Socorrão II é selecionado para programa de melhoria na emergência com assessoria do Sirío Libanês

O Hospital Municipal Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, da Prefeitura de São Luís, foi selecionado para participar do projeto ‘Lean nas Emergências’, do Ministério da Saúde. O projeto tem como objetivo a melhoria do atendimento em emergências de hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) visando garantir mais qualidade no serviço ofertado à população. Com isso, a unidade de saúde do município passa a contar com a assessoria do Hospital Sírio Libanês, que já dá apoio técnico à equipe do Socorrão II em outro programa também colocado em prática no hospital, o ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’. O ‘Lean nas Emergências’ faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) para o triênio de 2018 a 2020.

Na semana passada, uma equipe técnica do Sírio Libanês esteve em São Luís para conhecer o Socorrão II, o que culminou com a escolha da unidade para participação do programa. A ação integra a política de saúde da Prefeitura de São Luís na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. A seleção do Socorrão II para integrar o programa ‘Lean nas Emergências’ é mais uma ação importante empreendida na gestão do prefeito Edivaldo em favor da melhoria do atendimento na unidade de saúde.

Por meio de ações efetivas, o prefeito Edivaldo tem buscado continuamente promover iniciativas para agilizar os fluxos no hospital, por meio da implementação de modernas e eficazes metodologias de gestão com essa finalidade, além de incrementar o atendimento com melhorias estruturais, levando para a população um serviço cada vez mais humanizado.

O programa inclui a implementação de procedimentos e protocolos clínicos de urgência e emergência nos hospitais do SUS, com a criação de ferramentas que facilitem também o acesso das equipes às informações. As ações contam com a intervenção de especialistas em Lean (termo inglês que significa enxuto), para otimizar os processos e atendimento nas emergências.

Conforme o Ministério da Saúde, o programa ‘Lean nas Emergências’ veio para atender uma demanda reprimida e organizar o grande fluxo de pacientes nas portas de entrada dos serviços de saúde de Urgência e Emergência do SUS. As ações desenvolvidas visam à melhoria da capacidade operacional dos hospitais, da organização dos fluxos e dos processos de trabalho; promover maior efetividade e produtividade e, principalmente, o envolvimento da equipe com a gestão do hospital, no intuito de desenvolver procedimentos que promovam mais resolutividade com qualidade para os pacientes que utilizam os serviços do SUS.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, o programa ‘Lean nas Emergências’ é uma filosofia de gestão voltada para melhoria de processos baseado em tempo e valor, administrada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado. O programa treina e auxilia os profissionais do hospital na implementação de melhorias para garantir agilidade e eficiência nos processos de urgências das unidades contempladas.

“A inclusão do Socorrão II no programa, com apoio do Sírio Libanês, sem dúvida será uma valiosa consultoria para que a gente faça o Socorrão II mais enxuto, otimizando os fluxos e processos. Essa nova ferramenta de gestão implementada na unidade vai nos possibilitar identificar e entender que gargalos atrapalham o fluxo no hospital, para que possamos trabalhar esses entraves e, assim, tenhamos muito mais dinâmica no atendimento e redução do tempo de espera. Já temos mapeado uma série processos e intervenções que devem ser adotadas para a promoção de melhorias e, agora, o olhar do Hospital Sírio Libanês, que tem expertise na aplicação dessas ferramentas de gestão, vai nos ajudar a desenvolver melhor essa dinâmica no Socorrão II”, observou Lula Fylho.

Ainda conforme o secretário, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), já desenvolve no Socorrão II diversas ações com o objetivo de agilizar e melhorar o fluxo no atendimento do hospital, o que tem refletido em avanços significativos na área. Entre outras ações executadas com essa finalidade está a compra prévia de órteses e próteses, paramentos muito utilizados nas unidades de emergências.

O secretário explica que foi realizado um estudo da necessidade de órteses e próteses no Socorrão II para estimar a demanda desses instrumentos na unidade. A partir desse levantamento, foi possível saber a média do quantitativo de órteses e próteses utilizadas na unidade, o que tornou possível à direção do hospital fazer a compra prévia dos instrumentos, garantindo um estoque desse suprimento na Casa e não apenas após a internação do paciente. A medida possibilitou redução do tempo de espera do paciente para ser atendido nessa modalidade de procedimento.

“E queremos reduzir esse tempo ainda mais. Por isso, consideramos de extrema importância o olhar de quem tem mais experiências e vivências, como é o caso do Sírio Libanês, para nos ajudar a efetivar esses processos, pois quanto melhor for o fluxo dos serviços, menor será o tempo de permanência do paciente no hospital, maior será o numero de altas médicas, otimizando os resultados tanto para o paciente como para a gestão hospitalar e para a população de modo geral”, acrescentou Lula Fylho.

AÇÕES

O secretário informa ainda que outros procedimentos foram adotados para melhoria do atendimento na unidade, promovendo aumento de vagas nas salas de Centro Cirúrgico, acréscimo de leitos, diminuição do tempo de espera por exames e de laudos de ressonância e tomografia, além da implementação de medidas de segurança para a redução do tempo de permanência do paciente na UTI. Com adoção dessas posturas, conseguimos reduzir o tempo de espera por uma cirurgia, que antes era de 45 dias e, hoje, esse tempo foi reduzido para 15 dias. “São ações que transformaram o Socorrão II em uma referência na área, sendo muito elogiado e utilizado como parâmetro para outras unidades de urgência e emergência do país”, completou o secretário.

A fase de intervenção do programa ‘Lean nas Emergências’ dura em média seis meses. Após o término desse período, a equipe de controle do projeto acompanha os resultados por mais 12 meses para garantir a manutenção, a longo prazo, das melhorias introduzidas nas unidades.

SEGURANÇA DO PACIENTE

Além do Projeto Lean, que será implementado no Socorrão II, a unidade de urgência gerida pela Prefeitura de São Luís já desenvolve outro projeto executado pelo Ministério da Saúde, também com assessoria técnica do Hospital Sírio Libanês. Trata-se do programa ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’. A ação estabelece metas e medidas procedimentais visando à redução do índice de infecção nas unidades públicas de emergência do país.

Com a implantação dessas medidas, a Prefeitura de São Luís já reduziu em cerca de 50% a incidência de casos de infecções do trato urinário associada ao uso de cateter vesical em pacientes internados na UTI do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II).

O objetivo principal do programa é diminuir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), o que tem sido feito pela adoção de medidas simples de prevenção, parametrizadas por uma metodologia proposta pelo Institute of Healthcare Improvement (IHI), instituição sediada em Boston, nos Estados Unidos, que fomenta a qualificação da gestão nos serviços de saúde, através do modelo de melhoria.

Prefeitura investe em ações de segurança à saúde do paciente e reduz infecções na UTI do Socorrão II

A Prefeitura de São Luís reduziu em cerca de 50% a incidência de casos de infecções do trato urinário associada ao uso de cateter vesical em pacientes internados na UTI do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II). Esse é um dos dados positivos que já resulta da implementação do programa ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’, do Ministério da Saúde (MS), desenvolvido na unidade pela Secretaria Municipal da Saúde (Semus). O programa estabelece metas e iniciativas procedimentais visando à redução do índice de infecção nas unidades públicas de emergência do país. A ação integra a política de saúde da gestão do prefeito Edivaldo.

As ações implementadas no Socorrão II contam com o assessoramento de profissionais do Hospital Sírio Libanês. O objetivo principal do projeto é diminuir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), o que tem sido feito pela adoção de medidas simples de prevenção, parametrizadas por uma metodologia proposta pelo Institute of Healthcare Improvement (IHI), instituição sediada em Boston, nos Estados Unidos, que fomenta a qualificação da gestão nos serviços de saúde, através do modelo de melhoria.

Os resultados positivos e as estratégias que resultaram na melhora dos indicadores na área, no Socorrão II, foram apresentados na última semana pelo Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar (NAQH), no Congresso Internacional de Gestão de Serviços de Saúde, promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. O Núcleo responsável pela implementação das ações na área foi criado na gestão do prefeito Edivaldo.

REDUÇÃO DE INFECÇÕES

De acordo com o levantamento, antes da implantação do programa, o Socorrão II apresentava uma incidência de infecções por uso de cateter vesical em torno de 8.17 por paciente/dia. Atualmente, esse número caiu para 4.2, alcançando, em apenas oito meses, quase 100% da meta de 4.31 por paciente/dia, estabelecida para um período de 24 meses.

As iniciativas implementadas na unidade também já conseguiram baixar a densidade de incidências de infecções associada ao uso de cateter venoso central. Com a implementação das iniciativas visando à segurança do paciente internado na UTI da unidade, o Socorrão II apresentava uma densidade de incidência em torno de 12.05 por paciente/dia e hoje esse valor é de 5.68, sendo que a meta de redução desse problema na unidade é de 4.05, estabelecida para ser cumprida também no período de dois anos.

Outro dado positivo relativo à redução da incidência de infecções no Socorrão II diz respeito também à diminuição dos casos de pneumonia associada à ventilação mecânica. Anteriormente ao programa, a unidade registrava uma densidade de cerca de 10.87 por paciente/dia com esse tipo de infecção. Atualmente, esse número caiu para 8.05, sendo que a meta estabelecida para a diminuição desses casos é 4.96 por paciente/dia, em 24 meses.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, a meta do programa é reduzir em 50% o índice de infecções na UTI do Socorrão II, em um prazo de 24 meses, e promover melhorias contínuas visando à redução das IRAS, que são consideradas eventos adversos relacionados à assistência, com indicação de notificação no Sistema Notivisa da Vigilância Sanitária.

“Estamos evoluindo positivamente para alcançarmos as metas de redução desses casos no tempo previsto, no Socorrão II. E como vemos, em apenas oito meses já conseguimos bater a meta de diminuição do número de infecção por uso de cateter vesical e reduzir significativamente a incidência de outros tipos de infecção. Isso é fruto de um criterioso trabalho desenvolvido na unidade pela gestão do prefeito Edivaldo com esse objetivo, o que inclui a execução de um plano de ações estratégicas, adotando medidas que fortaleçam a cultura de segurança nessa unidade de saúde”, afirmou Lula Fylho.

AÇÕES ESTRATÉGICAS

Segundo a coordenadora do Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar (NAQH), Manuela Veiga Dias, a redução significativa do índice de infecções associadas a esses fatores, na UTI da unidade, deve-se à execução de um plano de ações estratégicas que incluem medidas de fortalecimento da cultura de segurança naquela unidade de saúde. As iniciativas visam melhorar a segurança dos pacientes suscetíveis às infecções relacionadas ao uso de dispositivos utilizados nas UTIs, como cateter venoso central, ventilação mecânica e cateter urinário. A meta do projeto é reduzir as infecções causadas por esses diapositivos em pelo menos 50%, em um período de dois anos.

A diminuição do uso desses instrumentos na UTI foi considerada fundamental para redução do índice de infecção. Segundo a coordenadora, isso foi feito por meio da implementação de práticas, procedimentos e análises caso a caso para avaliar se o paciente preenche de fato os critérios para usar os dispositivos, como os que necessitam de ventilação mecânica, sedados e acamados, por exemplo.

Ainda conforme a coordenadora, com a implementação do programa a unidade já conseguiu também padronizar curativos, fixação de sonda no paciente e desenvolver melhores práticas relacionadas à prevenção de pneumonias associadas à ventilação mecânica e infecção de correte sanguínea.

Entre as iniciativas de prevenção também estão a implantação de protocolos como os de Cirurgia Segura, de Prevenção de Queda, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura e a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital.

O trabalho no Socorrão II é desenvolvido por equipes compostas por servidores da própria UTI da unidade, que desenvolvem ações voltadas ao controle e à prevenção das IRAS, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, entre outros profissionais. Para isso, foram formadas equipes e frentes de trabalho que planejam e executam ações para o aprimoramento da assistência prestada aos pacientes no cuidado intensivo.

As experiências exitosas desenvolvidas pela maior unidade de urgência e emergência da capital maranhense, e que resultaram também na melhoria do atendimento ao paciente internado na UTI da unidade, foram destacadas positivamente pela coordenadora do programa ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’ pelo Sírio-Libanês, Ethel Maris Schröder Torelly.

“As ações implementadas no Socorrão II estão sendo muito importantes para a transformação da cultura de segurança no hospital. Os trabalhos apresentados no congresso demonstram um forte engajamento para a mudança no cuidado em saúde. E este processo liderado pela direção da unidade tem sido disseminado aos profissionais da saúde que cuidam diretamente do paciente. A adesão às práticas propostas no programa ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil’ estão sendo incorporadas da melhor forma possível pelo hospital e isto só resultará em melhoria no cuidado ao paciente com a redução de infecções em UTI, que é o objetivo principal desta iniciativa proposto pelo Ministério da Saúde, com o apoio do Hospital Sírio-Libanês. É de grande importância o compartilhamento destas práticas em atividades científicas como foi neste congresso”, observou Ethel Maris Schröder Torelly.

EXPERIÊNCIAS

No evento, os técnicos do NAQH apresentaram seis experiências exitosas. Entre os profissionais que conduzem o trabalho no Socorrão II e que participaram do evento estavam a coordenadora do NAQH, Manuela Veiga; a gestora administrativa, Fábrica Cavalcante Rocha; a enfermeira responsável pelo time de infecção de corrente sanguínea, Sara Serra; o enfermeiro responsável pelo time de infecção urinária, Cesar Cipriano; a fisioterapeuta responsável pelo time de pneumonia, Raissa Estrela; e as responsáveis pelo time de inserção da família no cuidado, Jakeline Rebouças e Giselle Bayma.

Entre as ações exitosas implementadas no Socorrão II, apresentadas no congresso, estão o Processo Ronda de Liderança, por exemplo. A ação consiste na aplicação de um questionário, pela gestão da unidade de saúde, aos funcionários. O roteiro de perguntas é baseado em estudos acerca da segurança do paciente e da qualidade do cuidado. O resultado dos questionários gera um planejamento para a solução de possíveis problemas identificados durante a pesquisa.

“Foi excelente participar desse momento de compartilhamento de experiênciaS exitosas na área de segurança à saúde do paciente. Nossos trabalhos apresentados no evento foram muito elogiados e a maioria deles já era do conhecimento de alguns participantes, pois já havíamos apresentado algumas de nossas experiências em outros congressos. Práticas como a Ronda de Liderança são de vanguarda no Brasil e mais ainda na saúde, pois não existem artigos publicados a respeito e nós somos pioneiros nessa iniciativa”, enfatizou a coordenadora do NAQH, Manuela Veiga.

Também foram apresentadas as ações desenvolvidas para inserção da família no cuidado do paciente. A iniciativa visa orientar os familiares sobre condutas pertinentes ao processo de internação, esclarecer dúvidas, estreitar a comunicação e ampliar a participação da família na UTI. A pesquisa apresentada no congresso aponta que 89,8% dos familiares aderiram à atividade que era feita por meio de rodas de conversa.

Também destacaram outras experiências desenvolvidas no Socorrão II da Avaliação da Cultura de Segurança; do Kanban como ferramenta de gestão de leitos e análise do perfil de pacientes; do estudo do perfil dos incidentes notificados; e do uso do modelo de melhoria como estratégia nas práticas de prevenção de infecções relacionadas à saúde.

Socorrão II avança na área de Segurança do Paciente em parceria com o Sírio-Libanês

Práticas do Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II) na área de Segurança do Paciente serão apresentadas como modelo pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. As medidas vêm sendo implementadas pela unidade de saúde administrada pela Prefeitura de São Luís, por meio do Projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” do Ministério da Saúde. O avanço desse trabalho executado por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) foi avaliado positivamente pela equipe de profissionais do Sírio-Libanês, um dos hospitais de excelência que assessoram as unidades de saúde que fazem parte do projeto. A visita dos profissionais ao Socorrão aconteceu esta semana.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, reforça que a assessoria do Hospital Sírio-Libanês é uma oportunidade para o aperfeiçoamento das ações que vêm sendo desenvolvidas no Socorrão II na área de segurança do paciente na gestão do prefeito Edivaldo.”Tratamos do que há de mais precioso que é a vida. Estamos investindo em segurança do paciente, em ações que preservem a vida daqueles que chegam nas unidades de saúde em busca dos nossos serviços, sobretudo aqueles que se encontram em situações mais delicadas”, diz.

A equipe que visitou o Socorrão II era formada pela coordenadora do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, Ethel Torelli; o chefe da UTI do Sírio-Libanês, José Mauro; a infectologista Fernanda Bozola e a enfermeira Gisele Franco. A visita foi acompanhada por profissionais do setor de Segurança à Saúde do Socorrão II.

Durante a visita, que faz parte cronograma de atividades previstas pelo projeto, os profissionais avaliaram in loco o desenvolvimento de práticas já descritas em relatórios encaminhados ao projeto. Como resultado da visita, iniciativas como a do Processo Ronda de Liderança foram consideradas inovadoras e um modelo a ser seguido pelas demais unidades de saúde assessoradas pelo Hospital Sírio-Libanês.

A coordenadora do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, Ethel Torelli, avaliou como muito positivas as ações já implementadas no Socorrão II para a redução das infeções na UTI, orientadas pelo projeto. “O trabalho desenvolvido na unidade tem sido executado com muita eficiência, organização e com o envolvimento efetivo de todos os profissionais para cumprimento das metas estabelecidas pelo projeto. Nossa função aqui é compartilhar informações com a equipe local e contribuir para o fortalecimento da cultura de segurança à saúde do paciente”, observou Ethel Torelli.

O Processo Ronda de Liderança consiste na aplicação de um questionário aplicado pela gestão da unidade de saúde aos funcionários. O roteiro de perguntas é baseado em estudos acerca da segurança do paciente e da qualidade do cuidado. O resultado dos questionários gera um planejamento para a solução de possíveis problemas identificados durante a pesquisa. A proposta foi considerada inovadora pela equipe do Sírio-Libanês, que acompanhou na prática o desenvolvimento de ações como essas no Socorrão II.

Além desse processo, outras práticas vêm sendo implementadas pela unidade municipal de saúde na área da segurança do paciente para prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos. Entre as práticas já implementadas estão a padronização de curativos, a fixação de sonda no paciente e o desenvolvimento de melhores práticas relacionadas à prevenção de pneumonias associadas à ventilação mecânica e infecção de corrente sanguínea.

Entre as iniciativas de prevenção também estão a implantação de protocolos como os de Cirurgia Segura, de Prevenção de Queda, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura e a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente no Socorrão II, Érica Brandão, o trabalho desenvolvido na unidade inclui a execução de um plano de ações estratégicas, com o desenvolvimento de medidas que fortaleçam a cultura de segurança na unidade de saúde, com vistas a alcançar melhorias contínuas da redução das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAs). As IRAs são consideradas eventos adversos relacionados à assistência, com indicação de notificação no Sistema Notivisa da Vigilância Sanitária.

Nessa etapa do projeto, a iniciativa visa melhorar a segurança dos pacientes suscetíveis às infecções relacionadas ao uso de dispositivos utilizados nas UTIs, como cateter venoso central, ventilação mecânica e cateter urinário.

“Estamos na fase inicial de implementação das ações mas já conseguimos diminuir de 70% para 57% a taxa de utilização de dispositivos que têm relação com o aumento da infecções nas UTI, como a sonda vesical de demora, por exemplo. A diminuição do uso desse instrumento na UTI nós conseguimos por meio da implementação das práticas, procedimentos e análises caso a caso, avaliando se o paciente preenche de fato os critérios para usar os dispositivos, como os que necessitam de ventilação mecânica, sedados e acamados, por exemplo”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do Socorrão II, Érica Brandão

PROJETO

O projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” foi criado pelo Ministério da Saúde para orientar hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) acerca das melhores práticas para o cuidado da segurança do paciente. Como resultado das medidas que já vinham sendo implementadas pela unidade de saúde nessa área, o Socorrão II foi uma das 120 unidades de saúde brasileiras que fazem parte do projeto. O projeto começou a ser colocado em prática no Socorrão II em dezembro do ano passado.

A meta do projeto é reduzir em até 50% o índice de infecções na UTI no período de três anos. Para isso, todos os hospitais deverão seguir os mesmos protocolos, pacote de intervenções capaz de medir a melhoria contínua dos processos de trabalho da equipe, além de criar um sistema de cuidado a prova de erros, com inspeção sucessiva, auto-inspeção e inspeção na fonte.

“É um projeto muito importante que, nessa primeira fase, tem como foco a redução do índice de infeções em nossa UTI adulta, mas com a intenção de que as ações sejam expandidas também para outros setores da unidade”, avalia a diretora geral do Socorrão II Dorinei Câmara.

Reforma promovida por Governo e Prefeitura ampliará capacidade de atendimento do Socorrão II

Ampliação do número de leitos, diminuição do tempo de espera por cirurgias, ambientes mais apropriados e confortáveis são as melhorias que serão proporcionadas com as obras de reforma do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), iniciadas esta semana. A reforma é fruto de parceria celebrada entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado, com recursos da ordem R$ 2,1 milhões. Os serviços de melhoria da unidade, executados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), integram as ações de reestruturação do sistema municipal de saúde implantadas na gestão do prefeito Edivaldo, com intervenções visando à ampliação e à qualidade do atendimento na área.

Mantido pelo município, o Socorrão II, na Cidade Operária, realiza atualmente uma média de 700 cirurgias por mês e cerca de 120 atendimentos, diariamente. As obras de reforma na estrutura do Socorrão II iniciaram pelos setores de clínica cirúrgica e o centro cirúrgico, onde já estão sendo executados serviços de substituição total do encanamento de esgoto, colocação de novo revestimento das paredes e do piso; troca da fiação elétrica, do telhado e forros; nova pintura, entre outros serviços.

A reforma da unidade de saúde permitirá ainda reativação de 42 leitos de clínica médica, setor que já está recebendo serviços de reestruturação, e de outros 10 leitos de UTI. Vai garantir também o funcionamento de quatro salas de centro cirúrgico, ampliando o número de pacientes atendidos por mês no hospital que recebe pacientes de todos os municípios do interior do estado. Dentre os serviços a serem executados na unidade estão ainda a correção de infiltrações, ambientação das enfermarias, substituição de louças dos banheiros, revisão da cobertura, recuperação de piso em todos os setores abrangidos pela obra, entre outros serviços.

ATENDIMENTO

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, destacou o aumento da capacidade de atendimento da unidade com as obras de reforma. “O Socorrão II é uma unidade de urgência e emergência extremamente importante para a dinâmica do atendimento de alta complexidade na capital. Com a reforma, além de ampliar o atendimento, vamos também propiciar mais qualidade às condições de trabalho dos profissionais da Casa e à permanência do paciente internado no hospital”, observou Lula Fylho.

De acordo com o secretário de estado da Saúde, Carlos Lula, o Governo do Maranhão tem dois grandes projetos em andamento com a Prefeitura de São Luís na área da saúde. “A parceria entre as gestões estadual e municipal permitirá a expansão do atendimento de urgência na Ilha. Além da reforma do Socorrão II, que garantirá praticamente a abertura de um novo hospital a partir da habilitação dos novos leitos, temos também o projeto de construção do Hospital da Ilha, com 300 leitos”, informou Carlos Lula.

Idealizado para ser outro grande hospital de urgência e emergência da capital, o Hospital da Ilha será construído na Avenida São Luís Rei de França, no Turu, visando atender pacientes da Grande Ilha de São Luís e contribuindo para desafogar o atendimento nos Socorrões I e II. O anúncio de construção da nova unidade de saúde foi feita pelo governador Flávio Dino, no fim do ano passado.

SOCORRÃO II

O Socorrão II foi inaugurado em 1998 para reforçar a rede de urgência e emergência do município de São Luís. Contudo, a unidade também realiza atendimentos de pacientes do interior do Estado. É direcionado às urgências clínicas e cirúrgicas de pacientes adultos, com especialidade no atendimento de traumatismos ortopédicos.

Acompanhando o irmão internado no hospital, após sofrer acidente de moto, a dona de casa Nádia Pereira Santos, 42 anos, relatou os benefícios que a reforma da unidade trará aos pacientes. “Com certeza, o hospital vai ficar muito melhor para todos nós. Já temos o atendimento que necessitamos na unidade. Meu irmão está internado aqui e sendo muito bem atendido, mas as melhorias que forem feitas trarão benefícios para toda a população que necessita do atendimento de urgência”, disse ela.

Iniciada a execução de serviços no Hospital Municipal Clementino Moura

O Governo do Estado iniciou nesta semana as obras de reforma do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura, o Socorrão II. No valor de R$ 2.143.786,31, a reforma, de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vai proporcionar a reabertura de 42 leitos clínicos, 10 leitos de UTI e quatro salas cirúrgicas. A previsão é que a obra dure seis meses.

A ordem de serviço e convênio de parceria entre governos Estadual e Municipal foi assinada em 2 maio, no Palácio dos Leões, pelo governador Flávio Dino, prefeito Edivaldo Holanda, secretários e outras autoridades. “São pacientes de São Luís e de outros municípios que, mediante a união de esforços com a prefeitura de São Luís, ganham com essa reforma”, destacou o governador Flávio Dino na ocasião.

Dentre os serviços a serem executados, estão revisão da cobertura, correção de infiltrações, ambientação das enfermarias, substituição de revestimentos e louças dos banheiros, recuperação de piso. Nesta sexta-feira (11), trabalhadores já haviam feito a limpeza de algumas alas, retirado algumas louças e já faziam uma porta provisória para entrada de materiais da obra.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, ressalta que os leitos ativados correspondem a um novo hospital de pequeno porte. “A gestão Flávio Dino tem apoiado as gestões municipais na missão de oferecer um Sistema Único de Saúde com qualidade. Isso é tratar a saúde com responsabilidade, com foco no paciente e em um atendimento digno”, frisou.

Segundo o secretário Municipal da Saúde, Lula Fylho, a ativação de leitos vai proporcionar maior agilidade no atendimento. “Tem dois vieses sobre a obra. Primeiro, melhora a qualidade do trabalho dos nossos profissionais. Visto que o hospital está em condições precárias. E o outro é que melhora a qualidade de atendimento à nossa população. A população vai sentir a melhora no tempo de espera por cirurgia”, enumerou.

Impactos

O Socorrão II foi inaugurado em 1998 para reforçar a rede de urgência e emergência do município de São Luís. Contudo, a unidade também realiza atendimentos de pacientes do interior do estado. É direcionado às urgências clínicas e cirúrgicas de pacientes adultos, com especialidade no atendimento de traumatismos ortopédicos.

Em 2017, o hospital realizou uma média de 800 cirurgias por mês. São cerca de 120 atendimentos de porta aberta diários, destes 20 evoluem para internação. “A primeira melhoria será na qualidade do atendimento dos nossos pacientes. Temos uma fila de espera por cirurgias, com a reforma do centro cirúrgico, passaremos de quatro para oito salas, a gente vai diminuir essa espera”, comentou a diretora administrativa do hospital, Roberta Campos.

Em retorno para acompanhar a evolução de uma cirurgia na perna, o pedreiro Itamar da Silva Pereira ficou feliz em saber que o hospital terá uma ala reformada. Ele passou em cirurgia no local há nove meses, após ter as pernas quebradas durante um assalto. “Vai ser muito bom aumentar as enfermarias, ter mais local para botar os doentes internados. No caso das cirurgias, a minha até que não achei demorada, mas tem caso que demora. Acho que vai melhorar 100%”, afirmou.

Governo anuncia R$ 2 milhões para reforma do Socorrão II

O Governo do Estado prevê investimento de R$ 2 milhões de reais na reforma do Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II), em São Luís. A medida foi anunciada neste domingo (25) pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, durante visita à unidade, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

Com a reforma do Hospital Municipal Clementino Moura, a unidade, que atualmente atende pacientes da capital e do interior, ganhará 10 leitos de UTI, 42 leitos clínicos/enfermaria e quatro salas de centro cirúrgico.

“Ao mesmo tempo em que buscamos desenvolver metas definidas para assistência em saúde, cabe a nós, gestão pública da saúde, fortalecer o diálogo com os municípios. Em todo o Maranhão, a exemplo de São Luís, o governador Flávio Dino e sua equipe têm criado estratégias compartilhadas para viabilizar o atendimento em saúde de qualidade”, disse Carlos Lula.

“Com essa proposta, já obtivemos avanços consideráveis, como o investimento de R$ 2 milhões na reforma do Hospital Clementino Moura. Também inauguramos o Hospital de Traumatologia e Ortopedia e a Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão – Sorrir. Inauguramos, ainda, os seis hospitais regionais e macrorregionais, além de atuarmos no reforço na ponta da assistência básica aos 30 municípios de menor IDH, com a Força Estadual de Saúde”, enumerou o secretário.

O objetivo da visita dos gestores foi anunciar a reforma da unidade de saúde que atualmente realiza 5.400 atendimentos, mas precisa de reparos para otimizar e ampliar os serviços oferecidos. “Existe sim uma parceria entre Governo e município. A reforma do Socorrao II e outras ações são a prova disso”, declarou o secretário municipal Lula Fylho.

A reforma do Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II) será executada pelas secretarias de Estado da Saúde e de Infraestrutura. As obras têm previsão de início imediato.

Socorrão II recebe reconhecimento federal por investimentos em Segurança do Paciente

O Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II), da Prefeitura de São Luís, é um dos hospitais brasileiros a ser beneficiado com o projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, do Governo Federal. Pelo projeto, a unidade de saúde receberá assessoria especial do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

A escolha, realizada pelo Ministério da Saúde, é o reconhecimento de um trabalho que vem sendo implementado na unidade de saúde pelos núcleos de Segurança do Paciente e de Acesso à Qualidade Hospitalar.

O trabalho das equipes visa ao desenvolvimento de ações e medidas que fortaleçam a cultura de segurança na unidade de saúde, a fim de evitar infecções e outros riscos ao paciente. Entre as iniciativas, está a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital; e a implantação de protocolos como os de Prevenção de Queda, de Cirurgia Segura, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura. O trabalho inclui a execução de um plano de ações estratégicas, com atividades como a campanha de higienização das mãos, além de palestras e outras ações que serão intensificadas na unidade de saúde.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, enfatizou os investimentos da gestão do prefeito Edivaldo nessa área. “A segurança do paciente é um requisito indispensável no processo de cuidados em saúde, porque através dela se pode reduzir o tempo de hospitalização, diminuir complicações no quadro e até evitar morte. Por isso, a Prefeitura está capacitando os profissionais da saúde para o cumprimento dos protocolos, e realização de ações que contribuam para eliminar os riscos”, destacou o secretário.

“Esse é o reconhecimento de um trabalho. Essa questão da segurança depende da qualidade dos processos de trabalho. Focar nas pessoas e nos processos é o que tem feito a grande diferença. A gente já percebe uma mudança na cultura de segurança no hospital, que é transversal a todos os processos de trabalho, pois a ideia é fazer, através dessas ações, com que todos os profissionais se sintam responsáveis pela segurança do paciente”, ressaltou a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente, Érica Brandão.

PROJETO

As ações do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” contam com a orientação de uma das seis unidades de saúde brasileiras consideradas de excelência, o Hospital Sírio-Libanês, que adota a metodologia Institute for Healthcare Improvement (IHI) para a melhoria do cuidado. O projeto foca especialmente na prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Uma das principais metas é reduzir as IRAS em 50%.

O Hospital Socorrão II se compromete, entre outras ações, a assegurar a implementação dos pacotes de intervenções propostos no projeto colaborativo, que diz respeito a iniciativas para redução de casos de pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção primária da corrente sanguínea associada a cateter venoso central e a infecção de trato urinário associado a cateter vesical de demora.

“As ações relacionadas ao projeto focam principalmente nos processos de trabalho, ou seja, na forma como é executada a assistência ao paciente, visando principalmente à prevenção dessas infecções. Trabalhando essa prevenção, reduzimos a necessidade do uso de antibióticos, minimizando os custos do hospital. Então, além de benefícios para o paciente, também favorece a gestão”, acrescentou a coordenadora do Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar, Manuela Dias.

SAIBA MAIS

Pelo reconhecimento do trabalho realizado no Socorrão II, as coordenadoras dos núcleos de Segurança do Paciente e de Acesso à Qualidade Hospitalar, Érica Brandão e Manuela Dias, respectivamente, foram convidadas para integrar a equipe de membros fundadores da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP). A sociedade conta com a participação de representantes da área de instituições públicas e privadas que contribuíram com a elaboração do estatuto da organização.

De Agência São Luís.

Socorrão II recebe reconhecimento federal por investimentos em Segurança do Paciente

O Hospital Municipal de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II), da Prefeitura de São Luís, é um dos hospitais brasileiros a ser beneficiado com o projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, do Governo Federal. Pelo projeto, a unidade de saúde receberá assessoria especial do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. A escolha, realizada pelo Ministério da Saúde, é o reconhecimento de um trabalho que vem sendo implementado na unidade de saúde pelos núcleos de Segurança do Paciente e de Acesso à Qualidade Hospitalar.

O trabalho das equipes visa ao desenvolvimento de ações e medidas que fortaleçam a cultura de segurança na unidade de saúde, a fim de evitar infecções e outros riscos ao paciente. Entre as iniciativas, está a aplicação de uma avaliação da cultura de segurança no hospital; e a implantação de protocolos como os de Prevenção de Queda, de Cirurgia Segura, de Notificação e Tratativa de Incidentes, de Identificação do Paciente, de Lesão por Pressão e de Prescrição Segura. O trabalho inclui a execução de um plano de ações estratégicas, com atividades como a campanha de higienização das mãos, além de palestras e outras ações que serão intensificadas na unidade de saúde.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, enfatizou os investimentos da gestão do prefeito Edivaldo nessa área. “A segurança do paciente é um requisito indispensável no processo de cuidados em saúde, porque através dela se pode reduzir o tempo de hospitalização, diminuir complicações no quadro e até evitar morte. Por isso, a Prefeitura está capacitando os profissionais da saúde para o cumprimento dos protocolos, e realização de ações que contribuam para eliminar os riscos”, destacou o secretário.

“Esse é o reconhecimento de um trabalho. Essa questão da segurança depende da qualidade dos processos de trabalho. Focar nas pessoas e nos processos é o que tem feito a grande diferença. A gente já percebe uma mudança na cultura de segurança no hospital, que é transversal a todos os processos de trabalho, pois a ideia é fazer, através dessas ações, com que todos os profissionais se sintam responsáveis pela segurança do paciente”, ressaltou a coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente, Érica Brandão.

PROJETO

As ações do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” contam com a orientação de uma das seis unidades de saúde brasileiras consideradas de excelência, o Hospital Sírio-Libanês, que adota a metodologia Institute for Healthcare Improvement (IHI) para a melhoria do cuidado. O projeto foca especialmente na prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Uma das principais metas é reduzir as IRAS em 50%.

O Hospital Socorrão II se compromete, entre outras ações, a assegurar a implementação dos pacotes de intervenções propostos no projeto colaborativo, que diz respeito a iniciativas para redução de casos de pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção primária da corrente sanguínea associada a cateter venoso central e a infecção de trato urinário associado a cateter vesical de demora.

“As ações relacionadas ao projeto focam principalmente nos processos de trabalho, ou seja, na forma como é executada a assistência ao paciente, visando principalmente à prevenção dessas infecções. Trabalhando essa prevenção, reduzimos a necessidade do uso de antibióticos, minimizando os custos do hospital. Então, além de benefícios para o paciente, também favorece a gestão”, acrescentou a coordenadora do Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar, Manuela Dias.

SAIBA MAIS

Pelo reconhecimento do trabalho realizado no Socorrão II, as coordenadoras dos núcleos de Segurança do Paciente e de Acesso à Qualidade Hospitalar, Érica Brandão e Manuela Dias, respectivamente, foram convidadas para integrar a equipe de membros fundadores da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP). A sociedade conta com a participação de representantes da área de instituições públicas e privadas que contribuíram com a elaboração do estatuto da organização.