BLOQUEIO

Governo fiscaliza estabelecimentos durante lockdown na Ilha de São Luís

No primeiro dia de lockdown, equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância Sanitária… [ ]

6 de maio de 2020

No primeiro dia de lockdown, equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado (Suvisa), mantiveram a fiscalização dos estabelecimentos. A ação estratégica visa o cumprimento do novo decreto do Governo do Maranhão que estabeleceu medidas preventivas e restritivas para os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, em virtude da Covid-19, até 14 de maio.

O objetivo do decreto é reduzir a disseminação do novo coronavírus nos municípios que fazem parte da Ilha de São Luís. Entre as medidas do decreto está a suspensão das atividades comerciais não essenciais.

“A partir do novo cenário epidemiológico causado pelo coronavírus, as fiscalizações passarão a ser mais coercitivas nos locais que não possuem autorização para abrir, e nos que têm permissão será feita a averiguação dos protocolos de segurança. A nossa intenção não é autuar, mas continuar orientando e reforçando a adoção dos procedimentos para que eles sejam obedecidos. Desta forma, garantir tanto a proteção da população como dos trabalhadores”, disse o superintendente de Vigilância Sanitária do Estado, Edmilson Diniz.

Em caso de descumprimento das exigências do lockdown, o estabelecimento poderá sofrer desde advertências, a pagar multas e interdição parcial ou total. As multas poderão ir de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, podendo dobrar o valor em caso de reincidência, todavia levando em conta a capacidade econômica.

Equipes da Vigilância Sanitária do Estado visitarão pontos considerados estratégicos na Ilha de São Luís. Na manhã desta terça-feira (5), quatro equipes de fiscais percorreram os bairros da Cohab, Cohatrac e Cidade Operária. No mesmo dia, pelo turno da tarde, mais três equipes visitaram estabelecimentos localizados no São Francisco, Renascença e Avenida dos Holandeses.

Fiscalizações

A fiscalização sanitária estadual conta com a parceria e apoio do Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon), Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e o Corpo de Bombeiros Civis. Segundo o último boletim emitido pela Suvisa, até o dia 30 de abril foram realizadas 833 ações, sendo 310 de fiscalização sanitária e 523 blitzen.

Conheça os serviços que estão funcionando durante o lockdown:

– Transporte por aplicativo e táxis, desde que o passageiro comprove o deslocamento;

– Serviços de transporte individual de passageiros não estão proibidos pelo decreto do Governo do Estado;

– Ônibus continuarão a funcionar, mas com frota reduzida;

– Supermercados, feiras, quitandas e estabelecimentos semelhantes; delivery de alimentos; venda de produtos de limpeza e de higiene pessoal;

– Hospitais, clínicas e laboratórios; farmácias; clínicas veterinárias para casos urgentes;

– Postos de combustíveis; abastecimento de água e luz; coleta de lixo; imprensa; serviços funerários; telecomunicações; segurança privada;

– Serviços de manutenção, segurança, conservação, cuidado e limpeza em ambientes privados (empresas, residências, condomínios);

– Oficinas e borracharias; pontos de apoio para caminhoneiros nas estradas, como restaurantes e pontos de parada;

– Serviços de lavanderia; comércio de álcool em gel; indústrias do setor de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza.

Fala Povo

“Particularmente eu optei por evitar as aglomerações por medo de pegar a doença. Quando venho ao supermercado é sempre para comprar somente o essencial. Se a Organização Mundial de Saúde está falando que se trata de algo perigoso e que gera danos terríveis para a pessoa, então precisamos respeitar as decisões tomadas e segui-las”. Ivan Amorim, de 48 anos, vigilante patrimonial

“Eu aderi automaticamente e ao mesmo tempo passei a orientar a minha família, bem como pessoas próximas, a fazer o mesmo. Tenho saído somente uma vez na semana para resolver o que for necessário e em definitivo, as idas ao mercado tem seguido o mesmo princípio. Infelizmente, tenho observado que, de modo geral, muitos não parecem preocupados com a doença e isso é muito preocupante”. Tércio Fonseca, 46 anos, professor

“Diferentemente do que tenho visto em algumas pessoas, que se amontoam nos lugares, eu tenho feito o contrário, pois sei que os supermercados não irão fechar. Fora isso, a orientação que dou é que comprem somente o que for preciso. A segurança é tudo e isso deve ser valorizado”. Auricélio Guedes, de 52 anos, pequeno empreendedor

0 Comentários

Deixe o seu comentário!