“Impressiona o desprezo de Jair Bolsonaro pela educação”, diz deputado Márcio Jerry sobre desmonte no setor

Da Revista Fórum Apesar de negar possíveis cobranças de mensalidades de estudantes das universidades federais neste fim de semana, as medidas adotadas… [ ]

15 de julho de 2019

Da Revista Fórum

Apesar de negar possíveis cobranças de mensalidades de estudantes das universidades federais neste fim de semana, as medidas adotadas por Abraham Weintraub, à frente do Ministério da Educação (MEC), foram alvo de uma enxurrada de críticas de parlamentares nesta segunda-feira (15). Em dois dias, além de mudanças nos regimes de universidades, reportagens de diferentes veículos apontaram o esvaziamento dos investimentos direcionados à educação básica pública durante os primeiros seis meses de gestão.

Vice-líder do PCdoB na Câmara, o deputado federal Márcio Jerry externou sua indignação nas redes sociais.

“Impressiona o desprezo de Jair Bolsonaro pela educação. Expele raiva da educação pública, a persegue, diminui recursos. Expressa toda a sua mediocridade e obscurantismo ao colocar a educação como inimiga”, comentou em um tuíte. Autor de um Projeto de Lei que tenta impedir o corte e a suspensão de bolsas de pesquisas, Jerry afirmou que é preciso reagir nas ruas, escolas e parlamento contras as decisões.

Para a deputada Margarida Salomão (PT-MG), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, é hipocrisia o governo Bolsonaro falar em prioridade para a educação básica enquanto ataca as universidades públicas. “Eis o emblema máximo da hipocrisia: um governo que ameaça as universidades federais em nome da educação básica, mas que trata esta com a mais rigorosa vilania”, criticou.

Uma reportagem divulgada hoje, pelo jornal Folha de S. Paulo, apontou que não houve qualquer repasse do Governo Federal à educação integral nos ensinos fundamental e médio das escolas brasileiras. Com a queda no investimento e o atual direcionamento da política de Bolsonaro, foram diretamente impactados os apoios à educação em tempo integral, à construção de creches, à alfabetização e o ensino técnico, por exemplo.

Também pelo Twitter, Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que não bastou a Bolsonaro cortar recursos dos jovens do Institutos Federais e das Universidades. “O semeador da ignorância quer tirar também as escolas das crianças. Quer levar o Brasil a um apagão”,

No domingo (14), uma outra matéria publicada pelo Valor apontou a convocação feita pelo MEC, a fim de tornar pública a Reforma Administrativa que fará com que Universidades Públicas deixem ser Autarquias e passem a ser subordinadas ao regime jurídico de direito público. A reunião está marcada para esta quinta-feira (18), durante o lançamento do Programa “Future-se”.

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