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Conheça a Marandu, agência de inovação e empreendedorismo da UEMA

Em guarani, idioma falado por povos indígenas do Brasil e de outros países da América do Sul, a palavra “marandu”… [ ]

14 de dezembro de 2020

Em guarani, idioma falado por povos indígenas do Brasil e de outros países da América do Sul, a palavra “marandu” significa novidade. O verbete extraído de uma língua ancestral foi o nome escolhido para batizar a agência de inovação e empreendedorismo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Inaugurada no início de dezembro deste ano, a Marandu surge para aproximar a universidade do mercado, estimular o empreendedorismo e levar para extramuros o que vem sendo desenvolvido e pesquisado em ambiente acadêmico.

É isso o que nos explica o professor doutor José Ribamar Morais, docente do departamento de Administração da UEMA e diretor executivo da Marandu.

“A Marandu foi criada para alavancar a colocação das tecnologias que a UEMA gera no mercado, para que essas tecnologias se transformem em inovação. Hoje nós temos muitas tecnologias criadas por professores nossos que estão emprateleiradas e não conseguiram chegar ao mercado como solução para os problemas da sociedade”, comenta José Ribamar Morais.

De acordo com o diretor da agência, a Marandu pretende captar as criações, tecnologias e conhecimentos gerados na universidade para transformar em oportunidades para o mercado e soluções para problemas da sociedade.

Para exemplificar como projetos elaborados no seio universitário podem ser úteis para o mercado e para a sociedade, o professor José Morais citou a Estação de Desinfecção Individual de baixo custo, tecnologia desenvolvida por professores do Centro de Ciências Tecnológicas da UEMA para redução de contaminação pelo coronavírus em ambientes hospitalares.

“Os nossos produtores-pesquisadores geram conhecimento, mas o conhecimento fica entre quatro paredes. A agência vem exatamente fazer isso, colocar esse conhecimento no mercado, sob a forma de um plano de oportunidades, por meio de rodadas de negócios e feiras virtuais entre pesquisadores e possíveis investidores que queiram transformar as tecnologias em soluções industrializáveis ou em serviços para a sociedade”, detalha.

Incubadora

A agência de inovação Marandu também vai disponibilizar, dentro da UEMA, uma incubadora para que criadores de soluções recebam suporte técnico e possam transformar ideias inovadoras em negócios atrativos para o mercado.

“Com essa incubadora, a gente pretende povoar o mercado com novas ideias, o que até hoje a gente não fez. Como vai funcionar essa incubadora? Ela terá duas modalidades, um espaço físico, que será o abrigo dessas startups, dentro do próprio campus, a UEMA tá separando uma área para esta ação. E também a incubação virtual, porque nós temos algumas ideias que não necessitam de abrigo físico, elas estão dentro de um computador”, frisa José Ribamar Morais.

Patrimônio intelectual e industrial

Além de promover o encontro e entre criadores e empreendedores, a agência Marandu de inovação tem como meta inicial garantir proteção intelectual e industrial aos projetos desenvolvidos dentro da UEMA.

“A agência é uma indutora. A primeira coisa que faremos será a proteção intelectual da ideia. Você tem uma ideia e quer abrir uma empresa? A partir da incubadora a gente pode ofertar mentoria, consultoria e transformar essa ideia em negócio”, pontua o diretor da Marandu.

Empreendedorismo em toda a UEMA

Outro viés de atuação da agência Marandu é a implantação da disciplina de Empreendedorismo nas grades curriculares de todos os cursos da UEMA. Para o professor José Morais “os alunos precisam aprender a empreender”.

O educador lembra que há um declínio da abertura de vagas de empregos para atividades repetitivas com a chegada da chamada ‘Gig Economy’, resultado da flexibilização do mercado de trabalho diante da era digital, em que há maior presença no mercado atividades freelancers, como o transporte por aplicativos.

“Nós estamos cada vez mais prestando serviço do que tendo oportunidade de ser empregado de uma empresa. As empresas estão se modernizando, se automatizando. Nossos alunos não estão preparados para enfrentar esse mercado. Colocar o empreendedorismo em todos os cursos da UEMA vai gerar a oportunidade para que as pessoas criem aplicativos, criem soluções, criem empresas, incubem conosco e joguem no mercado”, avalia.

Segundo o professor José Morais, a ideia é “criar uma fábrica de ideias” para que a universidade tenha maior protagonismo na sociedade e ampliar o diálogo da academia com a lógica do mercado.

A agência de inovação já conta com sede física em funcionamento no Centro Comecial Fecomércio, sala 104, 1º andar, Avenida dos Holandeses, Quintas do Calhau, em São Luís.

Com regulamento pronto e estrutura gerencial definida, o abrigo físico da incubadora vinculada à agência Mandaru será inaugurado em breve dentro do campus da UEMA na capital.

“Do ponto de vista administrativo ela [a incubadora] já está pronta. Faltam alguns processos de remoção de unidades que estão nesse abrigo, para no momento que essa remoção for feita, nós lancemos o edital da incubadora. Isso deve demorar aproximadamente 40 dias”, conclui.

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