ECONOMIA

Porto do Itaqui faz teste para retomada de contêiner

O navio Aliança Leblon, de bandeira brasileira, atracou no Porto do Itaqui para desembarque de contêineres (548 toneladas de carga)…. [ ]

21 de agosto de 2019

O navio Aliança Leblon, de bandeira brasileira, atracou no Porto do Itaqui para desembarque de contêineres (548 toneladas de carga). A operação, realizada na segunda-feira (19), foi uma movimentação teste para a retomada da linha regular de contêineres no porto público do Maranhão. Acompanharam a chegada da embarcação o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago; o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Simplício Araújo; e empresários locais.

“Essa operação é mais uma etapa de um processo iniciado ano passado, fruto do esforço conjunto de diversos players públicos e privados, com o objetivo de atrair mais negócios e reduzir o custo logístico para as empresas maranhenses. O Porto do Itaqui tem toda a infraestrutura necessária para a retomada da linha de contêiner”, afirmou o presidente da Emap, Ted Lago.

Após o desembarque teste será feita uma avaliação para verificar a viabilidade dessa operação, o que deve ocorrer dentro de 15 a 30 dias, segundo o gerente de logística da Aliança Navegação e Logística, armador do navio, Elielton Araújo. “A ideia é retomar a linha regular, primeiro a cada 15 dias e depois semanalmente”, afirmou.

Para o diretor comercial e financeiro da Pedreiras Transportes, Antônio José Jansen Pereira, essa escala experimental é um marco que consolida o serviço regular de contêiner no Itaqui. “O Porto do Itaqui está pronto, o Maranhão tem grande potencial e o momento é o mais oportuno”, disse. Ele agradeceu o apoio da Companhia Operadora Portuária do Itaqui (Copi) nessa operação.

Há dois anos começaram as tratativas entre o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Energia (Seinc) e a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), com a iniciativa privada. E, em outubro do ano passado, foi firmado um acordo entre operadores de carga e os sindicatos das três categorias de trabalhadores portuários do Itaqui (conferentes, arrumadores e estivadores) com foco na adoção de uma tarifa única para movimentação desse tipo de carga. Com a medida, associada ao interesse do mercado, foi estimada uma movimentação de 1.800 contêineres/mês.

O esforço conjunto para a retomada dessa operação no Itaqui conta com a participação da Emap, por meio de investimentos em infraestrutura no Porto do Itaqui; da Intrading Global (negócios internacionais), que representa sete empresas locais dos setores de serviços, home center, supermercados e indústrias de produtos de limpeza; e da Aliança.

A infraestrutura portuária para armazenagem de contêineres da Emap contempla uma área de 20.250 metros quadrados com capacidade estática para 1.341 TEUS. Foram investidos R$ 10 milhões na obra de engenharia e outros R$ 9 milhões serão investidos na reestruturação do sistema elétrico.

Saiba mais

As linhas regulares de contêineres se estabelecem quando existe equilíbrio entre “entrada e saída” de cargas de um mercado, possibilitando custos competitivos, sem o chamado “frete morto”. Historicamente as linhas regulares que se estabeleceram no Porto do Itaqui foram atraídas para atender a movimentação de cargas âncoras, como o níquel e alumínio, além de cargas de projetos, que são sazonais.

A finalização de grandes projetos no Maranhão e a descontinuidade na produção de alumínio tiveram um impacto significativo nos volumes movimentados. Sem as cargas âncoras os custos logísticos para os clientes ficaram altos e o volume insuficiente para manter a atratividade perante os armadores, que suspenderam as linhas. Importante frisar que os armadores continuaram demonstrando interesse em retomar essas linhas, mas para isso o mercado local precisava garantir um volume mínimo aceitável pelo armador, o que está ocorrendo agora com o grupo de sete empresas interessadas no negócio.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!