PESQUISA E INOVAÇÃO

Mais de 67% do investimento em ciência e tecnologia no Maranhão vem do Governo do Estado

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) está em primeiro lugar no… [ ]

15 de dezembro de 2021

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) está em primeiro lugar no ranking dos estados brasileiros que mais investem, proporcionalmente, em pesquisa científica. O financiamento do principal órgão de fomento à pesquisa e inovação do estado representa 67,74% de todo o investimento em bolsas, auxílios e centenas de pesquisas destinadas ao Maranhão.

Esses dados foram apresentados no dia 9 deste mês, pelo presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS), Odir Dellagostin, por meio do artigo “Análise do fomento à pesquisa no país e a contribuição das agências federais e estaduais”.

A efeitos de comparação, a média anual de gastos federais no Estado, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre 2018 e 2020, foi de R$ 18.532.152,60. A Capes representa 22,83% e o CNPq 9,42%. O presidente da Fapema, André Santos, enfatiza a atenção e o comprometimento do Governo do Maranhão com o desenvolvimento científico, como forma de suprir a carência dos recursos federais do CNPq e da Capes.

“A gente tem um orçamento que aumenta a cada ano, e os editais estão atrelados a ele. O governador, a cada ano, tem aprovado. Foi o aumento na quantidade de bolsas de pesquisas no estado que alavancou essa situação. Com o decréscimo dessa força do CNPq e da Capes, houve um acréscimo nosso, vimos que os pesquisadores estavam sofrendo pela falta de recursos e, então, houve uma ampliação da atuação do Estado”, enfatizou André.

Segundo maior esforço em bolsas do Nordeste

A Fapema, que está em 12º lugar em número de bolsistas atendidos em mestrado e doutorado no país, é a segunda fundação do Nordeste que mais investe, proporcionalmente, em bolsas de pesquisa científica, com 20,4%, ficando atrás apenas da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que tem 20,7%. O presidente da Fapema, André Santos, destaca que a posição do Maranhão resulta, também, do esforço no aumento de bolsas em novas modalidades que contemplam desde o Ensino Médio.

“Houve um aumento de R$ 2 milhões de reais, isso em mestrado e doutorado. De bolsas de iniciação científica, nós aumentamos também, expressivamente, em torno de 100 bolsas. Criamos modalidades que não existiam antes como, por exemplo, inovação tecnológica, que demos 50 bolsas para a universidade. Não existia, por exemplo, incentivo ao ensino médio também”, destacou o presidente da Fapema.

Combate à pandemia

O Governo do Maranhão também se utilizou do investimento em ciência, tecnologia e inovação como estratégia de enfretamento à crise sanitária do novo coronavírus. O presidente da Fapema explica que o estado atuou em duas vertentes, sendo uma em pesquisa aplicada, outra em bolsistas atuantes na linha de frente do combate à Covid.

“Nós criamos em 2020, dois editais específicos sobre a pandemia. Um sobre as bolsas ligadas à atuação na área de saúde, para ajudar no combate à Covid. Uma grande quantidade de bolsistas tanto de escolas públicas, quanto particulares, em áreas específicas. E o outro projeto foi de pesquisas voltadas à Covid, com edital de R$ 600 reais, para pesquisas que ainda estão em andamento. Uma delas se destacou, que é da Universidade Federal do Maranhão, um “Ambu”, que é um equipamento manual de respiração. Já existia o projeto, ele foi melhorado na perspectiva, inclusive, de cirurgias veterinárias. Já houve uma identificação, além de ser utilizada, possivelmente, no transporte de pacientes que se deslocam, por exemplo, do interior para uma cidade maior, como a capital, e que a ambulância não dispõe de respirador”, pontuou André Santos.

Fomento à pesquisa em 2022

Para 2022, a Fapema tem previsão de um investimento de, pelo menos, R$ 53 milhões de reais, sendo R$ 31 milhões em bolsas e R$ 22 milhões em auxílio financeiro. Além das bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, os investimentos irão contemplar bolsistas de apoio a laboratório, professores em produtividade, recém-doutores para atuar no Maranhão e bolsas de inovação científica a nível de graduação. Trata-se de uma ampliação para atuar, inclusive, na área de robótica.

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