Imesc leva discussão sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico para Imperatriz

O município de Imperatriz recebeu no sábado (26) a palestra de encerramento do curso de Preparação para Elaboração de Cenários e Prognósticos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão (ZEE-MA), realizada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Realizada no auditório do Sebrae de Imperatriz, a palestra foi ministrada pelo professor e geólogo Valter Marques, do CPRM, e teve como tema “Cenários e Prognósticos para a Amazônia Maranhense”. Além de discutir os cenários para o Bioma Amazônico Maranhense, durante o encontro também foram discutidas as perspectivas de políticas públicas que devem ser pensadas para entrarem em atividade a partir de 2020.

O grande tema do evento foi a discussão do desenvolvimento socioeconômico, como o melhor aproveitamento dos recursos naturais para a produção de riqueza e bem-estar para as pessoas que vivem hoje no território do bioma amazônico.

O presidente do Imesc e coordenador geral do ZEE/MA, Felipe de Holanda, falou da importância de levar o tema para discussão em Imperatriz. “Estamos muito contentes com a receptividade da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Sindicato Rural, Ministério Público, Sebrae, e todos os entes que se mobilizaram para nos receber em Imperatriz”, disse ele.

O presidente do Imesc também completou “aqui pudemos, através da palestra do professor Valter Marques, discutir com a comunidade como se faz a cenarização do território e como que as pessoas podem intervir a partir de seus interesses”, explica.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Guilherme Maia, fazer parte desse cenário de discussões ajuda o crescimento do estado como um todo. “O governo levar a sociedade e as entidades de classe a participar dessa integração ajuda a construir o futuro do Maranhão para que a gente cada vez mais possa crescer”, comenta.

O Ministério Público esteve presente durante o evento, representado pelo promotor de justiça Sandro Bíscaro, que falou sobre a importância da participação da entidade na discussão do ZEE.

“Estamos discutindo o futuro da própria vida. Me chamou atenção o fato de estarmos colocando em prática o que aprendemos nos bancos escolares, no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. Há um equilíbrio de um tripé entre a proteção ambiental, a economia e a parte social”, aponta o promotor.

A Ordem dos Advogados (OAB/MA) também teve sua contribuição na discussão do ZEE em Imperatriz. O presidente da Comissão de Direitos Ambientais da OAB/MA, da seção de Imperatriz, Everson Cavalcante, atentou para a importância do planejamento produtivo ambientalmente correto.

“Esse momento é extraordinário porque você tem o Estado unindo todas as partes envolvidas no setor produtivo, ouvindo ambientalistas, ou seja, uma questão multidisciplinar que contribuirá para que haja um zoneamento equilibrado e que traga benefícios à sociedade em geral”, destacou.

Maurício Lima, gerente regional do Sebrae em Imperatriz, e anfitrião do evento, elogiou o trabalho do Governo do Estado para o zoneamento.  “O Imesc e a UEMA estão realizando um trabalho consistente de um zoneamento ecológico econômico da nossa região. Imperatriz, por localizar-se na região pré amazônica, precisa de um planejamento assertivo com relação à exploração econômica, respeitando também a questão ambiental e social”.

Felipe de Holanda destacou o importante papel do ZEE para o planejamento e desenvolvimento do Estado. “É um momento de avanço do zoneamento ecológico-econômico, sob a coordenação do governador Flávio Dino que tem uma grande consciência do papel do planejamento no desenvolvimento da sociedade maranhense e que deu as condições para que pudéssemos avançar rapidamente nesse importante projeto”, finaliza o presidente do Imesc.

Sobre o ZEE

Instrumento de orientação para a formulação e espacialização das políticas públicas de desenvolvimento sócio-produtivo e ambiental do Estado, a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico produzirá o ordenamento territorial do Maranhão, assim como servirá para as tomadas de decisões de investimento dos agentes públicos e privados.

Imesc aplica novas metodologias de pesquisa em municípios do Bioma Amazônico Maranhense

A Limnologia é a pesquisa científica das extensões de água doce (pântanos e lagos, por exemplo) que verifica as dimensões e concentração de sais e nutrientes presentes nas águas em relação aos fluxos de matéria e energia, além de estudar suas comunidades bióticas. O estudo é uma das linhas de frente do Zoneamento Ecológico-Econômico do Maranhão (ZEE-MA), e contou com uma equipe técnica que aplicou novas metodologias de pesquisa em dois municípios maranhenses: Rosário e Axixá.

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), que gere o ZEE-MA, recebeu o Profº Dr. Clovis Ferreira do Carmo, do Instituto de Pesca de São Paulo.

O professor apresentou à equipe técnica do ZEE-MA as novas metodologias que serão utilizadas no zoneamento do Maranhão, explicando detalhes sobre os tipos de sonda que podem ser aplicados em campo e, ainda, quais serão as análises que podem ser feitas das águas dos rios do Bioma Amazônico.

As metodologias expostas na apresentação foram aplicadas na-feira (11), nos municípios de Rosário e Axixá. Segundo o chefe do departamento de estudos ambientais do Imesc, Ribamar Carvalho, nos locais foram feitas coleta de água e análise de indicadores. “A coleta servirá para que possamos ter os indicadores necessários para identificar quais os principais contaminantes e a qualidade dessa água”, afirmou Ribamar Carvalho. A visita será estendida para todas as nove bacias pertencentes ao Bioma Amazônico Maranhense.

De acordo com o coordenador estadual do ZEE-MA, Luiz Jorge Bezerra Dias, quando o ZEE-MA apresenta possibilidades de trazer um marco analítico das águas continentais, sejam elas de ambientes de lagos ou rios [que compõem nossas bacias hidrográficas], poderá permitir que, nos próximos anos, haja condições de se tratar melhor das condições físicas, químicas e biológicas dos ambientes presentes no contexto territorial do Maranhão.

“Sem essa metodologia inovadora de criação de um marco para monitoramento, controle e fiscalização da qualidade das nossas águas, nós não teríamos condições de manter nossos rios com saúde e com quantidade de água suficiente para abastecimento público de águas para as próximas décadas”, pontuou Luiz Jorge.

O coordenador reforça o potencial inovador atrelado ao ZEE-MA e a aplicação destas novas metodologias. “O ZEE-MA traz essa possibilidade inovadora de inteligência territorial agregada ao valor social da água, para que possamos ter nesse elemento (os recursos hídricos) um potencial de integração de vários outros elementos, sobretudo socioeconômicos, num contexto que é ao mesmo tempo de uso social e econômico e de proteção destes recursos remanescentes”, acrescentou.

Sobre o ZEE

Instrumento de orientação para a formulação e espacialização das políticas públicas de desenvolvimento sócio-produtivo e ambiental do Estado, a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico produzirá o ordenamento territorial do Maranhão, assim como servirá para as tomadas de decisões de investimento dos agentes públicos e privados.