Maranhão poderá ter mais um bem como Patrimônio Cultural

de origem maranhense, do município de Pedreiras, o autor de Pisa na Fulô, conhecida em todo o Brasil. Quando escreveu… [ ]

25 de abril de 2019

de origem maranhense, do município de Pedreiras, o autor de Pisa na Fulô, conhecida em todo o Brasil. Quando escreveu a canção ainda na década de 50 em parceria com Silveira Junior e Ernesto Pires, João do Vale, de voz forte e vida humilde não poderia imaginar que a canção se tornaria um dos hinos do forró tradicional.

Se estivesse vivo, um dos compositores mais representativos da cultura nordestina poderia contribuir para a pesquisa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró na sua terra natal, o Maranhão. É que o Estado estará contemplado nesse estudo, sendo uma das etapas do processo de Registro para avaliação do bem como Patrimônio Cultural do Brasil.

O início dessa fase terá como marco o Seminário Forró e Patrimônio Cultural a ser realizado entre os dias 08 a 10 de maio, em Recife (PE). O evento gratuito e aberto ao público reunirá forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de Estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. E para que o dossiê resultante da pesquisa contemple a história, os atuais desafios e as perspectivas de continuidade das práticas sociais que formam as Matrizes Tradicionais do Forró, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) buscará a participação ativa das comunidades e atores sociais que mantém viva a tradição no país. As inscrições já estão abertas.

O espaço promoverá trocas de experiências sobre o que consideram importante para o reconhecimento e a continuidade dessa forma de expressão tão representativa da cultura brasileira. “Esse Seminário é de extrema importância para o forró como forma de expressão por falar de maneira tão profunda da cultura nordestina e que vem se renovando no tempo, mantendo-se como força viva da disseminação pelo Brasil e pelo mundo”, destaca Kátia Bogéa, presidente do Iphan.

Na pauta estão debates importantes para a compreensão do forró como um Patrimônio Cultural a exemplo da valorização e sustentabilidade da manifestação; das ações de preservação; de políticas públicas, dentre outros. A programação buscará também compreender as formas de transmissão dos saberes relacionados, por meio de oficinas e aulas dos mestres sobre os diferentes instrumentos musicais, os ritmos e as danças que constituem as Matrizes do Forró. Haverá também espaços para apresentações e interações musicais entre músicos e dançarinos por meio de palcos abertos e um show de encerramento especial na tradicional casa de forró recifense, Sala de Reboco, que reunirá os participantes do Seminário na noite da sexta-feira, dia 10 de maio e será aberto ao público. Confira a programação.

A pesquisa se estenderá até meados de 2020 e resultará no dossiê de Registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que deliberará se o bem receberá o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil.

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