ECONOMIA

Agricultura puxa crescimento de 2,9% no setor primário no segundo trimestre de 2021, aponta publicação do Imesc

O setor primário maranhense apresentou 2,9% de variação positiva acumulada até o segundo trimestre de 2021 comparado ao ano anterior,… [ ]

5 de outubro de 2021

O setor primário maranhense apresentou 2,9% de variação positiva acumulada até o segundo trimestre de 2021 comparado ao ano anterior, resultado que decorre principalmente do setor agrícola. Essa informação está no Índice de Atividade Econômica do Setor Agropecuário, referente ao 2º trimestre de 2021. A publicação foi lançada nesta terça-feira (5) pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Programas Estratégicos.

De acordo com a estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE) para março de 2021, a colheita de grãos deverá ser 5,4% maior que 2020. “É um resultado razoável considerando que a pandemia afetou diversos setores em 2020. Se verificarmos o LSPA e os resultados consolidados da Produção Agrícola Municipal (PAM), todos os anos o Maranhão vem alcançando um novo recorde. Esse ano, estamos prevendo mais de 5 milhões de toneladas de grãos e, no próximo ano, a tendência é de crescimento”, destaca o presidente do Imesc, Dionatan Carvalho.

O Índice de Atividade Econômica do Setor Agropecuário Maranhense é um indicador elaborado pelo Imesc, com base na metodologia de contas regionais. Como de praxe, o setor primário vem apresentando nos últimos três anos resultados bem positivos no Maranhão, tendo em vista que boa parte da população rural se dedica a atividades como cultivo de mandioca, produção de grãos, entre outros.

A dinâmica do setor primário gera externalidades positivas nas regiões e respectivos municípios onde está inserida, à medida em que afeta outras atividades econômicas, a exemplo dos transportes, já que os produtores agrícolas necessitam dessa atividade para escoar sua produção, principalmente nos períodos de colheita, que geralmente acontecem de maneira mais intensa no final de julho e todo o mês de agosto.

Além da LSPA, outros indicadores são utilizados para tornar a estimativa mais robusta, como a Pesquisa Trimestral de Abate de Animais, também do IBGE, além de dados relativos aos preços dos produtos agrícolas divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre outros indicadores.

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