EDUCAÇÃO

Secretário de Educação apresenta Regime de Colaboração do Governo do Maranhão a membros da Seduc do Rio de Janeiro

A convite da Coordenação do Programa Rede de Líderes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o secretário de Estado de Educação,… [ ]

3 de fevereiro de 2021

A convite da Coordenação do Programa Rede de Líderes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, apresentou, na tarde desta terça-feira (02), a membros da Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro, o Regime de Colaboração adotado pelo Governo do Maranhão, por meio do Programa Escola Digna, para a melhoria dos índices e qualidade de ensino maranhense.

Durante a Formação Virtual, Felipe Camarão falou da experiência exitosa do Maranhão na adoção do Regime, bem como o porquê da sua implementação no estado. “Para mim é um prazer muito especial falar para esses líderes, do Regime de Colaboração que nós praticamos, aqui no Maranhão, tendo como carro-chefe o Programa Escola Digna, macro política educacional do Governo do Estado, na gestão do governador Flávio Dino”, afirmou Felipe Camarão.

Ao longo de sua exposição, o secretário apresentou um levantamento histórico da implementação do Regime no Maranhão, alicerçado no Programa Escola Digna, mas que vai além da substituição – na rede municipal – de escolas de taipa e palha por prédios de alvenaria, avançando para a formação de educadores em todo o estado.

“Percebemos que não bastava apenas construirmos bons prédios escolares, então, agregado a essa substituição das escolas inadequadas, o Governo do Estado, na gestão do governador Flávio Dino, passou a oferecer aos municípios assessoria técnico-pedagógica, por dois anos, ofertando formações para professores desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental”, explicou Felipe.

Camarão explicou que, para que o Regime de Colaboração fosse implementado no Maranhão, de forma exitosa, foi necessário buscar exemplos que já foram também implementados nos estados de Pernambucos e Ceará, além de parcerias com a própria Fundação Getúlio Vargas, o Instituto Falconi, o Todos Pela Educação e a consultoria da Claudia Costin.

Todas essas ações, segundo o secretário, contribuíram na construção desse macro na política da educação, em vários eixos como da infraestrutura, totalizando mais de 1.100 obras entregues entre reformas, construções e adequações de escolas das redes municipais e estadual; da gestão democrática, como instituindo eleições para gestores, envolvendo as comunidades escolares de forma geral; da criação de escolas de tempo integral no estado – chegando ao total de 88 escolas, incluindo os Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), com ensino propedêutico, formação vocacional e técnico-profissional, além da escola de idiomas e do IEMA Bilíngue; e a valorização docente – incluindo, não apenas o pagamento de salários, mas o avanço no número de gratificações e a oferta de inúmeras formações profissionais.

“Dessa forma, nós fomos capilarizando a nossa rede, nesse eixo de gestão democrática de oportunidades, de educação integral e o grande eixo de valorização docente. Criamos aí grande pacto institucional, pedagógico e político com todos os municípios do Maranhão, tendo como foco principal alfabetizar na idade certa, com forte investimento na educação básica como vetor de desenvolvimento, pois entendemos que essa é a base de todo o país bem desenvolvido”, complementou o secretário.

Ainda em sua explanação, o secretário falou das diversas ferramentas que foram implementadas na Seduc ao longo dos cinco anos em que está à frente da pasta, tais como o Sistema Estadual de Avaliação do Maranhão (Seama) e o que ele classificou como grande marco do Regime de Colaboração – a construção do Documento Curricular do Território Maranhense.

Felipe Camarão destacou a importância da união entre governos do Estado e municipais pela melhoria da qualidade da educação de todos.

“Estamos em um caminho certo, porém um caminho de evolução em médio e longo prazo. O trabalho da educação é um trabalho permanente e contínuo. E nós, enquanto educadores que trabalhamos com educação pública, temos uma responsabilidade enorme, principalmente nesse momento de pandemia. Temos a responsabilidade de, no mínimo, lutar pelo debate público quanto a retomada do vínculo dos nossos estudantes com as escolas, ainda que com o ensino híbrido. Se não fizermos nada em 2021, os efeitos da perda desse vínculo escolar será devastador, podemos perder uma geração toda. A tendência, sem educação, é aumentar o desemprego e a profunda desigualdade. Daí também está incluindo a importância desse Regime de Colaboração, para unirmos forças pela melhoria da qualidade do nosso ensino”, ressaltou Camarão.

Participaram da Formação Virtual, os líderes da Seduc carioca Marcos Tadeu Cavalcante da Silva (subsecretário de Gestão Administrativa), Tânia Regina Borges da Silva (diretora Regional Pedagógica Médio Paraíba), Wesley Neves (Diretor Regional Pedagógico Metropolitana VI), Maria Angélica Sodré Magalhães Novaes (Diretora Regional Pedagógica Metropolitana I), Luciana Coutinho Daniel Vicente (Diretora Regional Pedagógica Noroeste), Patrícia Alexandre de Meneses Oliveira (Diretora Regional Pedagógica Metropolitana VII), Ana Paula Quadros de Azevedo (Diretora Regional Pedagógica Metropolitana II),  entre outros. Além de esclarecer dúvidas sobre a implementação do Regime, eles elogiaram o Governo do Maranhão pela adoção da política institucional.

“Quero parabenizar o Governo do Estado e o secretário Felipe Camarão, sobretudo pela explanação do Programa. Fiquei encantada com o trabalho desenvolvido no Maranhão e o brilho no olhar do secretário, que demonstra o quanto ele ama o que faz”, disse a diretora Regional Pedagógica Noroeste, Luciana Vicente.

“Muito boa a estratégia do Pacto. Ficaríamos horas dialogando sobre esse Programa. O Maranhão está de parabéns”, afirmou Maria Angélica Sodré Magalhães Novaes, diretora Regional Pedagógica Metropolitana I da Seduc Rio de Janeiro.

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