Começa a construção do Parque Rangedor, em São Luís

A estratégia de resgate ambiental do Sítio Rangedor, elaborada pelo Governo do Maranhão, já começou. A fase executada neste primeiro… [ ]

15 de outubro de 2017

A estratégia de resgate ambiental do Sítio Rangedor, elaborada pelo Governo do Maranhão, já começou. A fase executada neste primeiro momento é de medição topográfica de toda a área. Com a finalidade de recuperar partes degradadas e priorizar o uso do espaço pela população, o Parque Rangedor surge como ícone desse momento transformador, assim como a Reserva do Itapiracó e a Praça da Lagoa, construídas recentemente pela atual gestão do Governo do Maranhão.

A área do Parque Rangedor será construída com recurso da ordem de R$ 19 milhões da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema). Este novo espaço surgirá com três praças grandes e quatro intermediárias, dois estacionamentos, pista de caminhada, ciclovia, trilhas naturais, playgrounds, academias ao ar livre, campo de beach soccer oficial, quadras poliesportivas, espaços de convivência e uma lagoa natural.

Na manhã de sexta-feira (13), o engenheiro e o arquiteto da obra fiscalizaram os trabalhos de topografia que estão sendo executados para descrição e delineação exata e pormenorizada do terreno do Parque do Rangedor. Foram checados todos os pontos com acidentes geográficos. Foi necessária uma etapa de estudos do projeto, que durou cerca de oito meses, período necessário para a identificação da área física e do uso do novo espaço.

Conhecer para fazer

O sítio tem uma área total de 120 hectares. O Governo do Maranhão realizou um levantamento de toda a área degradada, que é de 44 hectares, o equivalente a pouco mais que um terço da área total (35%), sem contar as áreas que já foram ocupadas e que ocasionaram parte dessa degradação.

No estudo referente aos recursos hídricos, foram mapeadas oito nascentes na área, em dois lados, que serão preservadas com a futura obra. Através dos estudos, foram identificados ainda mais de dez quilômetros de trilhas que proporcionarão opções de passeios aos visitantes.

Também foi realizada pesquisa sobre a planialtimetria. “Tínhamos que saber a diferença de cota (nível) que existe no Rangedor. Sabemos que a cota mais alta tem 33 e a mais baixa 13. Com isso, será possível estabelecer as declividades, a movimentação de terra, as microbacias que existem lá dentro, o que é essencial para garantir a acessibilidade de todos”, detalha o responsável pela equipe de projeto de construção do Sítio Rangedor, o arquiteto e urbanista Marcos Borges.

O responsável pelo projeto ressalta a atenção especial dada à legislação ambiental. “A lei que estabelece que é necessário deixar uma faixa de proteção permanente, que chamamos de Área de Preservação Permanente (APP), em volta dos riachos existentes. Além de servir para o meio ambiente, o espaço tem que servir para o bem-estar”, diz.

Margeado por avenidas importantes – como a Jerônimo de Albuquerque, a Holandeses e a Eduardo Magalhães, que interliga as duas primeiras –, o Parque do Rangedor tem basicamente a forma geométrica de um triângulo. No entorno dele, existem muitos equipamentos, como instituições e comércios. Outro estudo executado foi o dos pontos de ônibus que darão acesso ao parque.

Arborização

O espaço contará ainda com uma grande esplanada, com a mistura de espécies nativas, oferecendo sombra para os frequentadores do parque. “Arborizamos todos os caminhos de acesso ao parque. Nós marcamos os caminhos com palmeiras de Babaçu e de Buriti. Todos os pergolados têm bougainville, que além de proporcionar o sombreado, fica bonito”, explica o arquiteto.

“Fizemos árvores diferenciadas, para que elas possam florir em diferentes épocas do ano, em cada uma das praças, gerando em cada unidade uma identidade paisagística”, acrescenta.

Histórico 

O Sítio do Rangedor foi uma Estação Ecológica, mas devido à quantidade de áreas que sofriam ataques com queimadas criminosas, despejo de lixo e prática ilegal de caça, o Governo do Maranhão, por meio da Lei Estadual Nº10. 455/2016, aprovada na Assembleia Legislativa, estabeleceu uma nova categoria ao local: a de Parque Ambiental, que agora pode receber as intervenções nas áreas já degradadas.

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