Prefeitura abre todos os postos de saúde no Dia D de Vacinação garantindo ampla cobertura

Em São Luís, a movimentação foi intensa nos 63 postos de saúde disponibilizados pela Prefeitura da capital para imunizar crianças de um ano a menores de cinco anos, público-alvo da campanha contra o sarampo e a poliomielite que teve o Dia D Nacional de Mobilização neste sábado (18). Para garantir a participação maciça do grupo prioritário, a Prefeitura de São Luís, por orientação do prefeito Edivaldo, desenvolveu diversas estratégias de atuação para intensificar os esforços na luta contra o retorno dessas doenças já erradicadas no município e aumentar a adesão à campanha que segue até dia 31 de agosto.

Uma das ações executadas com esse propósito foi a realização do Dia D Municipal, um grande mutirão contra o sarampo e a pólio ocorrido no dia 4 deste mês. Outra estratégia adotada na capital foi a antecipação da campanha contra o sarampo e a poliomielite, iniciando a mobilização no município para a aplicação das doses no dia 23 de julho, ou seja, 15 dias antes do início da campanha nacional que começou dia 6 deste mês. Além dessas estratégias, a Prefeitura também disponibilizou equipes volantes de vacinação para fazer a aplicação das doses nas escolas e creches municipais, onde se concentra grande número de criança na faixa etária estabelecida pela mobilização.

A abertura oficial do Dia D Nacional ocorreu no Centro de Saúde Clodomir Costa, no Anjo da Guarda e contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Lula Fylho. “A gestão do prefeito Edivaldo esta imbuído nesse grande esforço de proteger nossa população contra essas doenças que têm representado grande perigo de voltar a acometer as pessoas. Para isso, a Secretaria de Saúde vai continuar empreendendo diversas estratégias de ação, atuando fortemente junto ao público-alvo da campanha, para que até dia 31 de agosto tenhamos a meta de cobertura vacinal plenamente atingida na capital”, afirmou o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

No início dos trabalhos de imunização no Centro de Saúde Clodomir Costa, o secretário Lula Fylho administrou a dose contra a pólio no pequeno João Miguel Sá, de 4 anos, um dos primeiros a chegar na unidade para receber a vacina, levado por sua mãe, a dona de casa Andréa Margarida Sá.

A meta de vacinação estabelecida para a capital maranhense pelo Ministério da Saúde é vacinar 95% do público-alvo total, que é algo em torno de 61.700 crianças. Até esta sexta-feira (17), dia anterior à mobilização nacional, as doses aplicadas contra a pólio somavam cerca de 24.517, representando aproximadamente 47% do público-alvo; e a vacinação contra o sarampo totaliza 24.338 doses, algo em torno de 47% do total estipulado.

“É um número considerado bom diante do que vem sendo observado em termos de adesão em outras cidades, mas queremos é fechar a meta totalmente e para isso vamos trabalhar intensamente para vacinarmos todas as nossas crianças na faixa etária estipulada pelo Ministério, pois o que queremos é ter nossa população protegida”, frisou Lula Fylho.

O secretário informou ainda que, na terça-feira (21), a Semus vai realizar uma reunião com toda a equipe de trabalho na área para fazer uma avaliação das ações desenvolvidas até o momento, reforçar as iniciativas que têm dado certo e traçar novas estratégias de atuação com o objetivo de atingir a meta estipulada para a capital maranhense.

IMUNIZAÇÃO

Ainda durante a abertura oficial do Dia D Nacional, o secretário Lula Fylho voltou a alertar para a necessidade do empenho dos pais ou responsáveis em levar as crianças aos postos de saúde para tomar as vacinas. “Somente a vacinação assegura a plena imunidade das crianças contra essas doenças gravíssimas, capazes de acometer sequelas irreversíveis e até mortes. Portanto, é extremamente necessário que os pais estejam atentos e priorizem a vacinação de seus filhos. Dessa forma, com o município e população juntos nesse esforço, conseguiremos atingir a cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde”, reforçou Lula Fylho.

Assim fez a corretora Cleitiane Rocha Bezerra, mãe da pequena Yasmim, 3 anos. Ela também chegou ao posto de saúde logo no início do mutirão nacional de vacinação. “Com doença não se brinca, ainda mais doenças que podem comprometer para sempre a vida de nossos filhos. Por isso, estou sempre atenta ao cartão de vacinação dos meus filhos e não deixo de levá-los em nenhuma campanha”, relatou ela.

Quem também não deixou passar a oportunidade de vacinar logo seus filhos na campanha foi a autônoma Cristina de Jesus Costa, que levou o caçula da família, Artur Ribeiro, 2 anos, para receber a dose de reforço contra o sarampo e a poliomielite. “Nada melhor do que ter nossos filhos sempre saudáveis e felizes. E se podemos preveni-los de doenças tão graves como estas não podemos vacilar. Eu jamais deixo de leva-los em todas as campanhas que realizam”, disse.

No caso do sarampo, a vacina também foi disponibilizada para pessoas até 49 anos de idade, outro grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde. A medida visa garantir que a população ludovicense continue livre dessas viroses altamente contagiosas. Há mais de duas décadas São Luís não tem nenhum caso destas doenças no município. Segundo a Semus, estados vizinhos ao Maranhão apresentaram registros, o que reforça a necessidade da vigilância permanente para o controle do problema e manter a capital livre destas doenças.

As vacinas são contraindicadas em casos de gripe muito forte e febre alta; crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida; neoplasia maligna; e que estão em tratamento com uso de corticoides em doses elevadas ou quimioterapia e radioterapia.

SAIBA MAIS

A poliomielite, ou paralisia infantil, causa paralisia repentina que pode afetar das pernas até o corpo inteiro, comprometendo a respiração. A contaminação é por contato fecal-oral, objetos, alimentos e água com fezes de portadores ou ao falar, tossir ou espirrar.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo contato com secreções. Os primeiros sintomas são parecidos com os da gripe, mas evoluem ainda para o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo.

Prefeitura estende horário de funcionamento em postos de saúde para vacinação contra a gripe

A Prefeitura de São Luís está se empenhando em cumprir a meta de vacinação contra a gripe estipulada pelo Ministério da Saúde que é imunizar, na capital, 209.974 pessoas pertencentes ao grupo de risco. Com a cobertura de sábado (26), quando a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) promoveu o Dia D Municipal, foi atingida 65% da meta. Como forma de intensificar a vacinação, o poder público municipal está estendendo o horário de funcionamento em algumas unidades municipais de saúde para reforçar a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que encerra nesta sexta-feira (1º).

“O Dia D Municipal foi muito importante para alavancar a cobertura que devemos ter até o final da campanha, e ele será complementado com outras ações que faremos ao longo dessa última semana. Trabalhamos para cumprir a meta, pois a vacinação contra a influenza tem contribuído para a redução de complicações e internações decorrentes da gripe, especialmente na população de risco”, disse o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

As Unidades Mistas e os centros de saúde Paulo Ramos, Turu, Cohab, Genésio Rego, Liberdade, Bezerra de Meneses, São Francisco, Djalma Marques, Fabiciana, Janaina, Clodomir Pinheiro e Vila Bacanga atenderão até às 18h, uma hora a mais do horário regular de funcionamento. O horário estendido tem como objetivo ampliar o acesso do público-alvo à vacina para garantir a cobertura da meta proposta pelo Ministério da Saúde.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, afirmou que a Prefeitura está realizando diversas ações de mobilização para atingir a meta estabelecida para a capital. “Além de estendermos o horário de funcionamento das unidades de saúde, estamos, inclusive, levando os serviços de imunização contra a influenza às escolas e aos órgãos públicos, fazendo uma espécie de busca ativa para alcançarmos o máximo possível o público-alvo da campanha”, afirmou o secretário.

Ainda segundo o gestor da Saúde municipal, desde o início da campanha, o município tem vacina disponível em todas as unidades. “Mesmo assim, a adesão à vacinação em alguns grupos está abaixo do esperado. Por esse motivo estamos realizando essa força-tarefa para que as pessoas que integram os grupos prioritários da campanha sejam imunizadas”, frisou Lula Fylho.

A mobilização articulada pela Prefeitura de São Luís para imunizar o máximo de pessoas contra os tipos mais comuns do vírus da gripe visa diminuir a possibilidade de complicações causadas pela doença aos grupos de pessoas considerados mais suscetíveis ao problema, como são os idosos e as crianças, por exemplo.

A campanha de vacinação tem como público-alvo crianças de seis meses a menores de cinco anos, pessoas acima dos 60 anos de idade, trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, além da população privada de liberdade, dos funcionários do sistema prisional e das pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis.

EFICÁCIA

Segundo o Ministério da Saúde a vacina contra gripe é segura e tem eficácia de seis a 12 meses. A dose reduz as complicações que podem gerar casos mais graves da doença, internações ou até mesmo óbitos. Informa ainda que a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente, pois protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano, no Hemisfério Sul, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS): o A/H1N1; A/H3N2 e influenza B.

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). O Ministério da Saúde orienta à população em geral, a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, a vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. Após a aplicação da vacina podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas.

Imunização contra vírus sincicial respiratório, que afeta bebês, pode ser feita em Postos de Saúde

É temporada de circulação de VSR – Vírus Sincicial Respiratório na região Nordeste do Brasil.  O VSR, um vírus de caráter sazonal – circula em cada região numa determinada época do ano – é a principal causa de infecções respiratórias graves e hospitalizações recorrentes:  em crianças acima de dois anos e adultos saudáveis,  causa sintomas semelhantes aos de um simples resfriado, mas pode ser fatal em bebês prematuros ou com fatores de risco associados. Bebês prematuros, nascidos com menos de 29 semanas, portadores de cardiopatia congênita, podem receber a imunização contra o VSR pelo SUS – a época e os critérios de imunização podem variar de Estado para Estado.  A imunização contra VSR também passou a ser incluída nos procedimentos obrigatórios oferecidos por planos de saúde privados, segundo atualização da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar (http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/4279-novo-rol-de-cobertura-dos-planos-de-saude-entra-em-vigor)

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os 10 países com maior número de nascimento de bebês prematuros, índice que coloca o país em posição semelhante aos países de baixa renda.  O VSR é duas vezes mais comum que o rinovírus, segundo dados do estudo BREVI que acompanhou, por um ano, 303 bebês nascidos com ou abaixo de 35 semanas de gestação, em três centros de pesquisa (Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto). Já o estudo Previne (Prevalência, Fatores de Risco, Índices de Codetecção e Sazonalidade de Vírus Respiratórios em Crianças com Infecções no Trato Respiratório Inferior no NE do Brasil)  realizado nas cidades do Nordeste identificou que o VSR é 40% mais comum entre bebes com infecções graves.

O Vírus Sincicial Respiratório, ou VSR, é de caráter sazonal e geralmente circula nas estações de outono e inverno nos países de estações bem definidas, apesar de não estar relacionado a baixas temperaturas.  Para bebês prematuros, pode causar infecções respiratórias graves, hospitalizações recorrentes, com necessidade de ventilação mecânica; em crianças acima de dois anos e adultos saudáveis causa sintomas semelhantes aos de um simples resfriado, mas pode ser fatal em caso de bebês prematuros ou com fatores de risco associados.

Bronquiolite e pneumonia são suas formas frequentes de manifestação de infecção causada por VSR. A longo prazo, uma das suas consequências mais comuns é o chiado recorrente no peito, que pode perdurar até os 13 anos de idade. Não há tratamento específico para a infecção por VSR e, por isso, medidas profiláticas para evitar o contágio e a transmissão do vírus são essenciais.

O calendário de imunizações para bebês prematuros pode ser consultado no site da Sociedade Brasileira de Imunizações, em https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-prematuro.pdf

Outras Medidas preventivas – Entre as medidas preventivas incluem-se lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar no bebê (o vírus permanece vivo nas mãos por mais de uma hora), evitar aglomerações; higienizar sempre os objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR pode sobreviver por mais de 24 horas), evitar o contato do bebê com crianças mais velhas e adultos com sintomas de resfriados ou gripes e também evitar contato com fumantes e ambientes poluídos.

De SPMJ Comunicação.

Vacina contra a gripe continua disponível nos postos de saúde de SL

Mesmo com o encerramento da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, a Prefeitura ainda está disponibilizando as vacinas na rede municipal até o final do estoque, para ampliar a cobertura vacinal. A vacina que está disponível é a trivalente, que imuniza contra os dois tipos de gripe sazonal e também contra o tipo H1N1.

A secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, explica que nacionalmente houve baixa procura pela vacina, mesmo sendo esta uma das melhores formas de prevenir a gripe e suas complicações. “O país inteiro teve dificuldade na conscientização dos grupos elencados pelo Ministério da Saúde para serem imunizados; por isso, foi a vacinação foi liberada para todos. Quem quiser vacinar deve procurar os postos de saúde e garantir essa importante forma de proteção contra uma doença que pode ter sérias consequências”, afirma.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) indicam que até o encerramento da campanha foram aplicadas 150.509 doses da vacina contra influenza, o que representa 74,8% da meta. De acordo com a totalização, o público-alvo que mais vacinou foi o dos idosos (69.483 doses), e entre as crianças de seis meses a cinco anos incompletos, a cobertura chegou a 60,1%.

A superintendente de Vigilância Epidemiológica e Sanitária da Semus, Terezinha Lobo diz que a mobilização vai continuar nas 61 unidades de saúde onde há a vacina. “Deveremos contar com a ação das equipes de Saúde da Família, que vão fazer a sensibilização dos grupos prioritários durante as visitas domiciliares, e assim garantir que em pouco tempo a meta possa ser atingida”, explica. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi realizada no período de 17 de abril a 9 de junho.