AL sedia Exposição de Artes alusiva ao Dia Mundial da Saúde Mental

A Assembleia sedia a partir desta segunda-feira (09) até quarta-feira (10), no Hall de entrada, a Exposição de Artes produzidas… [ ]

10 de outubro de 2017

A Assembleia sedia a partir desta segunda-feira (09) até quarta-feira (10), no Hall de entrada, a Exposição de Artes produzidas pelos pacientes do Hospital Nina Rodrigues e do Centro de Atenção Psicossocial da Secretaria de Estado da Saúde (CAPS-SES). O evento é alusivo ao Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado dia 10 de outubro, e reúne trabalhos como, por exemplo, pinturas e artesanatos, realizados pelos doentes mentais durante as oficinas terapêuticas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 400 milhões de pessoas que sofrem transtornos mentais, neurológicos ou outros tipos de problemas relacionados com o abuso de álcool e drogas. No Brasil, são 23 milhões de pessoas (12% da população) que necessitam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3%) da população sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

PARADIGMA DE ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL

“A nossa intenção é trazer um paradigma acerca da assistência, urgência e emergência das pessoas com sofrimento psíquico e também físico, até porque a gente só tem uma porta de atendimento de urgência e emergência psiquiátrica, que é o Hospital Nina Rodrigues. Que muitas vezes acaba atendendo pacientes que poderiam ser atendidos nos socorrões, na unidades e pronto atendimento (UPAS) e outras unidades de saúde que, por não contarem com profissionais na área de psiquiatria, acabam indo para o Hospital Nina Rodrigues. Então, queremos chamar a atenção, na Casa do povo, para a necessidade de ampliação dessa rede de cuidados”, esclareceu Rui Cruz, Diretor do Hospital Nina Rodrigues.

Segundo Rui Cruz, a produção de artes dos pacientes nas oficinas terapêuticas tem se constituído num eficaz instrumento de tratamento dos doentes mentais. “O indivíduo não tem que ser visto pela doença que possui, mas em sua globalidade. Saúde não é ausência de doença. Temos que trabalhar a prevenção. A prevenção aos agravos, ao uso abusivo de drogas. É uma maneira de colocar na comunidade a necessidade de mudar esse paradigma acerca da saúde mental”, ressaltou.

ATIVIDADES TERAPÊUTICAS AJUDAM NO TRATAMENTO

Para José Morgado Silva, monitor das oficinas terapêuticas, é uma satisfação imensa porque a gente constata a evolução dos pacientes por intermédio das atividades que se ocupam. “A doença mental, ela se torna mais dificultosa porque o doente mental não desenvolve atividades, ou seja, não ocupa a mente, não deixam que ele desenvolva alguma coisa em razão da visão preconceituosa que existe na sociedade”, observou.

“No momento em que eles se sentem valorizados, eles apresentam significativas melhoras no tratamento a que são submetidos. E as oficinas terapêuticas cumprem esse papel, de mostrar a cada um deles que tem capacidade de trabalho, que podem desenvolver qualquer atividade”, acrescentou José Morgado.

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