acordo”. Com isso, as caixas de cigarro acabaram desaparecendo da sede da Seic.

Bardal foi chamado para depor na terça-feira, mas informou que compareceria à Seccor apenas quando seu advogado fosse intimado sobre a ocorrência.

Segundo a Associação dos Delegados de Polícia, representantes da entidade estariam em visita à Tiago Bradal e o aconselharam a não prestar o depoimento após a chegada dos investigadores da polícia com um documento.

O ex-titular da Seic está preso desde o dia 2 de março. Ele teve habeas corpus negado pela Justiça. Na mesma operação Combate à Corrupção, também foram presos um coronel, policiais militares e o ex-vice prefeito de São Mateus.

Bardal é investigado por outro sumiço de carga e extorsão de R$ 100 mil, diz blog

O ex-delegado titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, Tiago Bardal, preso por suspeita de envolvimento com uma milicia que atuava no contrabando de bebidas e cigarros, está sendo investigado por envolvimento com mais um sumiço de carga, no valor de R$ 100 mil.

O caso se refere à uma apreensão feita pela Seic em um comércio na Cidade Operária, em agosto de 2017, sob comando de Bardal, de uma carga com 150 caixas de cigarros. À época, o dono do comércio também foi preso.

Segundo matéria publicada em O Informante, nesta segunda-feira (26), o dono do comércio teria contado que ao chegar na Seic, Bardal teria o levado até uma sala, trancado a porta e pedido R$ 150 mil para “acabar com tudo”.

De acordo com o relato, o dono do comércio não teira todo o dinheiro, combinando então pagar R$ 100 mil em partes, tendo entregue uma porção do montante à Tiago Bardal.

Em depoimento, o dono do tal comércio teria informado sobre a transação e que não tinha mais como pagar o exigido pelo ex-Seic. A carga apreendida, por sua vez, sumiu.

A Secretaria de Segurança abriu investigação para apurar “conduta irregular” de dirigentes da Associação dos Delegados de Polícia – Adepol, incluindo seu presidente, Marcone Lima, por terem apoiado Bardal quando este se recusou a prestar depoimento sobre o caso na Delegacia Especial da Cidade Operária.

Procurados por nossa equipe, a Assessoria de Comunicação da SSP disse ainda não ter informações que pudessem ser repassadas à imprensa.

 

Celular e notebook são encontrados na cela de Tiago Bardal, ex-Seic

Em uma revista realizada no presídio da Delegacia da Cidade Operária, em São Luís, os agentes encontraram celular, pistola e notebook em posse do ex-titular da Seic, Tiago Bardal.

Bardal está preso desde fevereiro, acusado de participação em uma quadrilha de policiais que realizavam contrabando de cigarros e bebidas.

Na cela do coronel da Polícia Militar, Reinaldo Elias Fancalanci, preso na mesma operação que Bardal, também foi encontrado um aparelho celular.

A revista nas celas foi determinada pelo Secretário de Segurança Pública do Estado, Jefferson Portela.

Ainda na DECOP, o policial Joelson Costa Correia, conhecido como Boca de Farofa/Bolacha, também acusado de participação no contrabando, não foi encontrado na cela.

A polícia acredita que ele esteja sendo liberado ilegalmente para sair da prisão e voltar. Se Joelson não aparecer até o fim da inspeção completa da DECOP, será considerado foragido da justiça.

A SSP determinou que seja realizado procedimento administrativo para apurar as ocorrências. o resultado será enviado ao juiz federal William Bonfim.