POLÍTICA

Acordo de Salvaguardas não é do Bolsonaro, é do Brasil, diz Márcio Jerry

Durante entrevista à Rádio Timbira, na manhã desta quinta-feira (5), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou que o Acordo… [ ]

5 de setembro de 2019

Durante entrevista à Rádio Timbira, na manhã desta quinta-feira (5), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) afirmou que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) aprovado ontem, em regime de urgência, na Câmara dos Deputados, não é de “Bolsonaro, é do Brasil”.

Jerry, que votou a favor do Acordo, foi contra a urgência no projeto por entender que era necessário mais diálogo sobre o tema. “Após ser aprovado, este acordo não pode ser desvirtuado. Nós precisamos separar as coisas, o AST trata apenas de tecnologia, ele não versa sobre comunidade quilombola, soberania nacional, plano de investimento. Nós, do PCdoB, por exemplo, defendemos que não existe necessidade de expandir a área do Centro de Lançamentos para reiniciar as atividades”, explicou o deputado.

Márcio Jerry também disse que o AST aprovado não fere a soberania nacional. “Quem diz isso está errado e exagerando. O Acordo não salvaguarda a soberania, que salvaguarda é o Presidente da República, e infelizmente nós perdemos a eleição para uma pessoa que não defende a soberania do Brasil, o Bolsonaro é um capacho dos Estados Unidos e isso é evidente. Agora, este acordo não é do Bolsonaro, é do Brasil. Bolsonaro passa, o Brasil fica, e nós não podemos, por causa da infelicidade de ter um presidente péssimo e vassalo como Bolsonaro, perder a oportunidade de incrementar a política aeroespacial brasileira, retomando o diálogo com a aeronáutica, com as comunidades quilombolas, e buscando associar objetivos que resultem em melhoria da condição de vida do povo de Alcântara, retomada da política aeroespacial brasileira e soberania nacional”, afirmou durante a entrevista.

Vice-líder do PCdoB na Câmara, Jerry também explicou que o acordo remonta ao governo de Dilma Rousseff (PT), que abriu diálogo com os EUA para negociar o uso de base de Alcântara ainda em 2013. “Nós vamos aprovar o acordo apesar do Bolsonaro. Ele é tão incapaz para fazer qualquer coisa que sequer conseguiria fazer um acordo. Esse tratado vem do governo Dilma, passou pelo governo Temer e foi protocolado no governo Bolsonaro”, completou.

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