SAÚDE

Tendas em área externa de UPAs facilitam triagem de casos suspeitos do novo coronavírus

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de gestão estadual passaram a contar com tendas externas para a realização de triagem… [ ]

11 de abril de 2020

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de gestão estadual passaram a contar com tendas externas para a realização de triagem de pacientes. A medida é mais uma adotada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), para combater a disseminação do novo coronavírus (COVID-19).

Embora as tendas tenham sido instaladas nas UPAs – inclusive no interior do estado –, as unidades Itaqui-Bacanga, Cidade Operária e Vinhais são as mais indicadas para receber, na capital, pessoas com sintomas de gripe que durem mais de uma semana, conforme o fluxo para atendimento a casos de coronavírus, envolvendo os entes federal, estadual e municipal, apresentado à população.

A triagem de casos suspeitos está sendo realizada na área externa da unidade, nas tendas já instaladas. O objetivo é reduzir os riscos de contágio da doença. “Os pacientes aguardam atendimento a dois metros de distância uns dos outros. Cada unidade deve sinalizar o distanciamento entre os pacientes. No último distanciamento, há uma linha que vai separa os pacientes da mesa onde ficarão um médico e dois enfermeiros”, explica o médico e assessor técnico da Emserh, Samuel Gregório.

Os profissionais de saúde ficam atrás de uma linha, em uma distância segura do paciente, que recebe álcool em gel para que possa higienizar as mãos. “Se ele tiver algum sintoma, como dispneia (dificuldade de respirar), eles entregam uma máscara para ele colocar; mesmo se ele não tiver sintomas, ele deverá passar álcool em gel. Será preenchida uma ficha e verificada a temperatura com o aparelho medidor de temperatura a laser e, nesse momento, é colocado o oxímetro (aparelho que verifica a oxigenação).

O enfermeiro vai colocar os dados do paciente em uma tabela; se o paciente tiver sintomas leves e uma síndrome gripa normal, praticamente assintomático, ele vai levar o atestado de 14 dias e as orientações para ele ficar em confinamento em casa. Caso ele tenha piora, ele vai retornar”, detalha.

Seguindo o fluxo de atendimento, caso o paciente tenha sintomas moderados, ele será encaminhado para alguma das unidades médicas e hospitalares de referência: Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), Hospital de Cuidados Intensivos (HCI), Hospital da Mulher (HM) e Hospital Universitário (HUUFMA). São considerados sintomas moderados, coriza, tosse seca, febre de 38° ou mais e desconforto respiratório. Já os pacientes em estado grave, com tosse intensa, falta de ar e febre alta, deverão ser transferidos para a Unidade de Terapia Intensiva de alguma das unidades de referência.

No caso de pacientes comuns, que não sejam casos suspeitos do novo coronavírus, o atendimento deverá ser realizado nas unidades de saúde consideradas blindadas: Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão 1), Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão 2), Hospital Hospital Dr. Adelson de Souza Lopes, na Vila Luizão, e UPA Parque Vitória. Se algum caso suspeito chegar até uma dessas unidades, será feito o encaminhamento para as unidades referência.

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