TURISMO

Centro Histórico de São Luís oferece beleza, compras e gastronomia nas férias

O Centro Histórico de São Luís é um grande atrativo para maranhenses e turistas em qualquer época do ano. Mas… [ ]

19 de janeiro de 2020

O Centro Histórico de São Luís é um grande atrativo para maranhenses e turistas em qualquer época do ano. Mas durante o período de férias, as ruas centenárias despertam a atenção de um número ainda maior de pessoas.

Famílias inteiras e visitantes aproveitam o tempo de descanso para conhecer um pouco da riqueza cultural presente em cada detalhe dos casarões e sobrados dos séculos 18 e 19, singularidade arquitetônica que fez da capital maranhense cidade Patrimônio Histórico da Humanidade.

Para a família da professora Cledina Fonseca, o passeio pelas ruas seculares de São Luís é roteiro indispensável durante as férias. A educadora mora no município de São João Batista (MA) e, nesta época do ano, ela, os dois filhos e o marido aproveitam para visitar museus, tirar selfies, comprar souvenirs, experimentar iguarias locais e conhecer um pouco mais da história da cidade.

“Estamos vindo ao Centro Histórico para passear e valorizar um pouco a nossa cultura. É um ambiente agradável, bem familiar. É um passeio que sempre está na nossa programação em todas as férias”, conta Cledina.

A beleza do casario de origem portuguesa também chamou a atenção do casal Allison Barbosa e Daiane Santana, que acabaram de chegar do município de Balsas (MA) para passar as férias em São Luís.

“Estamos de férias e viemos dar um passeio. Chegamos hoje. É bem bonito, tem muita coisa legal!”, diz Allison, que visita a capital maranhense pela primeira vez. Já sua namorada, Daiane Santana, retorna a São Luís após seis anos sem visitar a capital.

“Eu já vi muita coisa diferente. Tô achando mais limpo e organizado do que da última vez que eu vim. É um passeio que vale muito a pena”, ressalta Daiane.

Comércio aquecido

O período das férias representa também maior movimentação econômica e aquecimento no comércio local. É o que avalia Ludmylla Ferreira, atendente em um restaurante da Rua Portugal, um dos principais cartões-postais da região histórica. Para ela, nos últimos anos o espaço vem sendo cada vez mais ocupado não só por turistas, mas também pela população local.

“Já começou a melhorar a movimentação de pessoas, tanto de ludovicenses quanto de turistas. Há alguns atrás a gente não via isso. Tomara que [as vendas] continuem melhorando”, diz.

Nosso Centro: projetando São Luís para o futuro

Com a concretização das metas estabelecidas no programa estadual Nosso Centro, a tendência é que nos próximos anos as férias no Centro Histórico de São Luís sejam ainda mais movimentadas. Lançado pelo governador Flávio Dino em junho do ano passado, a ideia do projeto é promover ações estruturantes que dinamizem a economia local, estimulem o turismo e valorizem ainda mais a região.

Com foco no setor habitacional, comercial e gastronômico, tecnológico, cultural e turístico, além do institucional, o programa alcança toda a região da Praia Grande, além do entorno da Praça João Lisboa, Desterro, Rua Grande e suas transversais, até a Praça Deodoro.

A artesã Dena Silva trabalha na região há cerca de 10 anos. Ela garante que todo dia consegue vender, mas espera um aumento com o auxílio de medidas inovadoras como o Nosso Centro. Ela foi uma das vendedoras que perceberam um salto nos lucros quando, no São João de 2019, foram instaladas as bandeirinhas juninas que formavam um mosaico com elementos do auto do bumba meu boi.

“As bandeirinhas foram show. Melhorou demais, aumentaram as vendas e ficou mais movimentado. As pessoas que vinham ver as bandeirinhas acabavam virando clientes”, afirma a artesã.

A entrega do Edifício João Goulart, na Praça Pedro II, foi o ponto de partida do programa Nosso Centro. O prédio já começou a abrigar parte da estrutura administrativa do estado. A reinauguração oficial do João Goulart será realizada nos próximos dias. Os cerca de 500 servidores estaduais que passam a trabalhar no edifício devem movimentar a região e a economia no Centro Histórico.

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