RESSOCIALIZAÇÃO

Internas do sistema prisional do Maranhão terão cooperativa

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP),  em parceria com o Instituto Humanitas360… [ ]

20 de janeiro de 2020

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP),  em parceria com o Instituto Humanitas360 iniciou, essa semana, as atividades para implantação da cooperativa que irá beneficiar com trabalho, estudo e geração de renda, mais de 60 internas da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), do Complexo Penitenciário São Luís.

O Maranhão será o terceiro estado a receber o programa de política pública apoiado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para a reinserção social de pessoas apenadas e egressas do sistema prisional brasileiro. Já desenvolvem a ação os estados de São Paulo e Pará.

Técnicos da Humanitas360, acompanhados de gestores da SEAP e da diretora da UPFEM, realizaram visita in loco na unidade para conhecer a estrutura e os projetos de ressocialização que são realizados pela SEAP, como o programa de educação ‘Rumo Certo’ e as oficinas de trabalho: malharia, serigrafia, panificação e outros. O Instituto também conheceu o espaço construído pela SEAP, onde será instalada, até março, a cooperativa.

As internas trabalharão com a produção das peças artesanais da marca Tereza, que inclui suvenires em moda e utensílios, fabricados com bordados e crochê. No projeto elas terão 6 horas de trabalho e 2 horas serão voltadas para formação e capacitação das cooperadas.

“A cooperativa irá educar as internas ao conceito de empreendedorismo. Será como uma incubadora de negócios para colaborar com a reintegração da população carcerária à sociedade e ressignificação de que eles não necessitam do crime para sobreviver”, destaca o secretário da SEAP, Murilo Andrade.

A cooperativa também firmou termo de cooperação com a Unidade de Fiscalização de Monitoramento do Sistema Prisional do Tribunal de Justiça. O termo foi assinado pelo coordenador Ariston Apoliano. O Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado, como parceiros, também assinarão o termo.

No Maranhão, a intenção é que o projeto também seja disponibilizado aos internos, criando mais de uma cooperativa e, por consequência, tenha abrangência cada vez mais custodiados tornando-os suficientemente e financeiramente independentes.

Pelo cronograma do projeto, a primeira etapa é a adequação e organização do espaço produtivo, integração com as reeducandas e formalização da pessoa jurídica. A integração com as internas será realizada a partir de rodas de conversa e cursos de formação para sensibilização e informação de como funcionará a cooperativa.

A Humanitas360 fornecerá à cooperativa capital semente, capacitação técnica e apoio ao desenvolvimento do modelo de negócio, garantindo que toda a renda gerada seja transferida para os detentos e ex-detentos cooperados.

“Estamos contribuindo, de fato, com a ressocialização dos custodiados, dando a eles renda, tornando-os empreendedores e assim auxiliando suas famílias”, complementou o gerente Jurídico da Humanitas360, Higor Cauê.

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