Iema é primeira escola pública do Maranhão associada à Unesco

Marcado por uma história de conquistas, o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) tem mais um motivo para comemorar: a inclusão no Programa de Escolas Associadas (PEA) da Unesco. A comitiva do Iema – composta pelo reitor Jhonatan Almada, o diretor de Ensino do Instituto, Elinaldo Silva, a gestora da UP Cururupu Marileide Costa, a técnica da Diren Natália Abreu e o professor da unidade plena de Coroatá Marcos Antônio Viana – recebeu na tarde desta quarta-feira (12), em Salvador, o título de Escola Associada da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Instituto é a primeira escola pública do estado a participar do Programa de Escolas Associadas (PEA). A certificação aconteceu durante o Fórum da Unesco realizado em Salvador na Bahia, durante os dias 11 a 15 deste mês.

De acordo com o reitor do Iema, Jhonatan Almada, o evento é um momento de troca de experiências e consolidação do trabalho do Instituto em âmbito internacional. “Nosso sentimento é de alegria, gratidão e orgulho de toda a nossa equipe. A certificação é um reconhecimento desse trabalho, a projeção da escola pública do Maranhão para o mundo e a aceitação internacional a esse trabalho, por isso a sensação é de grande alegria e gratidão. Nós vamos participar também dos debates da inovação pedagógica e das práticas desenvolvidas por outras escolas, tanto do Brasil quanto do mundo”, frisou.

Segundo o diretor de Ensino, Elinaldo Silva, a conquista é fruto do trabalho que o Iema vem desenvolvendo. “Estamos muito felizes com essa vitória que é de todas as unidades plenas e vocacionais do Instituto. Tivemos nossa candidatura apresentada há dois anos, e somente agora fomos contemplados, pois é um processo bastante burocrático. Hoje estarmos como escola associada para nós é um momento de glória e de extrema alegria porque prova de que compartilhamos dos mesmos princípios que a Unesco no mundo inteiro”, destacou o diretor. “Poderemos trocar experiências como as escolas brasileiras que são associadas, bem como escolas estrangeiras. Como pioneiro, o Iema tem agora a missão de divulgar o programa e expandir essa rede no estado”, acrescentou.
O objetivo principal do Programa de Escolas Associadas é criar e interligar uma rede internacional de escolas que trabalhem pela cultura da paz. Desta forma, o PEA realiza um estímulo a projetos ligados a um tema central que é o Ano Internacional proposto pela Unesco, ou simplesmente dirigidos à ampliação da consciência de cidadania. Toda escola que se associa ao programa recebe um certificado internacional de escola membro e tem o direito de utilizar a logomarca do Programa de Escolas Associadas e, também, do Ano Internacional do ano corrente, podendo receber ainda materiais produzidos pela Unesco, além de participação em concursos e eventos de âmbito internacional.

A gestora da unidade plena de Cururupu, Marileide Costa, que também compôs a comitiva, reiterou que o evento consolida a proposta de educação do Iema. “Para o nosso Instituto é uma certificação que nos traz mais responsabilidade, do ponto de vista que é a única escola pública associada do estado. É um feito que está além do que poderíamos imaginar porque o Iema só tem três anos de criação. Esse reconhecimento nos mostra que estamos no rumo certo”, reiterou.

Atualmente, o PEA conta com cerca de 11.000 escolas associadas em 182 países ao redor do mundo. As escolas associadas ao programa trabalham na promoção de projetos em um tema central, como o Ano Internacional das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Relatório da Unesco sobre água propõe soluções baseadas na natureza

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lança nesta segunda-feira (19) o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2018, durante a abertura oficial do Fórum Mundial da Água, em Brasília. A edição incentiva a busca por soluções baseadas na natureza (SbN), que usam ou simulam processos naturais para contribuir com o aperfeiçoamento da gestão da água no mundo.

O documento mostra que apesar da disseminação das tecnologias que envolvem a conservação ou a reabilitação de ecossistemas naturais, esses processos correspondem a menos de 1% do investimento total em infraestrutura para a gestão dos recursos hídricos. Segundo a oficial do Programa Mundial de Avaliação de Recursos Hídricos da Unesco, Angela Ortigara, o objetivo da publicação é incentivar a adoção de soluções baseadas na natureza para que sejam sejam efetivamente consideradas na gestão da água.

“O que acontece,  muitas vezes, é que, por facilidade, praticidade ou falta de conhecimento, ninguém pensa que se pode utilizar a natureza para gerenciar, por exemplo, enchentes ou prevenir um caso de seca. E, no entanto, o que a gente quer nesse relatório é mostrar que não é preciso necessariamente construir grandes obras de infraestrutura para melhorar a gestão da água”, afirmou Angela, em entrevista exclusiva aos veículos da Empresa Brasil de Comunicação(EBC).

O relatório da Unesco ressalta que abordagens tradicionais não permitem que a segurança hídrica sustentável seja alcançada. Já as soluções baseadas na natureza trabalham diretamente com a natureza, não contra ela e por isso oferecem meios essenciais para ir além das abordagens tradicionais, de modo a aumentar os ganhos em eficiência social, econômica e hidrológica no que diz respeito à gestão da água. “As SbN são especialmente promissoras na obtenção de progressos em direção à produção alimentar sustentável, à melhora dos assentamentos humanos, ao acesso ao fornecimento de água potável e aos serviços de saneamento, e à redução de riscos de desastres relacionados à água. Elas também podem ajudar na resposta aos impactos causados pela mudança climática sobre os recursos hídricos”, diz a publicação.

“O relatório quer que as pessoas abram os olhos para soluções que talvez não estejam tão claras do ponto de vista de engenharia, não sejam tão conhecidas, mas que podem trazer soluções que não são banais. Se decidir reflorestar uma área, a primeira coisa que vai pensar é: essa área estará coberta, terá animais, mas também ajudará a recarregar a água subterrânea, os aquíferos”, disse a oficial da Unesco. “Há uma série de benefícios que são difíceis de ser quantificados economicamente e talvez essa seja uma das razões pelas quais essas soluções não venham sendo utilizadas. No entanto, são benefícios que têm que ser considerados se pensarmos em longo prazo”, completou Angela.

Entre os exemplos dados pela publicação está a ampliação de banheiros secos, aqueles que evitam o lançamento de dejetos em tubulações ligadas a centros de tratamento de água ou em rios. Esse tipo de banheiro também permite a produção de composto orgânico ao final do processo. Em uma proposta de solução mais ampla, o relatório apresenta a experiência das cidades-esponjas, na China, em que construções absorvem água da chuva de forma rápida e segura.

Economia

De acordo com o relatório, as soluções baseadas na natureza apoiam a “economia circular”, aquela considerada restauradora e regenerativa, que busca reduzir os desperdícios e evitar a poluição, inclusive por meio do reúso e da reciclagem. Além disso, a tecnologia apoia os conceitos de crescimento verde e de economia verde, que  promovem o uso sustentável dos recursos naturais e aproveitam os processos naturais como fundamento das economias. “Essa utilização das SbN no setor hídrico também gera benefícios no campo social, econômico e ambiental, incluindo a melhoria da saúde humana e dos meios de subsistência, o crescimento econômico sustentável, empregos dignos, a reabilitação e a manutenção de ecossistemas, e a proteção/desenvolvimento da biodiversidade”, ressalta a publicação.

O relatório diz que a demanda mundial por água tem aumentado a uma taxa de aproximadamente 1% ao ano, devido ao crescimento populacional, ao desenvolvimento econômico e às mudanças nos padrões de consumo, entre outros fatores, e continuará a aumentar de forma significativa durante as próximas duas décadas. No entanto, ao mesmo tempo, o ciclo hídrico mundial está se intensificando devido à mudança climática, com a tendência de regiões já úmidas ou secas apresentarem situações cada vez mais extremas.

Atualmente, estima-se que 3,6 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial) vivem em áreas que apresentam potencial escassez de água de, pelo menos, um mês por ano. A expectativa, segundo a publicação, é de que essa população poderá aumentar para algo entre 4,8 bilhões e 5,7 bilhões até 2050.

Desafios

De acordo com o relatório da Unesco, a degradação dos ecossistemas é uma das principais causas dos desafios relativos à gestão da água. A publicação estima que, desde 1900, entre 64% e 71% das zonas úmidas de todo o mundo foram perdidas devido às atividades humanas. Todas essas mudanças têm gerado impactos negativos na hidrologia, desde a escala local até a escala regional e mundial.

Outro desafio mostrado pela publicação é a qualidade da água. Desde a década de 1990, a poluição hídrica piorou em quase todos os rios da América Latina, da África e da Ásia. O documento prevê que a deterioração da qualidade da água se ampliará ainda mais durante as próximas décadas, o que aumentará as ameaças à saúde humana, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

O relatório prevê ainda que o aumento de exposição a substâncias poluentes será maior em países de renda baixa e média-baixa, principalmente devido ao crescimento populacional e econômico e à ausência de sistemas de gestão das águas residuais.

A publicação também estima que o número de pessoas que se encontram em situação de risco de inundações aumentará do atual 1,2 bilhão, para cerca de 1,6 bilhão, em 2050 – o correspondente a aproximadamente 20% da população mundial. A população atualmente afetada pela degradação e/ou pela desertificação e pelas secas é estimada em 1,8 bilhão de pessoas, o que torna essa categoria de “desastres naturais” a mais significativa, com base na mortalidade e no impacto socioeconômico relativo ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

Uso do solo

De acordo com o documento, os ecossistemas exercem importante influência no ciclo das chuvas, em escala local e continental. Em vez de ser considerada uma “consumidora” de água, a publicação ressalta que a vegetação deve ser vista como uma “recicladora” de água. Em âmbito mundial, até 40% da precipitação terrestre são gerados pela transpiração vegetal e pela evaporação do solo, também responsáveis pela maior parte das precipitações em algumas regiões.

“Portanto, as decisões relativas ao uso do solo em um determinado lugar podem ter consequências significativas para os recursos hídricos, as pessoas, a economia e o meio ambiente em lugares distantes – o que indica as limitações das bacias de drenagem (em oposição às “bacias de precipitação”) em servir como bases para o gerenciamento da água”, diz o texto.

Como alternativa, o relatório indica a parceria entre a tecnologia tradicional com o uso de infraestrutura verde, voltada para os recursos hídricos, que usa sistemas naturais ou seminaturais para oferecer opções de gestão da água, com benefícios equivalentes ou similares à tradicional infraestrutura hídrica cinza (construída/física).

“Em algumas situações, as abordagens baseadas na natureza podem oferecer a principal ou a única solução viável (por exemplo, a recuperação de paisagens para combater a degradação do solo e a desertificação), ao passo que para outras finalidades apenas uma infraestrutura cinza funcionaria (por exemplo, o fornecimento de água para uma casa por meio de canos e torneiras). Contudo, na maioria dos casos, as infraestruturas verdes e as infraestruturas cinzas podem e devem trabalhar em conjunto”, acrescenta a publicação.

Riscos relacionados à água

Atualmente, o mundo todo tem presenciado os riscos de desastres relacionados à água, como inundações e secas associadas a uma crescente mudança temporária de recursos hídricos em virtude de alterações climáticas. Segundo o relatório, cerca de 30% da população mundial vive em áreas e regiões afetadas rotineiramente por inundações e secas. A degradação dos ecossistemas é a principal causa dos crescentes riscos e eventos extremos relacionados à água e, além disso, ela reduz a capacidade de aproveitar plenamente o potencial das soluções baseadas na natureza.

“Vemos que cada vez mais estão se intensificando os eventos extremos, desastres naturais, justamente nas áreas que já estão sujeitas a esses desastres. Onde há seca, em zonas extremamente áridas, haverá cada vez mais secas, com cada vez mais impactos. Onde há inundações, vai ter cada vez mais inundações. O que vai acontecer é que áreas que nunca vivenciaram desastres naturais também poderão viver esses fenômenos. Isso é o principal desafio, que em parte pode ser controlado, mas grande parte, não”, afirmou o oficial de projetos de Meio Ambiente da Unesco, Massimiliano Lombardo.

Para a Unesco, a infraestrutura verde é capaz de desempenhar importantes funções relacionadas à redução de riscos. A combinação de abordagens de infraestrutura verde e cinza pode levar à redução de custos e a uma redução geral dos riscos. “As SbN podem melhorar a segurança hídrica geral, aumentando a disponibilidade e a qualidade da água e, ao mesmo tempo, reduzindo os riscos de desastres relacionados à água e gerando cobenefícios sociais, econômicos e ambientais. Elas permitem a identificação de resultados positivos para todos os setores”, diz o texto.

Inércia política

De acordo com o relatório, ainda existe uma inércia histórica contra as soluções baseadas na natureza, devido ao predomínio contínuo de soluções de infraestrutura cinza nos atuais instrumentos dos países em relação às políticas públicas, aos códigos e normas de construção. A consequência disso, em conjunto com outros fatores, é a frequente percepção de que as soluções baseadas na natureza são percebidas como menos eficientes, ou mais arriscadas do que os sistemas construídos (com infraestrutura cinza).

“Muitas vezes, as SbN exigem cooperação entre as várias partes e instituições interessadas, o que pode ser difícil de alcançar. Os arranjos institucionais atuais não evoluíram, levando em consideração a cooperação no que diz respeito às SbN. Faltam conscientização, comunicação e conhecimento em todos os âmbitos, das comunidades aos planejadores regionais aos formuladores de políticas nacionais, sobre o que as SbN realmente podem oferecer”.

“Continuam a existir mitos e/ ou incertezas sobre o funcionamento da infraestrutura natural ou verde, assim como sobre o que significam os serviços ecossistêmicos, em termos práticos. Também não é totalmente claro, às vezes, o que constitui uma SbN. Faltam orientação técnica, ferramentas e abordagens para determinar a combinação correta de opções de SbN e infraestrutura cinza”, adverte o documento.

Limites

O relatório alerta que é necessário reconhecer os limites da capacidade de suporte dos ecossistemas e determinar os valores a partir dos quais pressões adicionais causarão danos irreversíveis aos próprios ecossistemas. “Há limites ao que os ecossistemas são capazes de alcançar, e esses limites devem ser identificados com maior precisão. Por exemplo, os “pontos críticos”, além dos quais as mudanças negativas nos ecossistemas se tornam irreversíveis, são bem estudados na teoria, mas raramente são quantificados”, indica a publicação.

Segundo o documento as soluções baseadas na natureza não necessariamente exigem recursos financeiros adicionais, mas normalmente envolvem o seu redirecionamento, ou o uso mais efetivo dos financiamentos já existentes. “Investimentos em infraestrutura verde estão sendo mobilizados graças ao crescente reconhecimento do potencial dos serviços ecossistêmicos em oferecer soluções que tornam os investimentos mais sustentáveis e mais custo-efetivo no longo prazo”.

“O investimento nas soluções verdes é ainda muito baixo. Se você tiver que tomar uma decisão para o gerenciamento da água, eu diria: por favor, considere coisas que são diferentes das usuais. Pense em soluções mais verdes, que possam trazer benefícios não só para levar água do ponto A para o ponto B, mas para que nesse caminho possa gerar benefícios para o meio ambiente”, avaliou Angela Ortigara. “É necessário, principalmente para um país grande como o Brasil, em que a gente sempre pensa que tem muita água, suficiente para tudo, e acontece como em 2015, a seca em São Paulo, e a gente não sabe por quê”, completou.

O documento apoia ainda a incorporação de conhecimentos e práticas tradicionais às já consolidadas por comunidades locais sobre o funcionamento dos ecossistemas e a interação natureza-sociedade. Nesse sentido, a publicação sugere que devem ser feitas melhorias quanto à incorporação desses conhecimentos nas avaliações e no processo decisório.

“O relatório demonstra que o ser humano pode fazer uma parceria com a natureza, em vez de lutar e querer que ela se conforme com as nossas necessidades, é [importante] tentar acomodar a necessidade da natureza, no caso da água, de se espalhar, inundar uma planície, porque isso é importante para preservar a qualidade e a quantidade da água que, depois, o ser humano vai utilizar”, concluiu o oficial de projetos Massimiliano Lombardo.

Publicação

O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (World Water Development Report – WWDR) é publicado anualmente, com foco em questões estratégicas sobre a água. O documento oferece um quadro geral do estado dos recursos de água potável no mundo e visa a proporcionar as ferramentas sustentáveis a serem utilizadas pelos tomadores de decisões.

Pobreza pode cair pela metade se adultos completarem ensino secundário, diz ONU

A pobreza mundial pode cair pela metade se todos os adultos terminarem o ensino secundário, afirma a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), com base no recém-lançado estudo Reduzindo a pobreza global através das educações primária e secundária.

Apesar dessa constatação, novos dados do Instituto de Estatística da agência da ONU mostram altas taxas de jovens fora da escola em muitos países. Isso significa que os níveis de graduação secundária continuarão abaixo das metas para as próximas gerações. A informação é da ONU News.

No próximo mês o Conselho Econômico e Social da ONU realiza na sede das Nações Unidas, em Nova York. um Fórum Político de Alto Nível que terá como foco a erradicação da pobreza. Nesse sentido, o documento da Unesco demonstra a importância de se reconhecer a educação como “a alavanca central” para acabar com a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares.

Boa notícia

A chefe da Unesco, Irina Bokova, disse que a nova análise divulgada pela agência deve ser vista como uma boa notícia para os que trabalham para erradicar a pobreza até 2030, seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas.

Ela afirmou que a comunidade internacional tem agora um plano concreto para garantir que as pessoas não tenham que viver com apenas alguns dólares por dia. Segundo ela, esse plano privilegia a educação em primeiro lugar.

A Unesco afirma que 60 milhões de pessoas podem escapar da pobreza se todos os adultos tiverem dois anos de ensino secundário e, no caso de uma graduação, esse número sobre para 420 milhões fora da pobreza.

O documento revela ainda que 9% das crianças no mundo não têm acesso ao ensino primário e esse índice aumenta nos níveis educacionais mais altos. No total, 267 milhões de crianças, adolescentes e jovens estavam fora das escolas em 2015.

Dos 61 milhões de crianças que não frequentam uma sala de aula no ensino primário, a agência da ONU alerta que quase 30% nunca pisarão numa escola. As meninas são as que mais sofrem com essa situação nos países pobres. Nas nações de baixa renda, mais de 11 milhões de meninas em idade escolar primária estão fora dos colégios em comparação a 9 milhões de meninos.

A boa notícia é que as meninas que conseguem começar a estudar tendem a finalizar o ensino primário e a buscar o ensino secundário.