Cinco militares presos por envolvimento em grupo de extermínio no Maranhão

Cinco policiais militares e dois homens suspeitos de pistolagem foram presos numa grande operação desencadeada contra um grupo de extermínio… [ ]

30 de abril de 2019

Cinco policiais militares e dois homens suspeitos de pistolagem foram presos numa grande operação desencadeada contra um grupo de extermínio que vinha agindo nas cidades de Aldeias Altas, Caxias e Coelho Neto. Quatro estão presos em Caxias e um em Aldeias Altas, foco principal dos crimes. Dois deles, os sargentos identificados como Enedino e Nonatão, são apontados como os principais envolvidos. A função deles seria a de recrutar os pistoleiros para os crimes de encomenda. Enedito, inclusive, enfrenta vários processos e está afastado das funções de campo, só podendo desenvolver atividades administrativas.

Além de dois integrantes da milícia, a operação tenta prender outros civis recrutados para os crimes de pistolagem cometidos principalmente em Aldeias Altas, onde funcionaria o QG (Quartel General do grupo de extermínio). Informações preliminares dão conta de que até um padre de Aldeias Altas já teria vindo a São Luís pedir providências contra os militares que agiam ostensivamente naquela cidade.

Nonatão e Enedito são ligados ao prefeito Zé Reis, de Aldeias Altas, que está bastante agitada na manhã desta feita diante das prisões efetuadas. Os policiais militares agiam como intermediários dos crimes, fazendo o recrutamento dos pistoleiros. Os suspeitos presos foram identificados como Toinho e Cícero e um terceiro – Paulo Bala – está sendo procurado, juntamente com outros envolvidos nos crimes de encomenda.

O trabalho está sendo realizado pelas delegacia de Homicídios de Caxias, Timon, juntamente com o CTA e equipes de policiais civis de Codó, que dão apoio no cumprimento de mandados de apreensão em residências de Caxias e Aldeias. A Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa e o Gaeco, do Ministério Público, coordenam os trabalhos. Há suspeitas de que os suspeitos de pistolagem recrutados pelos militares cometeriam também assaltos. A operação está em andamento.

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