Socorrão II é selecionado para programa de melhoria na emergência com assessoria do Sirío Libanês

O Hospital Municipal Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, da Prefeitura de São Luís, foi selecionado para participar do projeto ‘Lean nas Emergências’, do Ministério da Saúde. O projeto tem como objetivo a melhoria do atendimento em emergências de hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) visando garantir mais qualidade no serviço ofertado à população. Com isso, a unidade de saúde do município passa a contar com a assessoria do Hospital Sírio Libanês, que já dá apoio técnico à equipe do Socorrão II em outro programa também colocado em prática no hospital, o ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’. O ‘Lean nas Emergências’ faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) para o triênio de 2018 a 2020.

Na semana passada, uma equipe técnica do Sírio Libanês esteve em São Luís para conhecer o Socorrão II, o que culminou com a escolha da unidade para participação do programa. A ação integra a política de saúde da Prefeitura de São Luís na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. A seleção do Socorrão II para integrar o programa ‘Lean nas Emergências’ é mais uma ação importante empreendida na gestão do prefeito Edivaldo em favor da melhoria do atendimento na unidade de saúde.

Por meio de ações efetivas, o prefeito Edivaldo tem buscado continuamente promover iniciativas para agilizar os fluxos no hospital, por meio da implementação de modernas e eficazes metodologias de gestão com essa finalidade, além de incrementar o atendimento com melhorias estruturais, levando para a população um serviço cada vez mais humanizado.

O programa inclui a implementação de procedimentos e protocolos clínicos de urgência e emergência nos hospitais do SUS, com a criação de ferramentas que facilitem também o acesso das equipes às informações. As ações contam com a intervenção de especialistas em Lean (termo inglês que significa enxuto), para otimizar os processos e atendimento nas emergências.

Conforme o Ministério da Saúde, o programa ‘Lean nas Emergências’ veio para atender uma demanda reprimida e organizar o grande fluxo de pacientes nas portas de entrada dos serviços de saúde de Urgência e Emergência do SUS. As ações desenvolvidas visam à melhoria da capacidade operacional dos hospitais, da organização dos fluxos e dos processos de trabalho; promover maior efetividade e produtividade e, principalmente, o envolvimento da equipe com a gestão do hospital, no intuito de desenvolver procedimentos que promovam mais resolutividade com qualidade para os pacientes que utilizam os serviços do SUS.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, o programa ‘Lean nas Emergências’ é uma filosofia de gestão voltada para melhoria de processos baseado em tempo e valor, administrada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado. O programa treina e auxilia os profissionais do hospital na implementação de melhorias para garantir agilidade e eficiência nos processos de urgências das unidades contempladas.

“A inclusão do Socorrão II no programa, com apoio do Sírio Libanês, sem dúvida será uma valiosa consultoria para que a gente faça o Socorrão II mais enxuto, otimizando os fluxos e processos. Essa nova ferramenta de gestão implementada na unidade vai nos possibilitar identificar e entender que gargalos atrapalham o fluxo no hospital, para que possamos trabalhar esses entraves e, assim, tenhamos muito mais dinâmica no atendimento e redução do tempo de espera. Já temos mapeado uma série processos e intervenções que devem ser adotadas para a promoção de melhorias e, agora, o olhar do Hospital Sírio Libanês, que tem expertise na aplicação dessas ferramentas de gestão, vai nos ajudar a desenvolver melhor essa dinâmica no Socorrão II”, observou Lula Fylho.

Ainda conforme o secretário, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), já desenvolve no Socorrão II diversas ações com o objetivo de agilizar e melhorar o fluxo no atendimento do hospital, o que tem refletido em avanços significativos na área. Entre outras ações executadas com essa finalidade está a compra prévia de órteses e próteses, paramentos muito utilizados nas unidades de emergências.

O secretário explica que foi realizado um estudo da necessidade de órteses e próteses no Socorrão II para estimar a demanda desses instrumentos na unidade. A partir desse levantamento, foi possível saber a média do quantitativo de órteses e próteses utilizadas na unidade, o que tornou possível à direção do hospital fazer a compra prévia dos instrumentos, garantindo um estoque desse suprimento na Casa e não apenas após a internação do paciente. A medida possibilitou redução do tempo de espera do paciente para ser atendido nessa modalidade de procedimento.

“E queremos reduzir esse tempo ainda mais. Por isso, consideramos de extrema importância o olhar de quem tem mais experiências e vivências, como é o caso do Sírio Libanês, para nos ajudar a efetivar esses processos, pois quanto melhor for o fluxo dos serviços, menor será o tempo de permanência do paciente no hospital, maior será o numero de altas médicas, otimizando os resultados tanto para o paciente como para a gestão hospitalar e para a população de modo geral”, acrescentou Lula Fylho.

AÇÕES

O secretário informa ainda que outros procedimentos foram adotados para melhoria do atendimento na unidade, promovendo aumento de vagas nas salas de Centro Cirúrgico, acréscimo de leitos, diminuição do tempo de espera por exames e de laudos de ressonância e tomografia, além da implementação de medidas de segurança para a redução do tempo de permanência do paciente na UTI. Com adoção dessas posturas, conseguimos reduzir o tempo de espera por uma cirurgia, que antes era de 45 dias e, hoje, esse tempo foi reduzido para 15 dias. “São ações que transformaram o Socorrão II em uma referência na área, sendo muito elogiado e utilizado como parâmetro para outras unidades de urgência e emergência do país”, completou o secretário.

A fase de intervenção do programa ‘Lean nas Emergências’ dura em média seis meses. Após o término desse período, a equipe de controle do projeto acompanha os resultados por mais 12 meses para garantir a manutenção, a longo prazo, das melhorias introduzidas nas unidades.

SEGURANÇA DO PACIENTE

Além do Projeto Lean, que será implementado no Socorrão II, a unidade de urgência gerida pela Prefeitura de São Luís já desenvolve outro projeto executado pelo Ministério da Saúde, também com assessoria técnica do Hospital Sírio Libanês. Trata-se do programa ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’. A ação estabelece metas e medidas procedimentais visando à redução do índice de infecção nas unidades públicas de emergência do país.

Com a implantação dessas medidas, a Prefeitura de São Luís já reduziu em cerca de 50% a incidência de casos de infecções do trato urinário associada ao uso de cateter vesical em pacientes internados na UTI do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II).

O objetivo principal do programa é diminuir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), o que tem sido feito pela adoção de medidas simples de prevenção, parametrizadas por uma metodologia proposta pelo Institute of Healthcare Improvement (IHI), instituição sediada em Boston, nos Estados Unidos, que fomenta a qualificação da gestão nos serviços de saúde, através do modelo de melhoria.

Socorrão II avança na área de Segurança do Paciente em parceria com o Sírio-Libanês

Práticas do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II) na área de Segurança do Paciente serão apresentadas como modelo pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. As medidas vêm sendo implementadas pela unidade de saúde administrada pela Prefeitura de São Luís, por meio do Projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” do Ministério da Saúde. O avanço desse trabalho executado por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) foi avaliado positivamente pela equipe de profissionais do Sírio-Libanês, um dos hospitais de excelência que assessoram as unidades de saúde que fazem parte do projeto. A visita dos profissionais ao Socorrão aconteceu esta semana.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, reforça que a assessoria do Hospital Sírio-Libanês é uma oportunidade para o aperfeiçoamento das ações que vêm sendo desenvolvidas no Socorrão II na área de segurança do paciente na gestão do prefeito Edivaldo.”Tratamos do que há de mais precioso que é a vida. Estamos investindo em segurança do paciente, em ações que preservem a vida daqueles que chegam nas unidades de saúde em busca dos nossos serviços, sobretudo aqueles que se encontram em situações mais delicadas”, diz.

A equipe que visitou o Socorrão II era formada pela coordenadora do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, Ethel Torelli; o chefe da UTI do Sírio-Libanês, José Mauro; a infectologista Fernanda Bozola e a enfermeira Gisele Franco. A visita foi acompanhada por profissionais do setor de Segurança à Saúde do Socorrão II.

Durante a visita, que faz parte cronograma de atividades previstas pelo projeto, os profissionais avaliaram in loco o desenvolvimento de práticas já descritas em relatórios encaminhados ao projeto. Como resultado da visita, iniciativas como a do Processo Ronda de Liderança foram consideradas inovadoras e um modelo a ser seguido pelas demais unidades de saúde assessoradas pelo Hospital Sírio-Libanês.

A coordenadora do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, Ethel Torelli, avaliou como muito positivas as ações já implementadas no Socorrão II para a redução das infeções na UTI, orientadas pelo projeto. “O trabalho desenvolvido na unidade tem sido executado com muita eficiência, organização e com o envolvimento efetivo de todos os profissionais para cumprimento das metas estabelecidas pelo projeto. Nossa função aqui é compartilhar informações com a equipe local e contribuir para o fortalecimento da cultura de segurança à saúde do paciente”, observou Ethel Torelli.

O Processo Ronda de Liderança consiste na aplicação de um questionário aplicado pela gestão da unidade de saúde aos funcionários. O roteiro de perguntas é baseado em estudos acerca da segurança do paciente e da qualidade do cuidado. O resultado dos questionários gera um planejamento para a solução de possíveis problemas identificados durante a pesquisa. A proposta foi considerada inovadora pela equipe do Sírio-Libanês, que acompanhou na prática o desenvolvimento de ações como essas no Socorrão II.

Além desse processo, outras práticas vêm sendo implementadas pela unidade municipal de saúde na área da segurança do paciente para prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos. Entre as práticas já implementadas estão a padronização de curativos, a fixação de sonda no paciente e o desenvolvimento de melhores práticas relacionadas à prevenção de pneumonias associadas à ventilação mecânica e infecção de corrente sanguínea.

Entre as iniciativas de prevenção também estão a implantação de protocolos como os de Cirurgia Segura, de Prevenção de Queda, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura e a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente no Socorrão II, Érica Brandão, o trabalho desenvolvido na unidade inclui a execução de um plano de ações estratégicas, com o desenvolvimento de medidas que fortaleçam a cultura de segurança na unidade de saúde, com vistas a alcançar melhorias contínuas da redução das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAs). As IRAs são consideradas eventos adversos relacionados à assistência, com indicação de notificação no Sistema Notivisa da Vigilância Sanitária.

Nessa etapa do projeto, a iniciativa visa melhorar a segurança dos pacientes suscetíveis às infecções relacionadas ao uso de dispositivos utilizados nas UTIs, como cateter venoso central, ventilação mecânica e cateter urinário.

“Estamos na fase inicial de implementação das ações mas já conseguimos diminuir de 70% para 57% a taxa de utilização de dispositivos que têm relação com o aumento da infecções nas UTI, como a sonda vesical de demora, por exemplo. A diminuição do uso desse instrumento na UTI nós conseguimos por meio da implementação das práticas, procedimentos e análises caso a caso, avaliando se o paciente preenche de fato os critérios para usar os dispositivos, como os que necessitam de ventilação mecânica, sedados e acamados, por exemplo”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Socorrão II, Érica Brandão

PROJETO

O projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” foi criado pelo Ministério da Saúde para orientar hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) acerca das melhores práticas para o cuidado da segurança do paciente. Como resultado das medidas que já vinham sendo implementadas pela unidade de saúde nessa área, o Socorrão II foi uma das 120 unidades de saúde brasileiras que fazem parte do projeto. O projeto começou a ser colocado em prática no Socorrão II em dezembro do ano passado.

A meta do projeto é reduzir em até 50% o índice de infecções na UTI no período de três anos. Para isso, todos os hospitais deverão seguir os mesmos protocolos, pacote de intervenções capaz de medir a melhoria contínua dos processos de trabalho da equipe, além de criar um sistema de cuidado a prova de erros, com inspeção sucessiva, auto-inspeção e inspeção na fonte.

“É um projeto muito importante que, nessa primeira fase, tem como foco a redução do índice de infeções em nossa UTI adulta, mas com a intenção de que as ações sejam expandidas também para outros setores da unidade”, avalia a diretora geral do Socorrão II Dorinei Câmara.